GBAS, o sucessor do ILS
Há uma série de limitações e fenômenos naturais existentes nas grandes altitudes que podem alterar os sinais de posicionamento via satélite, especialmente para as aproximações de precisão. Essas alterações precisam ser corrigidas pelos chamados sistemas de aumentação.
No Brasil, após uma intensa fase de pesquisas, teste e simulações, o DECEA optou pela tecnologia do Sistema de Aumentação Baseado em Solo, também conhecido por GBAS, sigla da expressão em inglês para Ground Based Augmentation System.
O GBAS corrige os sinais de satélite para aproximação das aeronaves e é considerado um sistema de aproximação e pouso de precisão. Ele oferece algumas vantagens expressivas. A primeira é a abrangência: um sistema GBAS não atua somente numa cabeceira da pista – tal qual o ILS -, mas também em todas as demais que estiverem no raio de alcance do instrumento. Ou seja, o aeródromo inteiro e, em alguns casos, até mesmo os adjacentes. Teoricamente, uma única estação é capaz de lidar com até 26 aproximações de precisão.
Do mesmo modo, as aeronaves com o GBAS não dependem exclusivamente da famosa rampa imaginária do ILS; elas estão aptas a executar aproximações de precisão em curvas e, mesmo, quando a configuração das pistas permite, em paralelo, com rampas em diferentes ângulos, evitando as esteiras de turbulência deixadas pela aeronave da frente – o que representa um aumento significativo para as capacidades dos aeroportos.
O sistema também tem por pressuposto, no futuro, apoiar, além do pouso, a aproximação, a decolagem e, inclusive, os movimentos das aeronaves na superfície; ou seja, uma estrutura completa de apoio à navegação aérea em toda a circunvizinhança do aeródromo.
Não bastassem essas características, as conhecidas suscetibilidades do ILS a interferências de toda ordem, como a das ondas VHF, e toda a complexidade que envolve sua instalação – necessidade de grandes áreas livres que muitas vezes dão margem à remoção de habitações e edificações -, não oferecem obstáculo algum ao novo sistema. Para ser alojado, ele requer apenas uma pequena área para fixação de alguns dispositivos na pista.
Assessoria de Comunicação Social do DECEA (ASCOM/DECEA)
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Re: GBAS, o sucessor do ILS
Mt interessante! Nunca tinha ouvido falar nisso. Só falta saber agora até que altitude e distancia da cabeceira, o GBAS "traz" a aeronave.
Falando nisso, lembro que lia nas revistas de 10 anos atrás, principalmente na AeroMagazine, que por volta de 2010, VOR, NDB, ADF e ILS seriam peças de museu substituídas pelos sistemas baseados em GPS e, no entanto, apesar da aplicação das novas regras RNAV, eles continuam aí...
Falando nisso, lembro que lia nas revistas de 10 anos atrás, principalmente na AeroMagazine, que por volta de 2010, VOR, NDB, ADF e ILS seriam peças de museu substituídas pelos sistemas baseados em GPS e, no entanto, apesar da aplicação das novas regras RNAV, eles continuam aí...
Grato desde já!
Abraços!!!
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