Companhias aéreas estrangeiras aproveitam bons ventos no País
O Estado de S. Paulo - 14/04/2005
A América Latina foi a região do mundo que registrou o maior crescimento do tráfego aéreo internacional neste início de ano. Dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) mostram que o volume de passageiros transportados por quilômetro voado a partir de e para a América Latina aumentou 11,7% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês no ano passado. A oferta de assentos no período aumentou 10,6%. Como resultado, a taxa de ocupação média das aeronaves também bateu recorde e foi a mais alta entre todas as regiões do mundo: 74,3%. 'O mercado reagiu, incrementou a oferta e a receptividade foi mais do que proporcional', afirmou o diretor geral da Iata no Brasil, Filipe Reis. 'Estamos vivendo um momento semelhante a 1998, antes da desvalorização do real.' Além do real valorizado, o aquecimento da economia e muitas ofertas para pagar passagens em dez vezes sem juros são as explicações para esse aumento de demanda. 'Quando a economia vai bem, o turismo vai bem', afirma o diretor da área internacional da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), Leonel Rossi Junior.
Nos últimos doze meses, as viagens do Brasil para a Europa cresceram 12%, segundo a Abav. As viagens para os Estados Unidos cresceram 30% no período, mas partem de uma base de comparação menor, uma vez que as viagens para o país sofreram uma retração muito maior a partir de 11 de setembro de 2001.
Com os aviões lotados, muitas companhias internacionais estão trazendo novos aviões, inaugurando vôos extras e comemorando recordes de faturamento. A Air Ca- nada, por exemplo, vem registrando uma taxa de ocupação de 80%. No acumulado de janeiro e fevereiro, o faturamento da empresa no País cresceu 20,8% ante o mesmo período no ano passado. A United Airlines, que hoje realiza dois vôos diários dos Estados Unidos para o Brasil, já anunciou que irá oferecer mais uma freqüência diária a partir de outubro, para dar conta da previsão de crescimento de demanda na alta temporada.
A TAP, que oferece vôos direto do Nordeste para Portugal, ampliou de 35 para 39 vôos semanais para a Europa do ano passado para este ano, enquanto a KLM passará a operar sete vôo semanais de São Paulo para Amsterdã a partir de junho, dois a mais do que no início do ano passado.
Existem hoje 32 companhias estrangeiras atuando no País e, com as dificuldades financeiras da Varig, elas estão ficando cada vez mais agressivas. Se há cinco anos a Varig tinha 50% desse mercado, hoje sua participação não passa de 35%, estima a Abav.
Para a Europa, porém, a oferta de vôos internacionais está chegando no limite da capacidade. Decidida por acordos bilaterais, a oferta de vôos internacionais obedece ao princípio de reciprocidade. Para cada novo vôo de uma empresa brasileira para a França, por exemplo, existe um vôo de uma empresa francesa para o Brasil. 'Se o governo quiser trazer mais turistas da Europa para o Brasil, será preciso fazer novos acordos bilaterais', afirma Rossi Junior.
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