TAP transporta 11,4% mais passageiros no trimestre na Região Sul
DCI - SP - 11/5/2005
A TAP (Transportes Aéreos Portugueses) encerrou o primeiro trimestre deste ano com resultados significativos na Região Sul do Brasil. O número de passageiros transportados aumentou 11,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o faturamento cresceu 36%. Em 2004, a empresa encerrou o ano com uma elevação de 28,07% no número de passageiros do Sul sobre 2003. De acordo com a gerente regional da empresa para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Maria João Raupp, ainda não há previsão de implementar vôos com partida nos três estados do Sul, embora já existam contatos extra-oficiais de setores destes locais solicitando linhas diretas para a Europa.
No resto do País, os resultados também são positivos. O faturamento da companhia dentro do Brasil cresceu 11% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. A TAP transportou mais de 186 mil passageiros no período, número 13% superior ao registrado de janeiro a março de 2004.
Atualmente, a companhia realiza 39 vôos semanais do Brasil para a Europa, com saídas de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Natal. A partir do próximo mês, o vôo de Natal, que hoje é realizado quatro vezes por semana, passa para cinco vezes. A empresa trabalha com vôos para 41 destinos em 26 países, sendo sete destinos dentro do Brasil, 19 na Europa, sete na África, um na América do Norte e sete nas Américas Central e do Sul. “A operação brasileira é estratégica para a TAP”, explica Maria João.
A gerente negou que a TAP estaria interessada em uma possível compra ou fusão com a Varig. “Oficialmente não temos nada a dizer sobre isso, inclusive na sexta-feira passada o nosso delegado geral, Fernando Pinto, negou qualquer processo de compra ou fusão com a empresa brasileira”, afirma a gerente, ao contrário do que declara a Varig, que confirma o recebimento de uma proposta formal de aquisição de até 20% por parte da TAP, na semana passada.
No entanto, Pinto resolveu contribuir para tirar a Varig da crise através do envio de uma carta de sugestões para o presidente da Varig. “A TAP já esteve em situação semelhante à que a Varig atravessa hoje, com grandes prejuízos, e conseguimos reverter, por isso o nosso delegado enviou a carta de sugestões”, explica Maria João. Antes de presidir a TAP, Pinto ocupou a presidência da Varig.
Segundo Maria João, existem outros grupos internacionais interessados na compra da companhia brasileira, embora nenhum rumor ainda tenha sido confirmado. Em 2000, a TAP chegou a registrar um prejuízo de 122 milhões de euros. Naquele ano, Pinto assumiu a direção da companhia e implementou um plano de reestruturação. No ano seguinte, o prejuízo recuou para 43,6 milhões de euros, transformando-se em um lucro de 23 milhões de euros em 2003, o melhor resultado em trinta anos. No ano passado, os ganhos da empresa foram de 8,6 milhões de euros.
Entre janeiro e abril, o aumento do tráfego de passageiros da TAP na Europa foi de 18%, o terceiro melhor resultado das 21 companhias que fazem parte da Associação das Association of European Airlines (AEA) . No primeiro trimestre, a média do crescimento das companhias européias da AEA foi de 9,4%.
Em março, a TAP entrou na Star Alliance , tornando-se a 16ª participante da maior aliança global entre companhias aéreas do mundo. A empresa também aposta no segmento de manutenção de aeronaves para 2005. “A maior parte do serviço que prestamos é para outras companhias, somos nós, por exemplo, que fazemos a manutenção dos aviões da FedEx (Federal Express)”, observa Maria João. A TAP emprega dois mil funcionários e destina um investimento médio anual de US$ 141 milhões ao setor de manutenção. A TAP transportou mais de 186 mil passageiros no primeiro trimestre do ano nas rotas brasileiras
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