Buscas a ultraleve desaparecido próximo a Terra de Areia rei

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Feldmann

Buscas a ultraleve desaparecido próximo a Terra de Areia rei

Mensagem por Feldmann »

Geral | 04/06/2010 | 10h01min

Buscas a ultraleve desaparecido próximo a Terra de Areia reiniciam nesta manhã
Bombeiros focam esforços na região de Pedra Branca, localidade seria o último local em que teria partido o pequeno avião

Uma equipe do Corpo de Bombeiros faz buscas na região de Pedra Branca, interior de Terra de Areia, para tentar localizar o ultraleve desaparecido desde a tarde de ontem após fazer pedido de socorro pelo rádio. A localidade seria o último local em que teria partido o pequeno avião.

Aeronaves que participam da operação esperam teto (autorização de voo) para agir. Um helicóptero H1H e um avião Bandeirante participam da operação de busca realizada em uma área de aproximadamente 4 mil quilômetros quadrados.

Na tarde desta quinta-feira, dois aviões da Força Aérea e um da Brigada Militar fizeram buscas na região até o final da noite, mas não encontraram vestígios do modelo.

O ultraleve decolou às 12h45min de Canela para participar do 10° Encontro Nacional de Ultraleves, em Torres, de 3 a 6 de junho. Estariam a bordo Adalberto Padilha Silveira, do Mato Grosso, e Flávia Maria Dias Magalhães, de acordo com o sargento do Salvaero Carlos Reynald. O alerta de socorro foi feito por volta das 14h.

Em terra, bombeiros também foram acionados para procurar o aparelho. A busca eletrônica colocada em prática pelo Salvaero resultou infrutífera, segundo Reynald. O avião teria sofrido "perda da potência do motor", informou o sargento.
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Re: Buscas a ultraleve desaparecido próximo a Terra de Areia rei

Mensagem por PR-WJI »

O PU-CEB e os dois corpos foram localizados. Que triste. Ontem eu ouvi o PU-CEB na fonia e fui olhar uma imagem deles. Hoje, quando li a matrícula, deu aquele aperto maior ainda.
[img]
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Foto em Joao Pessoa em DEZ/09 - http://clubedevoo.ning.com/profiles/blo ... em-noronha" onclick="window.open(this.href);return false;
Editado pela última vez por PR-WJI em Sex Jun 04, 2010 14:36, em um total de 1 vez.
Feldmann

Re: Buscas a ultraleve desaparecido próximo a Terra de Areia rei

Mensagem por Feldmann »

Geral | 04/06/2010 | 13h04min

FAB confirma morte de tripulantes do ultraleve encontrado em Três Forquilhas
Aparelho estava desaparecido desde ontem e foi localizado pela manhã

Atualizada às 13h13min
Carlos Wagner | carlos.wagner@zerohora.com.br

O casal que estava a bordo do ultraleve desaparecido desde a tarde de ontem, na região de Torres, foi encontrado morto no equipamento. A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou a informação.

Nesta manhã, o aparelho foi localizado por volta das 10h30min pela aeronave Bandeirante da Força Aérea Brasileira (FAB). O ultraleve estava a 20 quilômetros a Oeste da cidade de Torres, no Vale da Pedra Branca, na cidade de Três Forquilhas.

Para as buscas, que foram retomadas na manhã de hoje, a FAB disponibilizou um helicóptero UH-1H, do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação, da Base Aérea de Santa Maria, e um avião Bandeirante, do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação, da Base Aérea de Campo Grande (MS).

O ultraleve decolou às 12h45min de Canela para participar do 10° Encontro Nacional de Ultraleves, em Torres, de 3 a 6 de junho. Estariam a bordo Adalberto Padilha Silveira e Flávia Maria Dias Magalhães, do Mato Grosso, de acordo com o sargento do Salvaero Carlos Reynald. O alerta de socorro foi feito por volta das 14h15min do dia 3 de junho. O avião teria sofrido "perda da potência do motor".
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moises Propp
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Re: Buscas a ultraleve desaparecido próximo a Terra de Areia rei

Mensagem por moises Propp »

Olá amigos,
Se em todas as vezes que tiver encontro de ultra leve morrer pessoas,
o melhor e não ter mais, a um tempo atras em Passo Fundo tambem um
ultra leve que participaria do encontro caiu antes de pousar.
sds,
Moises Propp

+ Meus pesames aos familiares e amigos destas duas pessoas +
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Re: Buscas a ultraleve desaparecido próximo a Terra de Areia rei

Mensagem por PR-WJI »

Uma coisa: A aeronave decolou às 12h45 e o último contato via fonia foi às 14h15.
Mas... 1h30 e não havia chegado? Esse voo deve levar no maximo 30 minutos.
rafaelds
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Re: Buscas a ultraleve desaparecido próximo a Terra de Areia rei

Mensagem por rafaelds »

Esse texto aqui esclarece bastante coisa:

"Reprodução do relato do Ceotto do acidente com o Adalberto e Joana próximos a Torres.

Acidente em Torres: eu acompanhei os últimos minutos do casal Adalberto e Joana e certamente foi a pior experiência da minha vida. Tinha decolado de Erechim e tentei passar para Torres de todas as formas possíveis. A camada vinha até o chão e onde não acontecia eram pequenos “túneis” dentro do nevoeiro que se fechavam devido ao vento e se constituíam em uma enorme armadilha. Vinha acompanhando a fonia do Adalberto desde Canela. Não falava muito pelo rádio e perguntou somente informações de Torres. Disse para ele que Torres estava operando com teto de 1.000 ft ou até menos e com camada de 8/8 mas que tinha ouvido na freqüência que Porto Alegre estava aberto e que as condições mais ao sul estavam bem mais favorável. Eu conseguia falar com a Radio Torres e ele não. Ele estava mais ao sul do que eu, uma vez que tinha decolado de Canela e eu tinha bloqueado a vertical de Vacaria. Ele sem pestanejar, ainda muito próximo de Canela, foi para cima da camada e reportou FL075. Eu desisti de ir para Torres e resolvi alternar Caxias do Sul quando passei por uma região com um grande “buraco azul” em cima e numa atitude que me arrependo fui para cima da camada. Estava a 45 Nm de Torres, doido para chegar, pois no dia anterior tinha desistido e alternado Erechim para pernoite (depois vou discutir essa reação para que outros aprendam com a minha burrice). Fui para FL 075 que me pareceu suficiente para passar. Logo vi que era necessário o FL 095, pois a camada de nuvens de alguma forma parecia estar subindo Provavelmente o efeito do vento forte de superfície, refletindo nos Aparados da Serra, fazia a nebulosidade subir rapidamente. Logo tive que ir para o FL 105 e ainda assim estava raspando nas nuvens. Estava preocupado administrando a minha cagada quando o Adalberto reportou que o motor dele estava rateando e perdendo potência. Ele se encontrava a no FL 085 mas ainda fora da camada. A freqüência livre estava muito congestionada e um bando de papagaios de pirata reportando todo tipo de informação inútil. Devia haver umas 40 a 50 aeronaves voando num raio de 100 Nm e quase todos falando ao mesmo tempo, sem se preocuparem de ouvir antes de falar. O Adalberto falava da pane dele e mal dava para ouvi-lo. Comunicações mais longínquas interferiam com ruídos e zunidos de todo tipo. Anotei como pude as coordenadas sem saber se estavam certas. Plotei no meu GPS e pude constatar que era muito mais perto ele voltar para o platô do que tentar continuar, até porque as condições do tempo de Torres eram críticas. Ele estava um pouco mais perto de Torres do que de Canela bem no meio de uma das regiões mais verticalmente acidentadas que já vi, mas muito mais perto da borda do altiplano caso voltasse. Chutei mais ou menos se conseguisse voar entre 7 a 8 minutos ele estaria no altiplano novamente, região plana e com muitas alternativas e que estava com a camada em 7/8 a 6/8. Mas eu não sabia se tinha entendido corretamente as coordenadas ou se tinha feito as contas certas. Pedi para ele repetir as coordenadas e ele ao fazer isso novamente a comunicação veio entrecortada por mais alguma fonia inútil de algum piloto que não estava percebendo a gravidade da situação. Como os papagaios de piratas continuavam falando o tempo todo, impedindo uma comunicação de emergência, resolvi aconselhá-lo a voltar imediatamente e ele fez isso. Pedi mais informações tal como o prefixo, tipo da aeronave, pessoas a bordo, mas com a comunicação entrecortada não pude entender nada. Era uma situação angustiante, pois tinha que tentar assessorar aquele infeliz e ainda administrar a minha própria cagada. Qualquer desvio de atenção da pilotagem que eu tinha que ter ao plotar as coordenadas dele no GPS ou fazer alguma anotação o meu Bravo, entrava na camada, o que me obrigava a largar o que estava fazendo para subir ou desviar dos “caroços” que de repente cresciam na minha frente. Dei “GO TO” para as coordenadas que ele me passou e pedi para ele ir me passando as coordenadas e altitude e novamente não consegui ouvir quase nada. Cada vez o sinal ficava mais fraco, pois ele estava perdendo altitude e entendi que estava no FL 065. Minha ansiedade era enorme, pois mais alguns minutos ele estaria no altiplano e poderia pousar com mais segurança. Tinha a certeza que ele conseguiria, pois ele levou uns 4 minutos para chegar ao FL 065 e qualquer potência marginal de motor poderia levá-lo ao altiplano. Foi quando ele reportou a parada total do motor e que estava perdendo altitude rapidamente e entrando na camada. Naquele momento eu sabia que ele não estava no altiplano e que as chances de salvação eram mínimas e provavelmente nulas. O que eu poderia falar a mais com ele? Tinha eu o direito de ocupar os prováveis últimos minutos da sua vida com perguntas inúteis? Eu só consegui dizer “boa sorte no seu pouso e me reporte próximo ao solo” e ele em seguida falou que estava descendo em “queda livre”. Em nenhum momento o Adalberto se desesperou ou pareceu muito nervoso. Suas ultimas palavras soaram como resignadas e continuam soando na minha cabeça nesses últimos dias. Após alguns segundos eu chamei por ele novamente, mas não houve mais resposta. O que quer que fosse havia terminado.


Segui mais alguns minutos na proa informada por ele, mas o que mais eu poderia fazer? Contatei a radio Torres e enviei as coordenadas, a única informação que ficou. Retornei a proa de Torres como anestesiado. Não foi fácil retomar minha concentração para resolver a minha própria cagada. Torres estava totalmente fechada e consegui descer em Capão da Canoa e esperei a chuva junto a orla passar. Imediatamente um helicóptero da Brigada de Salvamento foi enviado para o local, mas não conseguiu chegar devido aas péssimas condições de tempo. Naquele dia choveu o tempo todo com muito nevoeiro e vento. Nada mais pudemos fazer. Ao chegar a Torres eu e o Albrecht plotamos as coordenadas no Trakemaker e fiquei aliviado ao saber que tinha entendido corretamente, pois o ponto estava rigorosamente na reta entre Canela e Torres. Calculamos a trajetória que o avião poderia ter feito nos aproximados 5 minutos entre a comunicação das coordenadas e a queda e plotamos no mapa e informamos ao Salvaero. Organizamos um grupo de busca para ajudar o Salvaero no dia seguinte, mas não conseguimos decolar, pois novamente as condições de tempo não permitiram. Três helicópteros (1 do Salvaero e 2 da brigada) foram para a região informada e por volta das 11:00 hs conseguiram localizar o avião próximo do eixo traçado por nós, com um desvio de 3 milhas ao sul. Caiu próximo a saia do altiplano num terreno praticamente inacessível. Apenas 3 a 4 minutos de vôo a mais poderiam talvez tê-lo salvo. Ao que tudo indica pelas informações do Salvaero o avião veio voando lentamente até o solo. Aparentemente, não houve qualquer perda de controle e o avião bateu devagar em várias arvores de porte médio em uma falésia estreita ( uns 2 metros de largura) não muito inclinada, chegando a beira de um abismo de uns 500 metros de altura. A cabine ficou relativamente inteira e em conversa com o pessoal do Salvaero eles bateram a parte frontal e cabeça no painel, pelos seus corpos terem “escapado” lateralmente pelo cinto 3 pontas na forte desaceleração. Isso não é certo, mas tão somente uma opinião do pessoal de resgate.

Esse acidente não sai da minha cabeça e penso que temos muito a aprender com ele. Mas isso vai ficar para outra hora.



LHCeotto"

fonte: http://www.clubecav.com/2010/06/relato- ... te-em.html" onclick="window.open(this.href);return false;
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