Vítimas do acidente aéreo de Atenas estavam vivas ao embater no solo
As autópsias aos 118 corpos encontrados após o acidente de um Boeing cipriota no passado dia 14 estão concluídas e revelam que as vítimas estavam vivas quando o avião se esmagou no solo, anunciou hoje o responsável do inquérito.
Segundo Philippos Koutsaftis, resulta dos exames aos corpos que os passageiros e membros da tripulação "estavam vivos, mas não necessariamente conscientes".
Estes resultados contrariam suposições iniciais veiculadas pelos meios de comunicação social gregos segundo as quais as vítimas já teriam morrido de frio quando o aparelho embateu no solo, devido a um problema de despressurização do avião.
Todos os 121 ocupantes do aparelho morreram, faltando resgatar três corpos no local do acidente, ocorrido a 40 quilómetros a nordeste de Atenas.
A identificação das vítimas está a ser difícil, uma vez que os cadáveres foram queimados por um fogo de mato que se declarou na sequência do impacto, explicou Koutsaftis.
Foi impossível até agora identificar o corpo de Hans Jurgen Merten, o piloto alemão do Boeing 737 da companhia cipriota de baixo custo Helios.
Merten tinha comunicado à sua companhia, imediatamente depois da descolagem do aparelho de Chipre, um problema de "ar condicionado no compartimento electrónico", que pode ter provocado um sobreaquecimento eléctrico que libertou monóxido de carbono.
No entanto, o exame ao corpo do co-piloto cipriota, Pambos Charalambous, revelou-se negativo quanto à presença deste gás no seu sangue, referiu o responsável do inquérito.
Os resultados completos das análises são esperados na próxima semana, segundo Koutsaftis.
Imediatamente após o acidente, as equipas de peritos abriram três linhas de investigação sobre as causas da tragédia, não excluindo nessa altura a possibilidade de pirataria aérea, mas admitindo desde logo que pudesse ter sido originado por descompressão na cabine.
"As possibilidades admitidas são um possível rapto, sabotagem terrorista ou uma descompressão da cabine de pilotagem, dado que os pilotos de F-16 que voaram ao seu lado viram máscaras de oxigénio soltas", informou fonte oficial cipriota.
"A causa admitida até agora como mais provável é uma possível descompressão do aparelho, dado que aparentemente alguns passageiros morreram por asfixia", disse um funcionário destacado na zona sinistrada, citado pelas televisões locais.
Segundo informação do aeroporto cipriota de Larnaca, teria havido um problema no sistema de aquecimento e arrefecimento do avião, que ocasionou problemas de pressão no interior.
O avião, que partira do aeroporto de Larnaca, perdeu contacto com a torre de controlo de Atenas imediatamente após o meio-dia do passado dia 14 e momentos depois precipitou-se sobre a montanha de Orrobos, a nordeste da capital grega.
Agência LUSA
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