Resenha de notícias II

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Resenha de notícias II

Mensagem por AeroEntusiasta »

1. TAM anuncia a encomenda de 55 Airbus
2. Airbus fecha contrato de US$ 2,6 bilhões com a TAM
3. TAM espera financiamento do BNDES para compra de jatos nacionais
4. TAM prepara vôo milionário
5. Varig pode perder hoje 4 aviões, e sindicatos vêem fracasso da TAP
6. Morte técnica da Varig
7. Diretoria da Varig reuniu-se ontem à noite, no Rio, em meio a especulações
8. Movimento em aeroportos cresce 19,5%
9. França e Japão vão desenvolver novo supersônico de passageiros
10. Concorde poderá ter um substituto
11. Pequenas garantem sucesso do evento
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1. TAM anuncia a encomenda de 55 Airbus
Por: Bruno Lima
Fonte: Folha de S.Paulo
A TAM, empresa líder do mercado doméstico de aviação, será a primeira aérea da América Latina a utilizar o A350-900, novo avião da Airbus, modelo que só estará pronto para voar no final de 2008.
Além de renovar a frota que opera as rotas da empresa para o exterior, o negócio deixa a companhia preparada para ocupar um espaço maior nesse mercado, caso a Varig reduza sua importância no cenário internacional.
Entre intenções de compra, compras firmes (contratos que criam a obrigação de adquirir aviões, realizando depósitos progressivos) e opções de compra (compromissos de decidir, em data específica, sobre a transformação da "reserva" de um avião em compra firme), a TAM encomendou à Airbus 55 aeronaves, totalizando US$ 4,6 bilhões, se considerados os preços de tabela.
Foi anunciada a compra firme de 20 aeronaves A320, para entrega entre 2007 e 2010 e de outras 20 opções para a família de aviões que inclui A320, A319 e A321.
A TAM assinou também um memorando de entendimento para a compra de oito A350-900, com mais sete opções de compra para o mesmo modelo, que substituirá os atuais seis A330-200 da aérea nas linhas para Miami e Paris, que têm duas freqüências diárias. A empresa deve iniciar vôos para Nova York no final deste ano ou no início do ano que vem.
A aposta no futuro está justamente no acerto das opções, que não obrigam definitivamente à compra, mas asseguram bom preço e prazo de entrega, se a TAM realmente precisar de mais aeronaves para ocupar espaço no mercado internacional.
Além dos novos contratos, a aérea tem ordem firme para entrega de dez outros A320 (um em agosto de 2005, quatro em 2006, três em 2007 e outros dois em 2008).
O preço de tabela do A320 é de US$ 60 milhões, e o do A350 fica em torno de US$ 170 milhões.
"Isso não significa um plano de expansão de tudo isso, chegando a 50 aviões. Temos vencimentos de aviões ao longo do tempo, [aviões] que serão devolvidos", explicou o presidente da TAM, Marco Antonio Bologna. "Na margem, dependendo do crescimento da economia, exerceremos opções ou não exerceremos opções, mantendo a frota existente mais um crescimento dentro do nosso planejamento."
Para Mário Sampaio, consultor e representante da Airbus no Brasil, o investimento feito pela TAM é "bastante relevante". "A TAM tomou uma posição para garantir sua supremacia no mercado doméstico e fazer a expansão internacional", avalia Sampaio.
O projeto do A350 foi lançado no início deste ano e finalizado em detalhes em março. O modelo obteve até agora 125 encomendas em todo o mundo -20 dos EUA, dez da Europa, 60 do Oriente Médio e o restante da Ásia e de companhias internacionais de leasing. As entregas só começaram a ser feitas em 2010 -na TAM, o avião só chega no final de 2012.
Embraer
Os aviões de cem assentos também precisarão ser renovados. "Como avião de cem assentos, não tenho dúvida de que a Embraer tem o melhor produto do mercado", afirmou Bologna, referindo-se ao avião Embraer 190.
Entre os obstáculos, está a questão tributária -a compra no mercado nacional paga 4% de ICMS, enquanto a importação de aviões escapa desse imposto. "É preciso ainda que o BNDES estabeleça uma linha de financiamento para empresas brasileiras para compra de aviões", diz Bologna.
Fonte: Folha de S.Paulo (17/06/05)

2. Airbus fecha contrato de US$ 2,6 bilhões com a TAM
Por: Assis Moreira
Fonte: Valor Econômico
A TAM fechou ontem um pacote de aquisições junto a Airbus para renovar sua frota, em meio a batalha da fabricante européia com a gigante americana Boeing. A brasileira assinou contrato de compra de 20 novos aparelhos A320 e mais 20 opções, aumentando sua frota desses jatos de médio porte. Além disso, tornou-se cliente do A350, com memorando de entendimento para a compra de oito aeronaves, mais sete opções de compra.
Segundo a Airbus, o pacote de aquisições da TAM chega a US$ 2,6 bilhões pelo preço de tabela. O valor pode dobrar para US$ 5 bilhões se todas as opções de compra forem exercidas.
Como a TAM já tem dez encomendas firmes do A320 que serão entregues entre agosto deste ano, quando receberá o primeiro avião, até 2008, o presidente da empresa, Marco Antonio Bologna, admitiu ser valida a questão de "saber se estamos ficando loucos com tantos aviões, mas a resposta é não".
Ele explicou no Salão Aeronáutico de Le Bourget, após a assinatura do pacote, que o incremento na frota será de fato de 10 aparelhos. Isso porque as entregas dos novos aparelhos vão coincidir com o término do leasing de 20 Airbus atualmente em operação, dentro do plano de manter uma frota com sete anos médios. A devolução ou renovação do leasing dependerá do mercado.
Indagado como vai pagar pelas aquisições, Bologna respondeu que será pelo financiamento normal no mercado aeronáutico. "A dívida de leasing para a TAM é bem menor que o custo Brasil", disse. Fica em Libor mais 150 pontos base enquanto o Brasil é Libor mais 450 pontos bases. "Isso porque o avião é a garantia da dívida."
A entrega dos novos aparelhos ocorrerá entre 2007 e 2010. A TAM poderá fazer a escolha entre os modelos A320, A319 e A321. Os aparelhos serão equipados com uma única classe de passageiros, para vôos domésticos. Já a entrega dos A350 está prevista para começar no final de 2012, com três classes para as ligações internacionais.
A aquisição do A350 foi um reforço para Airbus, na sua luta contra o 787 Dreamliner da Boeing que já tem 286 encomendas no lançamento mais bem sucedido de uma aeronave.
O A350 está no centro da disputa comercial entre os Estados Unidos e a União Européia. Washington pressiona para os governos europeus suspenderem os subsídios para lançamento do A350, estimado em até um terço do custo de desenvolvimento de US$ 5,5 bilhões.
Airbus chegou fragilizada ao evento por adiar, para setembro, o lançamento dessa aeronave, enquanto avançam as negociações entre Washington e Bruxelas. Mas as encomendas cresceram e ontem já eram 125.
Daí o interesse da imprensa internacional em saber da TAM porque escolheu A350 e não o aparelho da Boeing. Bologna explicou que a decisão foi resultado de todo o pacote oferecido pela européia: preço, garantia, manutenção e comodidade.
No momento, a TAM tem uma frota de 56 Airbus, sendo o maior operador da companhia européia na América Latina. Sem surpresa, a assinatura do acordo de ontem ocorreu num ambiente quase familiar entre diretores das duas companhias, com os antigos executivos da Airbus lembrando a Mauricio Amaro os primeiros contratos com seu pai, o comandante Rolim, nos anos 90.
A segunda parte da renovação da frota da TAM envolve o segmento de até 100 lugares. Os leasings dos 21 Folker vão acabar entre 2008 e 2010. Bologna acha que há mercado no Brasil para aviões de 100 lugares, e estará defrontado a duas alternativas: o 318 da Airbus (118 lugares) ou o Embraer-195 (de 110 lugares).
Um memorando de entendimento para adquirir aviões da Embraer já expirou, "mas os entendimentos vão bem", segundo ele. O executivo deixa claro que um dos fatores determinantes será a decisão do governo sobre as condições de financiamento para o mercado interno. A taxa de juro nesse caso é a TJLP, de 9,5% ao ano, mas será preciso comparar com o financiamento internacional, mais barato.
Fonte: Valor Econômico (17/06/05)

3. TAM espera financiamento do BNDES para compra de jatos nacionais
Fonte: O Globo Online
O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna Bologna, admitiu nesta quinta-feira na Paris Air Show que conversa com a fabricante brasileira de jatos regionais Embraer sobre aviões com capacidade para cem passageiros, o Embraer 190. As aeronaves podem ser usadas em substituição aos Fokker 100 da TAM que, aos poucos, estão sendo aposentados. A companhia aérea já chegou a ter 50 jatos Fokker 100 em sua frota, e hoje tem apenas 21 unidades.
Os jatos da Embraer, contudo, concorrem com os europeus A318 e do A319. A favor dos modelos da Airbus, frisou Bologna, está a questão da unificação da frota da TAM. Por outro lado, o executivo lembrou o exemplo bem-sucedido de frota mista da norte-americana JetBlue, que somará aeronaves Embraer aos seus aviões da fabricante européia.
O presidente da TAM disse que espera para este ano um modelo de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que viabilize a compra de jatos nacionais pelas companhias aéreas. Atualmente, o custo dos empréstimos brasileiros para compra de aeronaves inviabiliza isso.
Fonte: O Globo Online (16/06/05)

4. TAM prepara vôo milionário
Empresa líder no mercado de aviação encomendou 55 aviões por US$ 4,6 bilhões
Fonte: Jornal do Brasil
A TAM, empresa líder do mercado doméstico de aviação, será a primeira companhia aérea da América Latina a utilizar o A350-900, novo avião da Airbus, modelo que só estará pronto para voar no fim de 2008. A companhia encomendou 55 aeronaves, em um negócio de US$ 4,6 bilhões, se considerados os preços de tabela.
Além de renovar a frota que opera as rotas da empresa para o exterior, o negócio deixa a companhia preparada para ocupar um espaço maior nesse mercado, caso a Varig reduza sua importância no cenário internacional. Com o negócio, foi anunciada a compra firme de 20 aeronaves A320, para entrega entre 2007 e 2010 e de outras 20 opções para a família de aviões que inclui A320, A319 e A321. A companhia assinou também memorando de entendimento para a compra de oito A350-900, com mais sete opções de compra para o mesmo modelo, que substituirá os atuais seis A330-200 da companhia nas linhas para Miami e Paris, que têm duas freqüências diárias. A TAM deve iniciar vôos para Nova York no fim deste ano ou no início de 2006.
A empresa tem ordem para entrega de dez outros A320 (um em agosto de 2005, quatro em 2006, três em 2007 e outros dois em 2008). O preço de tabela do A320 é de US$ 60 milhões, enquanto o do A350 fica em torno de US$ 170 milhões.
- Isso não significa um plano de expansão de tudo isso, chegando a 50 aviões. Dependendo do crescimento da economia, exerceremos opções ou não, mantendo a frota existente - explicou o presidente da TAM, Marco Antonio Bologna.
Para Mário Sampaio, consultor e representante da Airbus no Brasil, o investimento da TAM é ''relevante''.
- A TAM tomou uma posição para garantir a supremacia no mercado doméstico e fazer a expansão internacional - disse.
O A350 foi lançado no início deste ano e finalizado em março. O modelo obteve até agora 125 encomendas no mundo. As entregas serão em 2010, mas na TAM o avião só chega em 2012.
Fonte: Jornal do Brasil (17/06/05)

5. Varig pode perder hoje 4 aviões, e sindicatos vêem fracasso da TAP
Fonte: Folha de S.Paulo
Por falta de pagamento, a Varig tem de iniciar hoje a devolução de 11 aviões à ILFC (International Lease Finance Corporation), com a entrega de um lote de quatro aeronaves. A perda de aviões, segundo sindicatos e analistas do setor, evidencia o fracasso das negociações com a TAP, companhia aérea estatal portuguesa.
O Sindicato Nacional dos Aeronautas calcula que cerca de 1.200 funcionários, pelo menos, correm o risco de perder o emprego com a diminuição da frota. "As devoluções mostram que o plano da TAP fez água. O projeto passava por uma negociação com os credores, e, entre eles, estão as empresas de leasing", diz Graziella Baggio, presidente da entidade.
Ontem, a Federação Nacional de Trabalhadores da Aviação Civil demonstrou descontentamento com o Conselho de Administração da Varig e o presidente da companhia, Henrique Neves.
A federação anunciou que pretende se reunir com todos os interessados em comprar a Varig, já que considera que o conselho só negociou com a TAP e fechou as portas para os demais investidores em potencial. Na semana que vem, os sindicalistas vão se reunir com os empresários Nelson Tanure ("Jornal do Brasil") e German Efromovich (OceanAir), que fizeram propostas à Varig.
As demais aeronaves da ILFC serão devolvidas uma por semana. Outra empresa de leasing, a GATX, também já pediu seus quatro aviões. Das quatro aeronaves do lote de hoje, pelo menos duas devem integrar a frota da Gol.
Ontem, representantes da Fundação Ruben Berta e do conselho tiveram longa reunião. Pessoas ligadas à Varig dizem que os executivos do conselho podem sair do comando da companhia.
Fonte: Folha de S.Paulo (17/06/05)

6. Morte técnica da Varig
Fonte: Valor Econômico
Paradoxalmente, a proposta da portuguesa TAP para adquirir 20% da Varig (e ao mesmo tempo assumir o controle da companhia) , pode significar a morte da empresa gaúcha por inanição. A idéia é que as empresas internacionais de leasing transformem os US$ 650 milhões de créditos mais as aeronaves em participação acionária da nova Varig, através de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). Como não costumam ser sócias de empresas de aviação e a proposta represente um mal precedente, as companhias de leasing começaram a se movimentar para tomar os aviões da Varig. Hoje a maior e mais agressiva, a ILFC, recebe 4 aeronaves e depois, receberá uma por semana até totalizar as 11 que dispõe. Há rumores no governo de que outra empresa, a GATX, estaria se preparando para pedir de volta dois 737-800. Sem aeronaves modernas, a Varig pode ter morte técnica.
Fonte: Valor Econômico (17/06/05)

7. Diretoria da Varig reuniu-se ontem à noite, no Rio, em meio a especulações
Por: Alberto Komatsu
Fonte: O Estado de S. Paulo
O conselho de administração da Varig, presidido por David Zylbersztajn, esteve reunido ontem com demais integrantes da alta cúpula da companhia. Segundo fontes que acompanham as negociações para salvar a empresa, o encontro, que perdurou até o fechamento desta edição, teria discutido uma possível ação judicial para bloquear a devolução de 11 aeronaves a partir de hoje, uma exigência da empresa de leasing International Lease Finance Corporation (ILFC) por falta de pagamento. Outro eventual tema de discussão seria o afastamento de Zylbersztajn da empresa, rumor que tomou corpo durante a semana.
No encontro, além dos oito integrantes do conselho, nomeados em 7 de maio, estiveram presentes membros do Conselho Curador da Fundação Ruben Berta, acionista majoritária da Varig, composto por sete integrantes eleitos para representar a instância máxima de poder da companhia: o Colégio Deliberante, integrado por 165 funcionários escolhidos por voto. Diretores-executivos também participaram da reunião. O teor das discussões, porém, não foi revelado.
"Tudo pode acontecer nessa reunião", afirmou uma pessoa próxima às negociações da Varig. Na quarta-feira, Zylbersztajn informou que havia chances de a Varig contornar a retomada dos aviões. "As coisas ainda não estão definidas", disse.
Fonte: O Estado de S. Paulo (17/06/05)

8. Movimento em aeroportos cresce 19,5%
Fonte: Folha de S.Paulo
O movimento de passageiros nos 66 aeroportos operados pela Infraero no país subiu 19,53% nos quatro primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo informou a estatal.
Nesse intervalo, o número de pousos e decolagens, no entanto, caiu 1,1% -foram 583 mil no primeiro quadrimestre de 2004, contra 577 mil de janeiro a abril de 2005. Uma possível explicação para o fenômeno é a vigência do "code share" entre Varig e TAM, que só terminou no dia 2 de maio, quando a tendência era reduzir o número de vôos, mas voar com o avião mais cheio.
Mais de 30,1 milhões de passageiros embarcaram e desembarcaram de vôos domésticos nos 66 principais aeroportos do país entre janeiro e abril deste ano.
No aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país, houve 5,12 milhões de embarques e desembarques de passageiros no período. Congonhas foi também o que mais cresceu em movimentação -27,2% na comparação com 2004.
Em segundo lugar na expansão, aparece o aeroporto internacional de São Paulo/ Guarulhos, com aumento de 23,53% nos embarques e desembarques. Foram 4,94 milhões deles de janeiro a abril deste ano.
Fonte: Folha de S.Paulo (17/06/05)

9. França e Japão vão desenvolver novo supersônico de passageiros
Por: Vinicius Albuquerque
Fonte: Folha de S.Paulo
Após a aposentadoria do Concorde em outubro de 2003, Japão e França concordaram em desenvolver a tecnologia para a criação de um novo supersônico que reduziria o tempo de viagem entre Nova York e Tóquio a seis horas.
Cada país vai investir cerca de US$ 900 mil (R$ 2,22 milhões) por ano, durante três anos, na pesquisa para o novo avião, que deve ter lugar para 300 passageiros.
Os dois países assinaram o acordo para o projeto conjunto ontem, durante o Paris Air Show.
A Sociedade de Companhias Aeroespaciais do Japão e a Associação de Indústrias Aeroespaciais da França terão pela frente problemas como o barulho dos motores e o alto consumo de combustível, que tornaram o Concorde pouco vantajoso.
"Essa é uma cooperação industrial verdadeiramente significativa", disse o ministro do Comércio do Japão, Shoichi Nakagawa. "[A união de França e Japão] deve levar à capacidade de oferecer serviços e aeronaves altamente avançados no futuro."
"Construir um avião supersônico por meio de uma parceria é o único modo que a industria aeronáutica japonesa tem de assumir uma posição dianteira no cenário da aviação mundial", disse o representante da associação francesa, Michel Théoval.
Em 2003, o Concorde fez seu último vôo comercial para a Air France. Apesar da rapidez, o avião tinha baixa procura devido ao alto custo das passagens. Além disso, em 25 de julho de 2000, um Concorde com cem passageiros e nove tripulantes decolou do aeroporto Charles de Gaulle e caiu dois minutos depois em Gonesse (21 km de Paris). O acidente deixou 113 mortos.
Fonte: Folha de S.Paulo (17/06/05)

10. Concorde poderá ter um substituto
França e Japão se unem para fabricar um avião comercial supersônico
Fonte: O Estado de S. Paulo
Desde que o Concorde foi desativado, há mais de um ano, praticamente a única maneira de voar mais rápido que o som era se tornar um piloto da Força Aérea. Mas agora, França e Japão pretendem desenvolver um jato comercial capaz de voar de Tóquio a Nova York em mais ou menos seis horas - menos da metade do tempo de viagem atual.
Grupos das indústrias aeroespaciais francesa e japonesa acertaram uma cooperação em tecnologias de pesquisa para construir um jato supersônico comercialmente viável, segundo o Ministério do Comércio do Japão. O programa de três anos poderá buscar maneiras de superar os problemas que acabaram levando à desativação do Concorde, entre eles o alto consumo de combustível e o ruído intolerável das turbinas.
As empresas francesas e japonesas envolvidas estudarão maneiras de reduzir os custos do combustível usando compostos ultraleves em vez de alumínio para reduzir o peso do avião.
"Esta é uma cooperação industrial verdadeiramente significativa," disse o ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Shoichi Nakagawa, em nota à imprensa.
A produção de compostos ultraleves é uma área em que as companhias japonesas são líderes mundiais. Fabricantes de aviões japoneses como a Kawasaki Heavy Industries e a Mitsubishi Heavy Industries estão usando esses materiais para produzir componentes-chave do novo avião de médio porte da Boeing, o 787, inclusive asas e partes da fuselagem. A Boeing diz que o jato terá uma eficiência de combustível até 20% maior que a de qualquer outro avião do mesmo porte.
Pesquisadores financiados pelo governo japonês já testaram com sucesso uma turbina que pode operar com velocidade Mach 5,5, ou seja, mais de 5 vezes a velocidade do som.
O acordo de cooperação foi assinado na terça-feira pela Sociedade de Companhias Aeroespaciais Japonesas e a Associação das Indústrias Aeroespaciais Francesas na Feira Aeronáutica de Paris, segundo a nota do Ministério do Comércio do Japão.
Os grupos industriais são constituídos por destacados produtores de aviões de cada país, entre os quais as japonesas Mitsubishi Heavy Industries, a Kawasaki Heavy Industries e a Ishikawajima-Harima. A Companhia Européia de Aeronáutica, Defesa e Espaço, controladora da Airbus, também fará parte do projeto, segundo a agência Kyodo News.
O financiamento do projeto de pesquisa será bastante modesto, com as companhias se comprometendo a investir, juntas, 200 milhões de ienes (U$ 1,8 milhão) em cada um dos três anos do programa. O Ministério do Comércio do Japão também orçou 110 milhões de ienes (U$ 1 milhão) para o primeiro ano da pesquisa.
Fonte: O Estado de S. Paulo (17/06/05)

11. Pequenas garantem sucesso do evento
Fonte: Valor Econômico
As chamadas companhias aéreas de baixo custo sustentaram as encomendas no 46º Salão Aeronáutico de Le Bourget, confirmando a retomada no mercado. Bastava ver o ambiente entusiasmado ontem no centro de negócios da Airbus: a indiana InterGlobe Entreprises anunciou o lançamento da Índigo, companhia de baixo custo nacional, e assinou um pacote de 100 encomendas firmes de aparelhos A320, de porte médio. Valor da operação: US$ 6 bilhões, pelo preço de catalogo, ainda sem os pesados abatimentos.
Logo depois, foi a vez de outra nova companhia de baixo custo, desta vez do México, batizada ABC, que começa a operar em dezembro, de propriedade de Mario Alleman, proprietário da Televisa e um dos homens mais ricos do país: comprou 10 modelos A320.
O mais importante aconteceu na quarta-feira, no que alguns especialistas consideram "um momento histórico": a companhia indiana Kingfisher foi a primeira do segmento .a comprar o A380, o gigantesco avião da Airbus, para até 850 passageiros. Encomendou cinco e mais alguns aparelhos forçosamente menores, num total de US$ 3 bilhões.
Essa aquisição foi particularmente bem sucedida porque o tom geral evento em Paris é de que o futuro da indústria está nas aeronaves médias e não nos gigantes de mais de 550 passageiros. A americana Boeing insiste que no futuro mais e mais as pessoas vão querer viajar para seus destinos exatos ao invés do método de viajar para grandes centros em enormes aviões e depois utilizar aparelhos menores em conexão. A Airbus retruca que tanto isso não é verdade que uma aérea de baixo custo comprou seu aparelho.
A Associação Internacional dos Transportadores Aéreos (IATA, na sigla em inglês) calcula que as companhias aéreas vão perder ainda US$ 6 bilhões este ano, mas que a situação vai melhorar. De fato, como notam analistas, o ritmo está sendo dado pelo que se vê em Paris. Os primeiros a se beneficiar da retomada são justamente os transportadores de baixo custo, as companhias de charter e as empresas de leasing que alugam aviões para as companhias aéreas.
Esses segmentos são os primeiros a reduzir suas encomendas quando a situação vai mal, mas também os primeiros a voltar ao mercado quando notam sinais de recuperação. Outra constatação é que a Índia foi as compras. Várias companhias indianas fizeram aquisições de mais de duas dezenas de bilhões de dólares.
Não importa o construtor, se Boeing, Airbus ou Embraer, todos não hesitam em reconhecer a importância do mercado indiano. Com a China, a Índia é hoje um dos mercados com crescimento mais rápido no mundo.
Fonte: Valor Econômico (17/06/05)
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