Aérea joga a última cartada e dá cheque pré-datado de R$ 9,1 mi
Folha de S. Paulo - 7/5/2005
Sob pressão do governo, a Varig deu, na última quarta-feira, um cheque pré-datado de R$ 9,1 milhões à Infraero -empresa que administra os principais aeroportos do país. O cheque deverá ser descontado no próximo dia 17. Além do cheque, referente a taxas aeroportuárias não pagas entre 28 de abril e ontem, a companhia aérea se comprometeu a retomar, a partir de segunda, os pagamentos diários, de cerca de R$ 1,3 milhão, para usar os 66 aeroportos operados pela empresa.
O cheque foi passado à Infraero em reunião de representantes da Varig com o governo dois dias depois de o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, ter dado um ultimato à empresa. Inicialmente, a aérea tinha até ontem para apresentar um plano de reestruturação. Com o pagamento e com a promessa de retomar os repasses diários à Infraero, a companhia ganhou mais tempo.
Ontem, no entanto, Alencar negou o ultimato. "Eu não dei nenhum ultimato à Varig. Eu apenas pedi que eles tomem uma decisão rápida, para evitar que a companhia perca condições de ser recuperada como todos desejados", disse, em Belo Horizonte.
A Varig e a Vasp (que já não voa mais) foram obrigadas a pagar à vista as taxas da Infraero para poder pousar e decolar dos aeroportos em novembro do ano passado. Naquele mês, a Infraero decidiu mandar para cobrança judicial a dívida acumulada das empresas (R$ 11,8 milhões da Vasp e R$ 148 milhões da Varig) e exigir o pagamento diário para evitar o acúmulo de novas dívidas.
Na segunda, o governo havia perdido a paciência com a Varig e ameaçava cortar o fornecimento de combustível (a BR Distribuidora é a única que fornece querosene à Varig) e a permissão para pousos e decolagens em aeroportos controlados pela Infraero.
A paciência do governo havia se esgotado porque, em 29 de abril, a empresa havia descumprido a promessa de fazer pagamentos diários à Infraero. Alencar chegou a usar, na conversa que teve com a direção da empresa, o termo "intervenção" como uma possibilidade para definir o destino da companhia. Também avisou a Casa Civil de que usaria o Código Brasileiro de Aviação, e não mais a nova Lei de Falências, para intervir na maior companhia aérea brasileira.
O governo não leva a sério as propostas que são periodicamente divulgadas de possíveis interessados em comprar a Varig, que tem dívida de R$ 9,4 bilhões, segundo o Unibanco. Haveria cinco ofertas para capitalizar a empresa.
Cobrada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Varig enviou ontem comunicado à Bovespa em que afirma desconhecer "qualquer proposta" da portuguesa TAP para aquisição de parcelas de seu capital social. Anteontem, a empresa disse à Folha que havia recebido proposta da TAP, sem fornecer detalhes.
O ministro dos Negócios de Portugal, Diogo de Freitas do Amaral, que se encontrou ontem com Lula, reforçou, porém, o interesse da TAP, controlada pelo governo português, e do grupo Pestana em adquirir 20% da Varig. Amaral reuniu-se anteontem com Alencar. "Ele me disse que qualquer investimento português no Brasil tem a benção do governo brasileiro", afirmou Amaral.
Se for verdade, é o fim !!!!
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Anonymous
Dois pesos, duas medidas. Ou poderia dizer: " Aos amigos os benifícios da lei, aos outros os rigores da lei".
Participação do BNDES na Nova Brasil Ferrovias será de R$1 bi
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A participação do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na reestruturação
da Brasil Ferrovias pode chegar a quase 1 bilhão de reais, que
dará ao banco uma participação máxima de 49 por cento e mínima
de 40 por cento no capital de uma nova empresa que será criada
para controlar a Ferronorte e Ferroban.
A reestruturação consiste na cisão da Brasil Ferrovias em
duas empresas. Uma será a Nova Brasil Ferrovias, que controlará
a Ferronorte e Ferroban e deverá abrir capital em até quatro
anos. A outra será a Nova Oeste, que não terá a participação do
BNDES, informou o banco em nota nesta sexta-feira.
O BNDES vai converter em participação acionária 265 milhões
de reais referentes a dívidas que a Brasil Ferrovias tem com a
instituição e o mesmo valor será feito em financiamentos. Mais
382 milhões de reais poderão ser aportados na nova empresa, mas
ainda sem data definida.
"O BNDES e os demais acionistas comprometeram-se a realizar
novos aportes caso as empresas necessitem de mais recursos para
investimento até 2007", informou o BNDES.
Além do banco de fomento estatal, a operação contará com
aporte de capital dos outros sócios da Brasil Ferrovias, os
fundos de pensão Funcef (da Caixa Econômica Federal), Previ (do
Banco do Brasil), da Constran, e de um fundo administrado pelo
J.P. Morgan Chase.
Ao todo a reestruturação envolverá 1,5 bilhão de reais,
sendo 1 bilhão de reais em novos recursos e 470 milhões de
reais em conversão de dívidas. Os atuais acionistas deverão
aportar até 375 milhões de reais e converter dívidas no valor
de 181 milhões de reais.
Segundo comunicado do banco, a operação "permitirá a
recuperação e modernização de dois corredores ferroviários
indispensáveis para o escoamento da produção agrícola
brasileira. Além disso, os novos investimentos levarão à
revitalização e consolidação do transporte ferroviário,
interligando a região Centro-Oeste grande produtora e
exportadora agrícola, ao Porto de Santos".
(Por Denise Luna)
Fonte: Reuters
Participação do BNDES na Nova Brasil Ferrovias será de R$1 bi
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A participação do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na reestruturação
da Brasil Ferrovias pode chegar a quase 1 bilhão de reais, que
dará ao banco uma participação máxima de 49 por cento e mínima
de 40 por cento no capital de uma nova empresa que será criada
para controlar a Ferronorte e Ferroban.
A reestruturação consiste na cisão da Brasil Ferrovias em
duas empresas. Uma será a Nova Brasil Ferrovias, que controlará
a Ferronorte e Ferroban e deverá abrir capital em até quatro
anos. A outra será a Nova Oeste, que não terá a participação do
BNDES, informou o banco em nota nesta sexta-feira.
O BNDES vai converter em participação acionária 265 milhões
de reais referentes a dívidas que a Brasil Ferrovias tem com a
instituição e o mesmo valor será feito em financiamentos. Mais
382 milhões de reais poderão ser aportados na nova empresa, mas
ainda sem data definida.
"O BNDES e os demais acionistas comprometeram-se a realizar
novos aportes caso as empresas necessitem de mais recursos para
investimento até 2007", informou o BNDES.
Além do banco de fomento estatal, a operação contará com
aporte de capital dos outros sócios da Brasil Ferrovias, os
fundos de pensão Funcef (da Caixa Econômica Federal), Previ (do
Banco do Brasil), da Constran, e de um fundo administrado pelo
J.P. Morgan Chase.
Ao todo a reestruturação envolverá 1,5 bilhão de reais,
sendo 1 bilhão de reais em novos recursos e 470 milhões de
reais em conversão de dívidas. Os atuais acionistas deverão
aportar até 375 milhões de reais e converter dívidas no valor
de 181 milhões de reais.
Segundo comunicado do banco, a operação "permitirá a
recuperação e modernização de dois corredores ferroviários
indispensáveis para o escoamento da produção agrícola
brasileira. Além disso, os novos investimentos levarão à
revitalização e consolidação do transporte ferroviário,
interligando a região Centro-Oeste grande produtora e
exportadora agrícola, ao Porto de Santos".
(Por Denise Luna)
Fonte: Reuters
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Anonymous
Re: Se for verdade, é o fim !!!!
assim a história da prioneira pode feder! 78 anos naum podem despencar de uma hora pra outra... se a verdade for dita isso naum virá a acontecerMARR escreveu:Cobrada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Varig enviou ontem comunicado à Bovespa em que afirma desconhecer "qualquer proposta" da portuguesa TAP para aquisição de parcelas de seu capital social. Anteontem, a empresa disse à Folha que havia recebido proposta da TAP, sem fornecer detalhes.
boa sorte à varig.
