Rafael Lopes De Freitas S escreveu:Aquele brasilia ali no canto é da antiga Aparte?
Aquele Brasilia do canto, o PT-OZM, está sob sequestro judicial há varios anos e foi tirado da área da Infraero devido à necessidade da mesma poder utilizar sua área para fins operacionais e de lucro. Os outros Brasilia foram canibalizados e o Tucano (que na cauda tem a escrita Super Tucano) está colocado de barriga em um suporte metalico apos ter efetuado um pouso forçado no dia 20/03/1996.
Segue relato do acidente disponível neste link:
http://www.desastresaereos.net/acidente ... #20_MAR_96)
Data: 20 MAR 96
Hora: 09:00
Aeronave: EMB-312 - T-27 - TUCANO
Operador: EMBRAER
Matrícula/Prefixo: PT-ZTW
Tripulação: Ocupantes: 1 / Fatalidades: 0
Passageiros: Ocupantes: 0 / Fatalidades: 0
Total: Ocupantes: 1 / Fatalidades: 0
Local do Acidente: São José dos Campos – SP
Tipo de acidente: Pouso Forçado
Fase de Operação: pouso
Natureza do Vôo: vôo de observação meteorológica
Aeroporto de Partida: Aeroporto de São José dos Campos (SBSJ) – SP
Aeroporto de Destino: Aeroporto de São José dos Campos (SBSJ) – SP
HISTÓRICO
A aeronave decolou de SBSJ para vôo de observação meteorológica na área de ensaio (vôo local). Ao regressar, cruzando o nível 200 e a 25 NM do VOR SJC, a potência do motor reduziu-se para marcha lenta e a manete ficou inoperante.
Ao atingir condições visuais, o piloto verificou que não alcançaria a pista 15 de SBSJ, optando por realizar um “pouso forçado”.
O pouso foi realizado em região plana e alagadiça.
O piloto saiu ileso e a aeronave sofreu danos graves.
ANÁLISE
A aeronave foi guarnecida sem ser reabastecida, tendo decolado nessa condição para um vôo local de observação meteorológica da área de ensaio.
A luz de “Baixo Nível” acendeu já no regresso, porém o combustível remanescente era suficiente para o pouso seguro em SBSJ. Logo após, o motor perdeu potência, tendo seus parâmetros se estabilizado (Ng = 50%, Np = 55% e torque = 0%), deixando de corresponder aos movimentos da manete.
Foi constatado que houve ruptura do tubo de P3 no limite da área de junção com a base de fixação, devido à corrosão, tendo este fato já ocorrido em diversos casos anteriormente investigados.
A fratura do tubo de P3 causa a perda da pressão de referência para a unidade de controle de combustível que, por sua vez, leva o fluxo de combustível para mínimo, não sustentando a rotação normal da hélice.
O retorno para SBSJ foi continuado em IMC. Ao atingir condições visuais, o piloto verificou que não alcançaria a pista. O piloto cortou o motor e estabeleceu um regime de planeio máximo. Em dúvida de que a aeronave não cairia sobre área habitada, optou, então, pelo pouso forçado em um terreno alagado. Já sem energia para o desvio a aeronave chocou-se com uma árvore e pousou suavemente.
CONCLUSÃO
Fator Material
(1). Deficiência do Projeto – Contribuiu
O processo de geração de pite de corrosão e de propagação da fratura são diretamente ligados à composição e às características mecânicas do material do tubo de P3.
O projeto prevê a necessidade de soldas por brasagem das partes constituintes do tubo, sendo, posteriormente, realizada a limpeza com um elemento químico que contém cloro na sua constituição, que penetra na porosidade da junção e inicia o processo de corrosão.
(2). Deficiência de Fabricação - Contribuiu
Os materiais utilizados para a liga e a limpeza do processo de brasagem apresentam-se como fatores iniciais da fratura do tubo.
(3). Deficiência de Manuseio do Material - Indeterminado
Através da análise do processo de fratura, pode-se prever a ocorrência de tensões iniciais de montagem e/ou esforços resultantes da flexão do tubo de P3 devido à soltura de um só lado do mesmo, para acesso a outros equipamentos localizados sob o tubo.
Fator Operacional
(1). Condições Meteorológicas Adversas - Contribuíram
A falha do motor ocorreu no FL 200 a 25 NM de SBSJ. O fato de o piloto ter realizado grande parte da descida em IMC contribuiu para o pouso fora da pista.
(2). Deficiente Manutenção - Indeterminado
A soltura de um só lado do tubo, para acesso aos componentes localizados sob o mesmo, gera tensões devido à flexão do próprio tubo.
RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA DE VÔO
Os PAMA-AF e PAMA-LS deverão reeditar o BT 89-797 C95 86, com o acréscimo da inspeção com líquido penetrante.
A DIRMA deverá realizar entendimentos junto à EMBRAER e PRATT & WHITNEY para a mudança do processo de soldagem e/ou do material dos tubos de P3, assim como a gradual substituição dos tubos atualmente utilizados na frota.
A EMBRAER deverá expedir uma nota técnica instruindo todos os operadores de aeronaves de sua fabricação e, que utilizem motores que podem ser afetados por problema similar ao investigado, a fim de estabelecer uma sistemática de inspeção e manuseio dos tubos de P3.
Obs.: Uma foto mais de perto deste Tucano pode ser vista aqui:
http://www.aeroworldnews.com.br/galeria ... codgrupo=1