Brasil vira modelo para a Air France

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Brasil vira modelo para a Air France

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Brasil vira modelo para a Air France
O Estado de S. Paulo - 23/03/2005
O Brasil se transformou no país-piloto para as inovações da Air France - e isso inclui desde o lançamento de novas salas vip até a operacionalização da fusão com a holandesa KLM, ocorrida em maio do ano passado. "O Brasil é um mercado estratégico para nós e tem qualidades econômicas inigualáveis", explica o diretor-geral para o Brasil da Air France, Francis Richard, que no dia 1.º assume como primeiro diretor-regional do grupo Air France-KLM no mundo. "Como se trata de um mercado que está muito longe da maturidade, qualquer investimento que se faça aqui gera retornos sem paralelos."

O processo de fusão com a KLM, que levou à criação da maior empresa aérea mundial, com faturamento de 19,2 bilhões, começou em junho do ano passado e irá se estender até 2007. O Brasil, junto com um grupo de países andinos, será o primeiro a realizar a integração da gestão das duas bandeiras. "Não haverá demissões, mas uma gestão conjunta de todos os departamentos." Além da união dos programas de milhagem das duas companhias, a fusão já permite, por exemplo, que se compre uma passagem de ida em uma companhia e de volta na outra.

O escritório brasileiro foi também o primeiro a receber a certificação de qualidade ISO 9001, processo concluído no segundo semestre do ano passado. "Fizemos isso aqui antes mesmo da matriz", diz Richard. Outra novidade que fez estréia no Brasil, no aeroporto do Galeão, no Rio, foi a redecoração da sala vip, que ganhou um visual mais moderno, com chuveiro e conexão de internet.

O Brasil representa 1% das vendas mundiais da Air France, o que equivale a uma receita de 120 milhões. A empresa é líder no mercado brasileiro dentre as européias. Considerando apenas as viagens de negócios, a Air France é a terceira no ranking de venda de passagem, com 7%. Perde apenas para a American Airlines (12%) e para a Varig (33%), segundo dados do Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais (Favecc).

Para este ano, o grupo Air France-KLM irá aumentar a oferta de assentos em 29% no Brasil e na América Latina. No mundo todo, o crescimento será de 4,6%. "Estamos colhendo frutos de investimentos feitos nos últimos cinco anos no País", diz Richard. Hoje o grupo oferece três vôos diários para a Europa, dois da Air France (um saindo do Rio e outro de São Paulo) e um da KLM, partindo de São Paulo.

Desde os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, as vendas do Brasil para a Europa têm registrado crescimentos expressivos. Antes dos atentados, 80% dos passageiros saindo do Brasil com destino final na Ásia faziam escala nos Estados Unidos e os 20% restantes optavam pela Europa. Três meses depois, com a introdução de medidas de antiterrorismo pelo governo americano, a proporção se inverteu.

Em meio à crise que acomete as companhias aéreas internacionais - que só no ano passado tiveram perdas de US$ 5 bilhões - a recuperação da Air France é um exemplo de que é possível, sim, lucrar neste setor. A empresa estava à beira da falência em 1994, quando teve início uma revolução cultural e de gestão. Dois anos depois, a empresa voltava a exibir lucro líquido. Já são, portanto, oito anos sem prejuízos.

A empresa investiu pesado em rentabilidade operacional e criou um grande hub (rede de conexões) no aeroporto Charles de Gaulle, onde acontecem 15 mil conexões semanais. A iniciativa transformou o aeroporto de Paris no maior centro de conexões da Europa. A empresa também investiu na uniformização da frota e na melhoria dos serviços de bordo e de terra para o consumidor.

Em abril, estréiam os novos uniformes, com a nova linguagem visual da companhia, assinados pelo estilista Christian Lacroix. A fusão com a KLM levou a empresa ao topo do ranking mundial em termos de faturamento e em terceiro lugar em passageiros transportados por quilômetro
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