O que se planta, é o que se colhe. (VASP)
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O que se planta, é o que se colhe. (VASP)
O título deste tópico, não é uma provocação a ninguém. Lendo uma reportagem de 1998 no arquivo de Veja, encontrei o texto que postarei à seguir. Isso mostra o motivo que leva as cias à falência. É devido ao passado que a empresa para no futuro.
OBS.: Eu não fico contente, e acho que ninguém aqui fica, com a paralisação das atividades de qualquer empresa aérea. É ruim pra vc, é ruim pra mim e é ruim para o Brasil.
O texto à respeito da VASP, é no final da reportagem com subtitulo "A Catástrofe em Terra"
Eis o Texto:
http://veja.abril.com.br/050898/p_122.html
OBS.: Eu não fico contente, e acho que ninguém aqui fica, com a paralisação das atividades de qualquer empresa aérea. É ruim pra vc, é ruim pra mim e é ruim para o Brasil.
O texto à respeito da VASP, é no final da reportagem com subtitulo "A Catástrofe em Terra"
Eis o Texto:
http://veja.abril.com.br/050898/p_122.html
Cleidson Pereira
Brasília - DF
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Infelizmente, a VASP, empresa tradicional de 70 anos com funcionarios leais, sofreu catastroficamente devido a conducao sinistrosa dos dirigentes Canhedo.
A empresa ficou maculada pelos palhaços que assumiram a direçao dela em 1990. Claro, era uma estatal antes, mas quando foi privatizada infelizmente as expectativas nao eram atendidas.
A empresa ficou maculada pelos palhaços que assumiram a direçao dela em 1990. Claro, era uma estatal antes, mas quando foi privatizada infelizmente as expectativas nao eram atendidas.
Re: O que se planta, é o que se colhe. (VASP)
Claro que não. A culpa disso tudo é do próprio governo que fez a privatização sem critério e entregou a empresa a um BANDIDO chamado Wagner Canedo de Azevedo. E para piorar, na revisão de 10 anos da privatização, quando o governo poderia retomar a empresa, a empresa já estava perdida e o governo não quis se manifestar e deixou a empresa ter o destino que todos já sabem.md11 escreveu:O título deste tópico, não é uma provocação a ninguém.
- Maurício
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Sem querer aqui defender A ou B, porém a título de informação, consta na Revista Flap Internacional nº 248, de MAR 93, o seguinte:
"Privatizar. Essa palavra já tinha sido ouvida e discutida muitas vezes durante a história da VASP, mas no início de 1990 a privatização já era um fato consumado.
Com uma dívida de 570 milhões de dólares, 250 dos quais constituíam dívidas de curto e médio prazo, a Vasp foi foi adquirida no mês de outubro pelo consórcio Voe/Canhedo, que reunia funcionários da VASP e o Grupo Canhedo. Na época foi traçada uma estratégia de recuperação da empresa baseada na expansão da frota, que era de 36 aeronaves, e na ênfase nas operações que resultassem em receita em dólares(...)".
Ou seja, pelo visto a coisa já não andava bem antes da privatização...
Maurício.
"Privatizar. Essa palavra já tinha sido ouvida e discutida muitas vezes durante a história da VASP, mas no início de 1990 a privatização já era um fato consumado.
Com uma dívida de 570 milhões de dólares, 250 dos quais constituíam dívidas de curto e médio prazo, a Vasp foi foi adquirida no mês de outubro pelo consórcio Voe/Canhedo, que reunia funcionários da VASP e o Grupo Canhedo. Na época foi traçada uma estratégia de recuperação da empresa baseada na expansão da frota, que era de 36 aeronaves, e na ênfase nas operações que resultassem em receita em dólares(...)".
Ou seja, pelo visto a coisa já não andava bem antes da privatização...
Maurício.
Caro Mauricio,Maurício escreveu:Sem querer aqui defender A ou B, porém a título de informação, consta na Revista Flap Internacional nº 248, de MAR 93, o seguinte:
"Privatizar. Essa palavra já tinha sido ouvida e discutida muitas vezes durante a história da VASP, mas no início de 1990 a privatização já era um fato consumado.
Com uma dívida de 570 milhões de dólares, 250 dos quais constituíam dívidas de curto e médio prazo, a Vasp foi foi adquirida no mês de outubro pelo consórcio Voe/Canhedo, que reunia funcionários da VASP e o Grupo Canhedo. Na época foi traçada uma estratégia de recuperação da empresa baseada na expansão da frota, que era de 36 aeronaves, e na ênfase nas operações que resultassem em receita em dólares(...)".
Ou seja, pelo visto a coisa já não andava bem antes da privatização...
Maurício.
Com certeza a coisa já não andava bem, mas a idéia de privatizar era para melhorar a empresa, ampliar frota, modernizar etc.... O Canhedo fez tudo ao contrário. Sabemos que a queda do Collor foi um tiro na nuca do Canhedo e por consequencia, na própria Vasp. Mas quando a Vasp deixou de operar a Vasp em janeiro 2005, existiam vários aviões canibalizados, alguns parados, a imagem da empresa detonada junto a opinião pública e o passivo trabalhista entre os 10 maiores do Brasil.
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jambock
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Prezado md11:
O enderêço que destes corresponde a uma página de acesso restrito, só para assinantes. Seria muito difícil postá-la aqui
Um abraço e até mais...
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Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com
Na aviação, só a perfeição é aceitável
Cláudio Severino da Silva
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Anonymous
Na revista Época desta semana, saiu uma reportagem, no mínimo lamentável sobre os tripulantes da Vasp (não são "ex-tripulantes" porque a empresa não os demitiu!!!).
A história é patética!! Tripulantes e funcionários sem dinheiro algum, porque há alguns anos a Vasp recolhia, mas não depositava os benefícios deles.
Agora eu pergunto:
1 - onde é que estava o Gov. este tempo todo??
2 - onde é que estava o Ministério do Trabalho e da Justiça(??) este tempo todo??
3 - onde é que estava o Sindicato dos Aeronautas este tempo todo??
4 - será que só nós do AeroFórum sabíamos que a coisa estava mal??
5 - porque o Sr. Canhedo continua voando com seu jato para vistoriar suas fazendas e ninguém faz nada??
Assim não dá....
A história é patética!! Tripulantes e funcionários sem dinheiro algum, porque há alguns anos a Vasp recolhia, mas não depositava os benefícios deles.
Agora eu pergunto:
1 - onde é que estava o Gov. este tempo todo??
2 - onde é que estava o Ministério do Trabalho e da Justiça(??) este tempo todo??
3 - onde é que estava o Sindicato dos Aeronautas este tempo todo??
4 - será que só nós do AeroFórum sabíamos que a coisa estava mal??
5 - porque o Sr. Canhedo continua voando com seu jato para vistoriar suas fazendas e ninguém faz nada??
Assim não dá....
eu sei as respostasSorocabano escreveu:Na revista Época desta semana, saiu uma reportagem, no mínimo lamentável sobre os tripulantes da Vasp (não são "ex-tripulantes" porque a empresa não os demitiu!!!).
A história é patética!! Tripulantes e funcionários sem dinheiro algum, porque há alguns anos a Vasp recolhia, mas não depositava os benefícios deles.
Agora eu pergunto:
1 - onde é que estava o Gov. este tempo todo??
2 - onde é que estava o Ministério do Trabalho e da Justiça(??) este tempo todo??
3 - onde é que estava o Sindicato dos Aeronautas este tempo todo??
4 - será que só nós do AeroFórum sabíamos que a coisa estava mal??
5 - porque o Sr. Canhedo continua voando com seu jato para vistoriar suas fazendas e ninguém faz nada??
Assim não dá....
1- Brincando de governar
2- Passando a mão na carequinha do canhedo
3- Grazila baggio estava tirando foto com ministros dizendo que estava buscando uma salvação para a varig, enquanto a vasp agonizava (E ai daquele que falar que não foi isso, eu provo por a+b que foi isso sim)
4- Eu sabia, e eu falava.
5- Porque ele tem dinheiro, e quem tem dinheiro, pode roubar e sair impune no país
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Fernando Basto
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Belas perguntas e brilhantes respostas, porém, devo lembrar que a SOCIEDADE BRASILEIRA é muito apática, pois se fossemos um POVO UNIDO e ATUANTE, saindo as ruas para PROTESTAR contra todos os esses descalabros citados acima, com certeza, essa atitude poderia exercer forte PRESSÃO nos orgãos envolvidos, para resolver a questão, definitivamente !
Em outros países, onde o POVO 'faz pressão' de forma organizada, rapidinho o governo trata de solucionar as questões pendentes !
Nós, brasileiros, precisamos exercer mais o nosso direito de CIDADANIA e não ficar só no 'samba, mulher, praia e futebol' !
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Fernando Basto -
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- arthuramaral_CGR
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Também li e fiquei impressionado...é meio longo, mas vai uma primeira parte para vcs lerem:Sorocabano escreveu:Na revista Época desta semana, saiu uma reportagem, no mínimo lamentável sobre os tripulantes da Vasp (não são "ex-tripulantes" porque a empresa não os demitiu!!!).
A história é patética!! Tripulantes e funcionários sem dinheiro algum, porque há alguns anos a Vasp recolhia, mas não depositava os benefícios deles.
"Deserdados da VASP
Cátia Luz
A Vida dos funcionários de uma companhia aérea que há três meses não coloca um avião no ar
O piloto Sérgio Canineo tinha um sonho desde menino: seguir os passos do pai e se tornar comandante da Vasp. Foram 12 anos até conseguir uma vaga de co-piloto na companhia, em 2001. No ano passado, quando foi escolhido para fazer parte da nova turma de comandantes, Canineo chegou ainda mais perto de seu sonho. Mas, em janeiro deste ano, a poucos meses da 'formatura', o fim das operações da Vasp acabou com as pretensões do piloto. 'Meu maior medo agora é me tornar um co-piloto velho. Até o último momento, acreditei que a empresa não pararia e eu seria comandante', diz ele. Aos 39 anos, Canineo colocou de lado as lembranças do pai e resolveu deixar o país para ser co-piloto da Blue Dart, companhia cargueira indiana. Junto com ele vão mais nove pilotos da Vasp. 'É nossa única forma de continuar na profissão.'
A frustração de Canineo é apenas uma das histórias que cada um dos 4 mil funcionários da Vasp tem para contar. Desde que os aviões da companhia pararam de decolar, eles se reúnem religiosamente nos sindicatos para ter notícias de alguns colegas, pedir ajuda para socorrer outros e, principalmente, dividir as dificuldades que vêm enfrentando. Sem salários desde dezembro, os empregados se trombam no RH das outras companhias aéreas enquanto deixam currículos. Na portaria da sede da Vasp, lacrada há um mês pela Justiça, também se encontram freqüentemente, tentando dar baixa na carteira de trabalho ou saber o que se passa dentro da empresa. 'A situação é tão absurda que não conseguimos nem dar entrada no seguro-desemprego, já que não há ninguém nem para nos demitir', afirma a comissária Clarisse Lacerda, de 26 anos. Sem o salário de R$ 1.100, ela está sobrevivendo com R$ 5 mil que resgatou do plano de previdência privada. Como o dinheiro está no fim, Clarisse já pensou em largar a profissão. Fez entrevista em uma loja e está esperando resposta.
Na ansiedade de trazer algum dinheiro para casa, onde mora com a mulher e a filha de 19 anos, o auxiliar de crédito Willian Lopes não esperou por nada: na primeira oportunidade, trocou o salário de R$ 1.100 por um bico de R$ 250. Há três meses, ele distribui panfletos durante os fins de semana nas praias de Niterói. 'As empresas querem um profissional de, no máximo, 35 anos. Eu tenho 47. É humilhante.' Willian era funcionário da Vasp havia 28 anos e só deixou o trabalho no dia em que a luz foi cortada. 'Além disso, já não nos davam vales-transporte nem refeição.'
Motivos como esses não foram suficientes para que um grupo de pelo menos 50 trabalhadores deixasse de trabalhar. Mesmo sem salários, uma turma de empregados de áreas como segurança, recepção e departamento pessoal aparece na empresa todos os dias. Para cumprir o expediente das 9 às 18 horas, tiram dinheiro do próprio bolso. Perguntado por que trabalhar nessas condições, um empregado, que prefere não se identificar, afirma: 'Mais do que nunca é um desafio. Os funcionários da Vasp têm a empresa como sua própria casa. Nós que ficamos, lutamos para arrumar a casa de novo.' Na portaria da companhia, outro trabalhador apresenta suas razões para ir ao trabalho. 'É melhor estar aqui do que ficar em casa pensando besteira. Quando a companhia voltar a operar, já estou a postos.'"
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(cont...)
"A crença na recuperação da Vasp não é exclusividade desses funcionários. Numa reunião delicada, há duas semanas, o interventor nomeado pela Justiça do Trabalho de São Paulo, João Pedro Ferraz dos Passos, pediu aos representantes dos sindicatos que pusessem panos quentes no ‘otimismo exagerado’ da comissão interventora, formada por trabalhadores indicados pelos sindicalistas.
Foi uma confiança parecida com essa que fez os empregados da Vasp apoiar o empresário Wagner Canhedo na compra da estatal, em 1990, na maior operação de privatização realizada no país até então. Com a certeza de que o empresário iria investir na companhia e sanear as contas, a Voe – empresa fundada pelos empregados da Vasp – virou sócia de Canhedo no consórcio que venceu o leilão. Menos de um ano depois, a imagem de salvador já tinha se desfeito: além da privatização virar alvo de uma CPI, o empresário já não honrava as dívidas da empresa.
De lá para cá, Canhedo se meteu numa série de escândalos e virou desafeto de boa parte dos funcionários. Desde 1998, a companhia aérea não deposita o FGTS dos empregados. Há seis anos, suspendeu as cestas básicas. Desde março de 2001, não paga o adicional de hora noturna e de feriado. Enquanto as garantias dos trabalhadores desapareciam, a empresa tirava do papel o que prometia ser o maior hangar da América Latina – hoje um esqueleto abandonado ao lado do aeroporto de Guarulhos – e inaugurava lojas luxuosas, como a que ficava situada na lateral da Ópera de Paris, em Madeleine, uma das regiões mais sofisticadas da capital francesa. Detalhe: a Vasp nunca voou para Paris.
No ano passado, a situação da companhia se agravou com problemas de todas as ordens. Além de ter a prisão decretada por ter descontado a contribuição previdenciária dos funcionários, mas não ter repassado o valor para o INSS, Canhedo teve de enfrentar um protesto de pilotos contra o atraso nos salários, que deixou a frota por um dia no chão. em função de uma dívida que nunca era saldada, a Infraero passou a exigir da Vasp o pagamento das taxas de embarque à vista e em dinheiro. Depois, com medo do calote, foi a vez de as distribuidoras de combustível exigirem o recebimento antecipado. Com tanta gente nos calcanhares da empresa, apenas os aviões com mais de 50% de ocupação passaram a decolar. Em um ano, a participação de mercado despencou de 11,46% para 0,75% em dezembro do ano passado. ‘A situação estava ruim havia tanto tempo que, quando a Vasp parou ninguém acreditou’, afirma a comissária Marisa de Santos Lima. No dia 26 de janeiro, mesmo sem salário há um mês, ela embarcou no vôo 4265, que decolou cheio de passageiros de Fortaleza com destina a São Paulo. Sem saber, estava no último vôo da Vasp. Até chegar ao destino, toda a tripulação pensava que o clima diferente que via nas escalas denunciava uma possível venda da empresa. ‘Só em Congonhas fomos avisados de que a Vasp tinha parado de voar. Foi uma choradeira só.’
Ninguém avisou o comandante Luis Padilha, de Belo Horizonte. ‘Simplesmente a equipe que organizava os vôos deixou de me ligar.’ Aos 45 anos, o piloto tinha quase dez de Vasp. Para manter os dois filhos, trocou o carro novo por um Monza 85. A mulher, professora do ensino fundamental, passou a fazer artesanato para reforçar a renda da família. Depois de 20 anos de profissão, Luís planejava virar representante de autopeças.
O comandante Sérgio Guidugli trocou de área, mas não vai ficar no chão. ‘Deixei o comando de um Boeing para ser piloto de parapente. Uma ironia’, afirma. Desde de janeiro, tudo o que era hobby na vida do piloto virou profissão. Guidugli criou a Happy Rio, uma empresa de turismo que, além de vôos de parapente, organiza escaladas, rafting, rapel e mergulho. Aos 43 anos, Guidugli tinha mais de 20 de Vasp. ‘Ainda não ganho 20% do meu antigo salário. Mas, perto de muitos colegas, me sinto um privilegiado.’ A vida depois da Vasp não é fácil.”
"A crença na recuperação da Vasp não é exclusividade desses funcionários. Numa reunião delicada, há duas semanas, o interventor nomeado pela Justiça do Trabalho de São Paulo, João Pedro Ferraz dos Passos, pediu aos representantes dos sindicatos que pusessem panos quentes no ‘otimismo exagerado’ da comissão interventora, formada por trabalhadores indicados pelos sindicalistas.
Foi uma confiança parecida com essa que fez os empregados da Vasp apoiar o empresário Wagner Canhedo na compra da estatal, em 1990, na maior operação de privatização realizada no país até então. Com a certeza de que o empresário iria investir na companhia e sanear as contas, a Voe – empresa fundada pelos empregados da Vasp – virou sócia de Canhedo no consórcio que venceu o leilão. Menos de um ano depois, a imagem de salvador já tinha se desfeito: além da privatização virar alvo de uma CPI, o empresário já não honrava as dívidas da empresa.
De lá para cá, Canhedo se meteu numa série de escândalos e virou desafeto de boa parte dos funcionários. Desde 1998, a companhia aérea não deposita o FGTS dos empregados. Há seis anos, suspendeu as cestas básicas. Desde março de 2001, não paga o adicional de hora noturna e de feriado. Enquanto as garantias dos trabalhadores desapareciam, a empresa tirava do papel o que prometia ser o maior hangar da América Latina – hoje um esqueleto abandonado ao lado do aeroporto de Guarulhos – e inaugurava lojas luxuosas, como a que ficava situada na lateral da Ópera de Paris, em Madeleine, uma das regiões mais sofisticadas da capital francesa. Detalhe: a Vasp nunca voou para Paris.
No ano passado, a situação da companhia se agravou com problemas de todas as ordens. Além de ter a prisão decretada por ter descontado a contribuição previdenciária dos funcionários, mas não ter repassado o valor para o INSS, Canhedo teve de enfrentar um protesto de pilotos contra o atraso nos salários, que deixou a frota por um dia no chão. em função de uma dívida que nunca era saldada, a Infraero passou a exigir da Vasp o pagamento das taxas de embarque à vista e em dinheiro. Depois, com medo do calote, foi a vez de as distribuidoras de combustível exigirem o recebimento antecipado. Com tanta gente nos calcanhares da empresa, apenas os aviões com mais de 50% de ocupação passaram a decolar. Em um ano, a participação de mercado despencou de 11,46% para 0,75% em dezembro do ano passado. ‘A situação estava ruim havia tanto tempo que, quando a Vasp parou ninguém acreditou’, afirma a comissária Marisa de Santos Lima. No dia 26 de janeiro, mesmo sem salário há um mês, ela embarcou no vôo 4265, que decolou cheio de passageiros de Fortaleza com destina a São Paulo. Sem saber, estava no último vôo da Vasp. Até chegar ao destino, toda a tripulação pensava que o clima diferente que via nas escalas denunciava uma possível venda da empresa. ‘Só em Congonhas fomos avisados de que a Vasp tinha parado de voar. Foi uma choradeira só.’
Ninguém avisou o comandante Luis Padilha, de Belo Horizonte. ‘Simplesmente a equipe que organizava os vôos deixou de me ligar.’ Aos 45 anos, o piloto tinha quase dez de Vasp. Para manter os dois filhos, trocou o carro novo por um Monza 85. A mulher, professora do ensino fundamental, passou a fazer artesanato para reforçar a renda da família. Depois de 20 anos de profissão, Luís planejava virar representante de autopeças.
O comandante Sérgio Guidugli trocou de área, mas não vai ficar no chão. ‘Deixei o comando de um Boeing para ser piloto de parapente. Uma ironia’, afirma. Desde de janeiro, tudo o que era hobby na vida do piloto virou profissão. Guidugli criou a Happy Rio, uma empresa de turismo que, além de vôos de parapente, organiza escaladas, rafting, rapel e mergulho. Aos 43 anos, Guidugli tinha mais de 20 de Vasp. ‘Ainda não ganho 20% do meu antigo salário. Mas, perto de muitos colegas, me sinto um privilegiado.’ A vida depois da Vasp não é fácil.”
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Ainda na revista "Época Negócios" de 25/04/05:
Canhedo depois da VASP.
Wagner Canhedo trocou o expediente na Vasp pela Viplan, sua empresa de ônibus urbanos, dona da frota mais antiga de Brasília. No mais, a vida não mudou tanto. Toda sexta-feira, ele continua pegando o jatinho particular para visitar as fazendas no interior de Goiás, com mais de 180 mil cabeças de gado. Só na Junta Comercial de Brasília, Canhedo tem participação em 11 empresas, avaliadas em R$ 182 milhões. Da Viplan, o empresário respondeu a algumas perguntas por e-mail.
Época - O senhor ainda pensa em se desfazer de bens para salvar a Vasp?
Wagner Canhedo - A Vasp não precisa disso. A Vasp pode recuperar-se desde que lhe sejam dadas, pelo próprio mercado e pelo governo, condições para voltar a voar.
Época - O presidente do STF, Nelson Jobim, prometeu atenção à VARIG. O senhor pediu o mesmo tratamento?
Canhedo - Temos mantido contatos com as mais altas autoridades do governo para buscar uma solução para a Vasp, que atenda aos interesses de seus trabalhadores e garanta os empregos e o retorno da empresa a seus melhores dias.
Época - Como tem acompanhado a angústia dos profissionais da Vasp?
Canhedo - Sempre considerei a Vasp como uma das empresas que mais mereciam atenção, justamente por ser entre todas a que mais cuidado dispensava para poder voltar a crescer e ser lucrativa. Continuo torcendo e fazendo o melhor de mim para que a companhia volte a operar e ter sucesso, independentemente esteja eu ou não em seu comando. É sempre assim: aquele filho que dá mais trabalho e preocupação é o que mais amamos.
Canhedo depois da VASP.
Wagner Canhedo trocou o expediente na Vasp pela Viplan, sua empresa de ônibus urbanos, dona da frota mais antiga de Brasília. No mais, a vida não mudou tanto. Toda sexta-feira, ele continua pegando o jatinho particular para visitar as fazendas no interior de Goiás, com mais de 180 mil cabeças de gado. Só na Junta Comercial de Brasília, Canhedo tem participação em 11 empresas, avaliadas em R$ 182 milhões. Da Viplan, o empresário respondeu a algumas perguntas por e-mail.
Época - O senhor ainda pensa em se desfazer de bens para salvar a Vasp?
Wagner Canhedo - A Vasp não precisa disso. A Vasp pode recuperar-se desde que lhe sejam dadas, pelo próprio mercado e pelo governo, condições para voltar a voar.
Época - O presidente do STF, Nelson Jobim, prometeu atenção à VARIG. O senhor pediu o mesmo tratamento?
Canhedo - Temos mantido contatos com as mais altas autoridades do governo para buscar uma solução para a Vasp, que atenda aos interesses de seus trabalhadores e garanta os empregos e o retorno da empresa a seus melhores dias.
Época - Como tem acompanhado a angústia dos profissionais da Vasp?
Canhedo - Sempre considerei a Vasp como uma das empresas que mais mereciam atenção, justamente por ser entre todas a que mais cuidado dispensava para poder voltar a crescer e ser lucrativa. Continuo torcendo e fazendo o melhor de mim para que a companhia volte a operar e ter sucesso, independentemente esteja eu ou não em seu comando. É sempre assim: aquele filho que dá mais trabalho e preocupação é o que mais amamos.
Esse ai ja pode ganhar o trogéu mentira 2005!!!!!(2004 ele ja ganhou com os 75 aviões novos!)arthuramaral_CGR escreveu:Ainda na revista "Época Negócios" de 25/04/05:
Canhedo depois da VASP.
Wagner Canhedo trocou o expediente na Vasp pela Viplan, sua empresa de ônibus urbanos, dona da frota mais antiga de Brasília. No mais, a vida não mudou tanto. Toda sexta-feira, ele continua pegando o jatinho particular para visitar as fazendas no interior de Goiás, com mais de 180 mil cabeças de gado. Só na Junta Comercial de Brasília, Canhedo tem participação em 11 empresas, avaliadas em R$ 182 milhões. Da Viplan, o empresário respondeu a algumas perguntas por e-mail.
Época - O senhor ainda pensa em se desfazer de bens para salvar a Vasp?
Wagner Canhedo - A Vasp não precisa disso. A Vasp pode recuperar-se desde que lhe sejam dadas, pelo próprio mercado e pelo governo, condições para voltar a voar.
Época - O presidente do STF, Nelson Jobim, prometeu atenção à VARIG. O senhor pediu o mesmo tratamento?
Canhedo - Temos mantido contatos com as mais altas autoridades do governo para buscar uma solução para a Vasp, que atenda aos interesses de seus trabalhadores e garanta os empregos e o retorno da empresa a seus melhores dias.
Época - Como tem acompanhado a angústia dos profissionais da Vasp?
Canhedo - Sempre considerei a Vasp como uma das empresas que mais mereciam atenção, justamente por ser entre todas a que mais cuidado dispensava para poder voltar a crescer e ser lucrativa. Continuo torcendo e fazendo o melhor de mim para que a companhia volte a operar e ter sucesso, independentemente esteja eu ou não em seu comando. É sempre assim: aquele filho que dá mais trabalho e preocupação é o que mais amamos.
Abraços,
Vitor Cordeiro Silva
Vitor Cordeiro Silva
já adicionou ai os 30 733 que ele ia trazer no fim do ano?vcs escreveu:Esse ai ja pode ganhar o trogéu mentira 2005!!!!!(2004 ele ja ganhou com os 75 aviões novos!)arthuramaral_CGR escreveu:Ainda na revista "Época Negócios" de 25/04/05:
Canhedo depois da VASP.
Wagner Canhedo trocou o expediente na Vasp pela Viplan, sua empresa de ônibus urbanos, dona da frota mais antiga de Brasília. No mais, a vida não mudou tanto. Toda sexta-feira, ele continua pegando o jatinho particular para visitar as fazendas no interior de Goiás, com mais de 180 mil cabeças de gado. Só na Junta Comercial de Brasília, Canhedo tem participação em 11 empresas, avaliadas em R$ 182 milhões. Da Viplan, o empresário respondeu a algumas perguntas por e-mail.
Época - O senhor ainda pensa em se desfazer de bens para salvar a Vasp?
Wagner Canhedo - A Vasp não precisa disso. A Vasp pode recuperar-se desde que lhe sejam dadas, pelo próprio mercado e pelo governo, condições para voltar a voar.
Época - O presidente do STF, Nelson Jobim, prometeu atenção à VARIG. O senhor pediu o mesmo tratamento?
Canhedo - Temos mantido contatos com as mais altas autoridades do governo para buscar uma solução para a Vasp, que atenda aos interesses de seus trabalhadores e garanta os empregos e o retorno da empresa a seus melhores dias.
Época - Como tem acompanhado a angústia dos profissionais da Vasp?
Canhedo - Sempre considerei a Vasp como uma das empresas que mais mereciam atenção, justamente por ser entre todas a que mais cuidado dispensava para poder voltar a crescer e ser lucrativa. Continuo torcendo e fazendo o melhor de mim para que a companhia volte a operar e ter sucesso, independentemente esteja eu ou não em seu comando. É sempre assim: aquele filho que dá mais trabalho e preocupação é o que mais amamos.

