Pontes na Estação Espacial Internacional:custo US$10 milhões

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Pontes na Estação Espacial Internacional:custo US$10 milhões

Mensagem por jambock »

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16/10 - 18:50 / Agencia Estado

O governo federal vai investir cerca de US$ 10 milhões na primeira viagem de um brasileiro ao espaço, num projeto que, para o presidente da Agência Espacial Brasileira, Sérgio Gaudenzi, aproximará o Brasil do seleto grupo de países do primeiro time da tecnologia espacial.
Para Gaudenzi, a missão do astronauta Marcos César Pontes, que deverá passar oito dias na Estação Espacial Internacional (ISS), em março do ano que vem, fará o Brasil "mudar de patamar" no cenário internacional. "É um clube muito fechado no mundo. A viagem do primeiro brasileiro ao espaço vai divulgar mais o programa espacial brasileiro do que nós faríamos em anos e anos, sem a viagem. Será um marco no programa.
Chegamos a um patamar em que não corremos mais o risco de parar, como aconteceu há alguns anos, por falta de recursos", afirmou Gaudenzi à Agência Estado, poucas horas depois de desembarcar em Moscou, vindo de uma viagem à Alemanha e à Ucrânia.
Amanhã, o presidente a AEB terá um encontro com o chefe da agência espacial russa (Roskosmos), Anatoli Perminov. Na terça-feira, eles assinarão o contrato da viagem, na presença dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que estará em visita oficial ao país. Gaudenzi tem a expectativa de que o tenente-coronel Marcos Pontes, que chegou no início da semana à Rússia, onde fará um rigoroso treinamento até a viagem, possa ir à cerimônia, para encontrar os presidentes Lula e Putin. Tudo dependerá de autorização da rigorosa agência russa.
Segundo Gaudenzi, Pontes está "internado" no centro de treinamento da Roskosmos, chamado Cidade das Estrelas, nos arredores de Moscou, e só pode sair nos dias de folga, programados com antecedência. "Ele deve treinar até poucos dias antes de ir para a base de Baikonur, no Casaquistão, de onde partirá a nave espacial. É o maior centro de lançamento do mundo. Pontes me prometeu que em três meses estará falando russo", contou Gaudenzi. O astronauta brasileiro viajará com dois colegas russos.
O investimento brasileiro na missão do astronauta brasileiro inclui o treinamento na Cidade das Estrelas, uma série de exames médicos necessários antes da viagem espacial, parte dos gastos com o vôo e com a nave espacial russa Soyuz e uma série de seguros obrigatórios. A missão de Pontes é fazer experimentos em um ambiente de gravidade praticamente nula. Ele levará 15 quilos de materiais variados, como óleos combustíveis e substâncias de pesquisa biológica. Dez quilos ficarão no espaço e cinco poderão ser trazidos de volta pelo astronauta, para análises no Brasil.
"Com nossos foguetes de sondagem, o máximo que conseguimos são experimentos durante sete minutos na microgravidade. Agora, serão oito dias", compara o presidente da AEB.
Para Sergio Gaudenzi, o programa espacial é um importante elemento propulsor da alta tecnologia nacional e por isso deve ser divulgado, como acontecerá, segundo ele, com esta viagem do astronauta brasileiro. Gaudenzi disse que, há dez anos, o Brasil aproximava-se de países como Índia e China, no setor de pesquisa espacial.
"Nós quase paramos e eles seguiram adiante. Hoje, estão lá na frente", disse. Em termos de marketing, lembra Gaudenzi, a AEB vai explorar o fato de que a primeira viagem de um brasileiro ao espaço acontecerá no ano em que se comemorará o centenário do primeiro vôo de Santos Dumont no 14 Bis. "Vamos marcar que o avião é uma invenção brasileira e, cem anos depois, mandamos o primeiro astronauta brasileiro ao espaço", diz Gaudenzi.
Marcos Pontes treinou durante vários anos na agência espacial americana, Nasa, mas, com a decisão do governo dos Estados Unidos de suspender os vôos espaciais, perdeu as esperanças de ir ao espaço. Iniciou-se, então, uma negociação entre as agências brasileira e russa que durou um ano. "Foi uma longa conversa", reconheceu o presidente da AEB.
Tendo em vista que o milionário americano pagou US$20 milhões aos russos, US$10 milhões é uma pechincha.
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
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