VarigLog terá plano de negócios e pode mudar de nome
Enviado: Qui Fev 23, 2006 13:18
VarigLog terá plano de negócios e pode mudar de nome
Agência Estado
Depois de obter, nesta semana, o aval da Justiça para a compra da VarigLog, a Volo do Brasil, subsidiária do fundo americano Matlin Patterson, vai implementar seu plano de negócios na empresa de logística e cargas da Varig. Até o fim deste ano, serão arrendados pelo menos quatro aviões que se somarão à atual frota de 16 aeronaves. Serão contratados mais de 300 tripulantes, entre pilotos e comissários, para se juntarem aos 1,5 mil funcionários da companhia, que poderá mudar de nome.
Leia abaixo o texto
Mas os planos da Volo vão além. A empresa quer se tornar "uma das maiores empresas de logística da América do Sul". Quem revela o projeto é o sócio-diretor da Volo do Brasil, o paulista Marco Antonio Audi, que também tem participações em empresas de venda de helicópteros, a HeliSolutions e a Audi Helicópteros.
A nova direção da VarigLog estuda também mudanças no nome da empresa: se aproveitará a tradição da marca da filial da Varig ou se vai mudar de bandeira, já que um dos objetivos da Volo é ser conhecida como grupo de logística. "Isso será feito, só falta definir em qual o prazo", diz o empresário.
Audi e seus sócios, Marcos Haftel e Eduardo Gallo, integrarão o Conselho de Administração da VarigLog, com mais dois conselheiros que ainda estão sendo definidos. O empresário diz que o plano para a companhia é de cinco anos. Depois desse período, afirma que poderá ampliar a atuação, adquirindo ativos ou investindo em outros negócios, desde que complementem o seu foco - a VarigLog.
"Não acho justo me chamarem de laranja (do Matlin Patterson), mas não me incomodo, pois sei quem eu sou", diz Audi, respondendo à desconfiança do mercado de que ele e seus sócios estariam encobrindo a compra da VarigLog pelo fundo americano - estrangeiros só podem ter 20% de companhia aérea brasileira.
No dia 30 de janeiro, a Justiça Federal do Rio suspendeu a compra da VarigLog, fechada cinco dias antes por US$ 42,8 milhões, por meio de liminar a favor da Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure. O objetivo era averiguar se a legislação aeronáutica foi respeitada e se a constituição da Volo (20% das ações são do Matlin e o restante dos sócios brasileiros) era legal. Na terça-feira, o Tribunal Regional Federal suspendeu a liminar.
Credores
Os credores da Varig estiveram reunidos ontem para acertar as últimas alterações no plano, já aprovado, de reestruturação da companhia e cuja redação final será votada hoje. Há divergências em alguns pontos, como na administração do Fundo de Investimentos em Participações (FIP) controle, a principal estrutura do projeto.
Sindicalistas se reuniriam na noite de ontem para definir se participariam da assembléia de hoje, ou se enviariam apenas seus advogados.
Agência Estado
Depois de obter, nesta semana, o aval da Justiça para a compra da VarigLog, a Volo do Brasil, subsidiária do fundo americano Matlin Patterson, vai implementar seu plano de negócios na empresa de logística e cargas da Varig. Até o fim deste ano, serão arrendados pelo menos quatro aviões que se somarão à atual frota de 16 aeronaves. Serão contratados mais de 300 tripulantes, entre pilotos e comissários, para se juntarem aos 1,5 mil funcionários da companhia, que poderá mudar de nome.
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Mas os planos da Volo vão além. A empresa quer se tornar "uma das maiores empresas de logística da América do Sul". Quem revela o projeto é o sócio-diretor da Volo do Brasil, o paulista Marco Antonio Audi, que também tem participações em empresas de venda de helicópteros, a HeliSolutions e a Audi Helicópteros.
A nova direção da VarigLog estuda também mudanças no nome da empresa: se aproveitará a tradição da marca da filial da Varig ou se vai mudar de bandeira, já que um dos objetivos da Volo é ser conhecida como grupo de logística. "Isso será feito, só falta definir em qual o prazo", diz o empresário.
Audi e seus sócios, Marcos Haftel e Eduardo Gallo, integrarão o Conselho de Administração da VarigLog, com mais dois conselheiros que ainda estão sendo definidos. O empresário diz que o plano para a companhia é de cinco anos. Depois desse período, afirma que poderá ampliar a atuação, adquirindo ativos ou investindo em outros negócios, desde que complementem o seu foco - a VarigLog.
"Não acho justo me chamarem de laranja (do Matlin Patterson), mas não me incomodo, pois sei quem eu sou", diz Audi, respondendo à desconfiança do mercado de que ele e seus sócios estariam encobrindo a compra da VarigLog pelo fundo americano - estrangeiros só podem ter 20% de companhia aérea brasileira.
No dia 30 de janeiro, a Justiça Federal do Rio suspendeu a compra da VarigLog, fechada cinco dias antes por US$ 42,8 milhões, por meio de liminar a favor da Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure. O objetivo era averiguar se a legislação aeronáutica foi respeitada e se a constituição da Volo (20% das ações são do Matlin e o restante dos sócios brasileiros) era legal. Na terça-feira, o Tribunal Regional Federal suspendeu a liminar.
Credores
Os credores da Varig estiveram reunidos ontem para acertar as últimas alterações no plano, já aprovado, de reestruturação da companhia e cuja redação final será votada hoje. Há divergências em alguns pontos, como na administração do Fundo de Investimentos em Participações (FIP) controle, a principal estrutura do projeto.
Sindicalistas se reuniriam na noite de ontem para definir se participariam da assembléia de hoje, ou se enviariam apenas seus advogados.