Cmte Seabra escreveu:O Brasil ensaia uma [/i]Desregulamentação mas ela ainda não é total.
Qualquer aquisição de aeronaves, entrada de empresas novas no mercado, rotas, tarifas, entre outras, tem que passar pelo DAC onde é estudado o mercado e o impacto da mudança. Se houver falta de mercado ou conconrência predatória, o DAC faz intervenção.
Se a rota foi concedida e a empresa opera é pq foi feito o estudo de mercado e foi compravada a sua viabilidade.
São esses estudos que, em algumas vezes, a COMCLAR deixa a desejar. Só nesse ano que passou foram vários exemplos de concessão de linha sem o mínimo estudo, a mesma coisa na questão tarifária.
O DAC é um órgão regulador, e essa falta de critério em algumas vezes, só traz estragos para o mercado.
Abraços
Velásquez
Editado pela última vez por Velásquez em Dom Jan 02, 2005 14:43, em um total de 1 vez.
Cmte Seabra escreveu:O Brasil ensaia uma [/i]Desregulamentação mas ela ainda não é total.
Qualquer aquisição de aeronaves, entrada de empresas novas no mercado, rotas, tarifas, entre outras, tem que passar pelo DAC onde é estudado o mercado e o impacto da mudança. Se houver falta de mercado ou conconrência predatória, o DAC faz intervenção.
Se a rota foi concedida e a empresa opera é pq foi feito o estudo de mercado e foi compravada a sua viabilidade.
São esses estudos que, em algumas vezes, a COMCLAR deixa a desejar. Só nesse ano que passou foram vários exemplos de concessão de linha sem o mínimo estudo, a mesma coisa na questão tarifária.
O DAC é um órgão regulador, e essa falta de critério em algumas vezes, só traz estragos para o mercado.
S A I D escreveu:Só queria entender uma coisa: por que algumas pessoas parecem
muito mais defender "interesses" de empresas e não de usuários (passageiros) ??
...Vocês passarão a ter mais uma, mais forte, que irá sufocar a concorrente em um primeiro momento, fazer os passageiros temporariamente felizes e, quando reinar soberana, irá praticar exatamente as mesmas ações da empresa atual, ou pior. Em resumo: vocês podem estar trocando "seis por meia-dúzia", ou quem sabe até por cinco, que é o que ocorre em inúmeros casos semelhantes. Torço para estar errado!
Abraços!
Luiz Henrique Bagatin
Ou seja, competição predatória, onde uma empresa entra com o preço lá em baixo para derrubar a outra e ficar com o mercado só para ela.
Abs.
A concorrência predatória é um fato que deve ser combatido pelo òrgão regulador.
Lembro-me de uma oportunidade que tive, de conhecer melhor nossos vizinhos paraguaios quando fui pra lá a serviço para dar instrução a três comandantes da ARPA ( Aerolíneas Paraguaia )....e pude observar que a implantação e a permanência desta "nova" empresa, foi resultado de uma concorrência predatória entre esta e a empresa LAPSA ( Linhas Aéreas Paraguaia SA ); estes comandantes contavam-me que a ARPA entrou no mercado paraguaio com serviços "melhorados", tarifas mais baixa e melhores opções de horário.
Quando desequilibrou o mercado a favor da ARPA, a LAPSA fechou e os preços retornaram a patamares existentes antes da concorrência !!
E com isto, alguns usuários de transporte aéreo, como também os empregados do setor, num primeiro instante, sentiram-se prejudicados com a mudança....
O detalhe:... toda vez que o órgão responsável pelo setor atua mal, ou seja, não planeja, não analisa o impacto para o mercado e sua relação custo/benefício para usuários, empregados, comércio, consequentemente não consegue definir uma estratégia de crescimento agregado a valores sociais; estes valores não significam estar garantindo empregos se a atividade gera prejuízo para o empresário.... significa uma equação que atenda as necessidades de todas as partes envolvidas; e o órgão que NORMATIZA, FISCALIZA, PLANEJA, etc..... DEVE SER CAPACITADO PARA DESEMPENHAR ESTA FUNÇÃO para evitar situações de cidades como as citadas neste tópico, cujo população carece de opções de empresa, horário e até mesmo do próprio transporte aéreo ( creio ser este o caso citado de JURUÁ ) .
No minha opinião, o DAC não se encontra preparado ( falta de pessoal ), para atender de forma satisfatória as necessidades do setor.
O grande problema é que, às vezes, nós queremos defender a regulação como uma forma de impor um monopólio de uma determinada empresa na rota...isso é inaceitável...
Ficamos, então, entre: influência política + tarifas abusivas + cidades sem atendimento adequado + favorecimento...etc...+ pseudo desregulamentação...
Por isso penso que a ANAC deve rever essa forma que o DAC usa para impor ao mercado algumas situações sem sentido...ou o transporte aéreo vai ser sempre uma transporte de elite, sem cumprir o seu papel num país continental...
Resta saber, ainda, como vais er iplantado esse novo "ATAERO"...ele já foi derrubado uma vez na justiça e pode ser de novo...