Galeão recupera o fôlego
Jornal do Brasil
Um ano depois da transferência de vôos domésticos, movimento cresceu 67% e deu vida nova ao comércio no terminal
Com grande parte de sua capacidade ociosa até um ano atrás, o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim-Galeão recuperou o fôlego. A primeira análise de movimento desde que os vôos domésticos do Santos Dumont foram levgados para o terminal internacional, há um ano, mostra que um crescimento de 67,69% no movimento de embarque e desembarque de passageiros no primeiro semestre deste ano. Em números absolutos, o aeroporto registrou 4,1 milhões de operações, contra 2,4 milhões realizados no mesmo período do ano passado.
Os números são da Infraero. Desde que recebeu, em 29 agosto de 2004, os vôos que não são da Ponte Aéra Rio-São Paulo, que utilizavam o Santos Dumont, o número de passageiros está crescendo e superando as expectativas da instituição. A previsão da Infraero era de que houvesse um aumento de seis mil passageiros no fluxo diário, mas o volume já chegou a 7,5 mil a mais por dia, totalizando 21 mil passageiros. O aumento do número de pessoas circulando também se fez notar no aumento das vendas das lojas instaladas no Galeão.
- Tivemos um crescimento significativo nas vendas. Calculo que esteja por volta de 35%. Depois da transferência dos voôs, fizemos até obras de ampliação. Hoje estamos com todos os 12 espaços para anúncios de editoras ocupados. Antes só tínhamos vendido dois espaços - conta Maurício Rocha, gerente da livraria Laselva, localizada no novo terminal de embarque.
A previsão inicial da Infraero era de que o Galeão operasse com 7 milhões de passageiros por ano. O número já está defasado e o órgão trabalha com a expectativa de 8 milhões anuais, o que siginifica um crescimento de 57 %. O subgerente da loja de doces Ponto de Bala, Alexandre Alves, comemora o aumento da circulação de passageiros. Ele lembra que antes da transferência dos vôos o movimento na loja era 50% menor. Hoje, a Ponto de Bala passou a também vender café, alguns suvenires e contratou mais um funcionário para o caixa.
- Antes aqui ficava bem vazio. Passamos a vender outros produtos, como café e bebidas.
O remanejamento de vôos tinha como objetivo desafogar o Aeroporto Santos Dumont, que operava com sobrecarga. Segundo os dados divulgados pelo Infraero, o crescimento do Galeão corresponde a uma queda de 37,71% no movimento do aeroporto do Centro do Rio, que registrou, no primeiro semestre deste ano, 1,6 milhão de operações, contra 2,7 milhões no mesmo período de 2004.
Antes da medida, o Galeão estava subaproveitado e funcionava com apenas um terço de sua capacidade de 15 milhões de passageiros por ano. Apesar do aumento de gente circulando pelos corredores do Galeão, há quem não veja grande diferença no faturamento.
- Realmente percebemos um aumento do número de passageiros. Mas aqui não tivemos um grande crescimento de vendas. O aumento foi de uns 10% apenas, mas antes realmente estava pior. A maior parte da nossa clientela ainda é formada por funcionários do aeroporto. Acho que só vai melhorar mesmo quando tivermos mais vôos internacionais. - analisa Graciliano Nunes Martins, gerente da lanchonete Pastello.
A transferência de operações foi apenas uma das medidas adotadas para revitalizar o Galeão. Entre outras ações, a Infraero reduziu em 40% o valor de suas áreas de locação. O governo estadual baixou de 18% para 3% o ICMS do combustível de aviação (querosene) e de 17% para 13% o ICMS de carga aérea importada e atuou junto ao DAC, à Infraero e ao Ministério do Turismo para trazer mais voôs charter para o Rio de Janeiro.
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- Marcelo Areias
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