Compêndio de Notícias da Varig (19/12)
Enviado: Ter Dez 20, 2005 03:13
Participantes do AeroFórum
Sentem-se e leiam com atenção, as notícias estão em ordem cronológica. É uma série de "thriller", vale a pena!
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19/12/2005 - 13h18
Varig vai levar pagamento de US$ 20 milhões a credores em Nova York
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
O presidente da Varig, Marcelo Bottini, informou hoje que se a assembléia de credores da companhia for definitivamente suspensa, a Varig vai levar à Justiça americana uma parte do pagamento da dívida com as empresas de leasing, o equivalente a US$ 20 milhões.
A administradora judicial da companhia, a Deloitte, suspendeu a assembléia por duas horas para que haja tempo hábil para a tomada de decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O trabalho deve ser retomado às 14h50.
Segundo Bottini, o objetivo da administração da companhia era apresentar o plano de recuperação da companhia aos credores hoje. A aprovação do plano era um dos pré-requisitos definidos pela Justiça americana.
'O juiz tem a expectativa de que possamos ir a Nova York com o plano aprovado. Essa expectativa se isso acontecer [a assembléia for suspensa em definitivo] não vai ser atendida', disse.
Segundo Bottini, o juiz em Nova York estabeleceu como pré-requisitos que os credores aprovassem o plano, que parte da frota voltasse a voar, que o plano de contingência fosse melhor elaborado e que o pagamento às empresas de leasing fosse efetuado.
O presidente da companhia aérea afirmou que, com exceção da aprovação do plano de recuperação, todos os outros quesitos foram atendidos. Três aviões voltaram a voar até agora e segundo Bottini, mais três voltarão até o fim do mês.
Com base na troca de recebíveis, a Varig vai levar US$ 20 milhões para o pagamento das empresas de leasing. A dívida que vence dia 21 é de cerca de US$ 44 milhões, segundo Bottini.
Apesar do momento conturbado que a companhia aérea atravessa, Bottini minimizou os efeitos da crise sobre o consumidor. Segundo o presidente da companhia, o tráfego doméstico da Varig é de 72% de aproveitamento. Em vôos internacionais, o índice é de quase 82%.
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19/12/2005 - 13h34
Administradora judicial suspende assembléia da Varig por 2h
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JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
A administradora judicial da Varig, a consultoria Deloitte, suspendeu a assembléia de credores por duas horas a fim de dar tempo para que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) reavalie a liminar que impede a realização da assembléia.
A assembléia foi suspensa logo após a conclusão do credenciamento dos credores. Em comunicado lido por Rogério Lessa, da Deloitte, a consultoria afirma que não foi notificada oficialmente da decisão do presidente do STJ, Edson Vidigal, de conceder liminar de suspensão da assembléia.
'Não tem a administradora outra alternativa diante da responsabilidade do momento, que aguardar a definição do caso', disse. A consultoria aguarda enquanto o STJ reconsidera a decisão.
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19/12/2005 - 16h37
Credores rejeitam venda do controle da Varig para Tanure
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
Os credores da Varig, reunidos hoje em assembléia, não aprovaram a transferência do controle da holding FRB-Par (Fundação Ruben Berta Participações) para o grupo Docas, do empresário Nelson Tanure. Na segunda-feira passada, a holding anunciou a venda de 25% e o aluguel de 42% do controle para Docas por US$ 112 milhões.
No entanto, o Tribunal de Justiça do Rio suspendeu a transação até hoje, pois entendeu que a venda deveria ser avaliada pelos credores da Varig.
Segundo os resultados computados pela consultoria Deloitte, administradora judicial da companhia, houve abstenção de 42,9% dos credores da classe 1 (trabalhadores). Entre os votantes desta classe, 100% votaram contra a transferência do controle.
Na classe 2 (créditos com garantias), que tem como maior representante o fundo de pensão Aerus, houve abstenção de 6,1%. Entre os votantes 100% foram contrários à venda do controle para Tanure.
Na classe 3 (créditos sem garantia), que inclui empresas de leasing e fornecedoras de combustíveis como a Petrobras Distribuidora, houve abstenção de 32,4%. Entre os votantes, 100% foram contrários. Credores importantes da companhia se manifestaram contra a venda, como Boeing, Aerus, Infraero e ILFC.
No entanto, a assembléia pode ser interrompida a qualquer momento, pois o STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve a decisão de ontem, de suspender a assembléia de hoje.
O presidente da Varig, Marcelo Bottini, tentou derrubar a liminar hoje alegando que o advogado Sérgio Mazzillo não era representante da Varig. Mazzilo trabalha para Tanure. No entendimento do STJ, a decisão de ontem está mantida, mas futuros recursos da Varig deverão ser protocolados pelos advogados da aérea. Mazzillo, entretanto, teria uma procuração para representar a Varig.
A assembléia continua. O presidente da Varig, Marcelo Bottini, quer colocar em votação o plano de recuperação da companhia.
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19/12/2005 - 18h13
Credores aprovam novo plano de recuperação da Varig
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
Os credores da Varig aprovaram o plano de recuperação apresentado pelo presidente da empresa, Marcelo Bottini. O plano prevê que a frota da Varig atinja o patamar de até 75 aeronaves até o fim de 2006.
Também nesta tarde os credores já haviam rejeitado a proposta apresenta pelo empresário Nelson Tanure, do grupo Docas, para a compra do controle da dona da Varig, a FRB-Par.
A proposta aprovada prevê que a Varig trabalhe com uma frota de 63 aeronaves no primeiro semestre do próximo ano e de 69 aeronaves no segundo semestre. Este número poderia chegar a até 75 aeronaves.
Bottini destacou que independente de qualquer investimento externo, a companhia aérea já recuperou três aviões. Deste total, dois são do modelo 737. 'Nosso compromisso com o juiz em Nova York do plano de recuperação vai ser cumprido sem qualquer dinheiro externo', disse.
Apesar disso, fez questão de enfatizar que a companhia está aberta a outros investidores, depois que a transferência do controle da FRB-Par para Docas foi vetada pelos credores. "Estamos abertos a outros investidores. A TAP é muito bem-vinda, a Mattlin Patterson é muito bem-vinda. (...) Confiem no maior investidor que existe hoje: os funcionários da Varig', afirmou.
A recuperação da companhia está baseada na criação de FIPs (fundos de investimento e participações). Será constituído um FIP controle com o aporte de todas as ações das devedoras, tendo como administrador um banco comercial de primeira linha e um gestor escolhido de comum acordo pelos representantes das três classes credoras.
O FIP controle terá uma participação de cada FIP-crédito constituído. Os FIPs crédito serão criados e regulados por credores que decidirem participar da estrutura convertendo seus créditos atuais.
O presidente da Varig deve ser designado como gestor para instituir a criação dos FIPs.
O plano prevê que as despesas do dia-a-dia da companhia serão pagas e os custos totais da reformulação serão absorvidos integralmente no fluxo de caixa.
A companhia quer passar de uma margem operacional negativa de 4,6% em 2005 para 8,6% positivos até 2010.
O plano adota pagamento integral do Aerus em 2006 com o fluxo mínimo estabelecido. Os demais credores da classe 2, com garantias, terão seus pagamentos em 7 anos com 36 meses de carência.
As dívidas em moeda estrangeira serão corrigidas em dólar mais 4,75% de juros. As dívidas em moeda nacional com IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) mais 4,75% de juros.
Os credores da classe sem garantias terão seus pagamentos em dez anos com 36 meses de carência.
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Saudações
Caravelle
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19/12/2005 - 13h18
Varig vai levar pagamento de US$ 20 milhões a credores em Nova York
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
O presidente da Varig, Marcelo Bottini, informou hoje que se a assembléia de credores da companhia for definitivamente suspensa, a Varig vai levar à Justiça americana uma parte do pagamento da dívida com as empresas de leasing, o equivalente a US$ 20 milhões.
A administradora judicial da companhia, a Deloitte, suspendeu a assembléia por duas horas para que haja tempo hábil para a tomada de decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O trabalho deve ser retomado às 14h50.
Segundo Bottini, o objetivo da administração da companhia era apresentar o plano de recuperação da companhia aos credores hoje. A aprovação do plano era um dos pré-requisitos definidos pela Justiça americana.
'O juiz tem a expectativa de que possamos ir a Nova York com o plano aprovado. Essa expectativa se isso acontecer [a assembléia for suspensa em definitivo] não vai ser atendida', disse.
Segundo Bottini, o juiz em Nova York estabeleceu como pré-requisitos que os credores aprovassem o plano, que parte da frota voltasse a voar, que o plano de contingência fosse melhor elaborado e que o pagamento às empresas de leasing fosse efetuado.
O presidente da companhia aérea afirmou que, com exceção da aprovação do plano de recuperação, todos os outros quesitos foram atendidos. Três aviões voltaram a voar até agora e segundo Bottini, mais três voltarão até o fim do mês.
Com base na troca de recebíveis, a Varig vai levar US$ 20 milhões para o pagamento das empresas de leasing. A dívida que vence dia 21 é de cerca de US$ 44 milhões, segundo Bottini.
Apesar do momento conturbado que a companhia aérea atravessa, Bottini minimizou os efeitos da crise sobre o consumidor. Segundo o presidente da companhia, o tráfego doméstico da Varig é de 72% de aproveitamento. Em vôos internacionais, o índice é de quase 82%.
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19/12/2005 - 13h34
Administradora judicial suspende assembléia da Varig por 2h
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JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
A administradora judicial da Varig, a consultoria Deloitte, suspendeu a assembléia de credores por duas horas a fim de dar tempo para que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) reavalie a liminar que impede a realização da assembléia.
A assembléia foi suspensa logo após a conclusão do credenciamento dos credores. Em comunicado lido por Rogério Lessa, da Deloitte, a consultoria afirma que não foi notificada oficialmente da decisão do presidente do STJ, Edson Vidigal, de conceder liminar de suspensão da assembléia.
'Não tem a administradora outra alternativa diante da responsabilidade do momento, que aguardar a definição do caso', disse. A consultoria aguarda enquanto o STJ reconsidera a decisão.
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19/12/2005 - 16h37
Credores rejeitam venda do controle da Varig para Tanure
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
Os credores da Varig, reunidos hoje em assembléia, não aprovaram a transferência do controle da holding FRB-Par (Fundação Ruben Berta Participações) para o grupo Docas, do empresário Nelson Tanure. Na segunda-feira passada, a holding anunciou a venda de 25% e o aluguel de 42% do controle para Docas por US$ 112 milhões.
No entanto, o Tribunal de Justiça do Rio suspendeu a transação até hoje, pois entendeu que a venda deveria ser avaliada pelos credores da Varig.
Segundo os resultados computados pela consultoria Deloitte, administradora judicial da companhia, houve abstenção de 42,9% dos credores da classe 1 (trabalhadores). Entre os votantes desta classe, 100% votaram contra a transferência do controle.
Na classe 2 (créditos com garantias), que tem como maior representante o fundo de pensão Aerus, houve abstenção de 6,1%. Entre os votantes 100% foram contrários à venda do controle para Tanure.
Na classe 3 (créditos sem garantia), que inclui empresas de leasing e fornecedoras de combustíveis como a Petrobras Distribuidora, houve abstenção de 32,4%. Entre os votantes, 100% foram contrários. Credores importantes da companhia se manifestaram contra a venda, como Boeing, Aerus, Infraero e ILFC.
No entanto, a assembléia pode ser interrompida a qualquer momento, pois o STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve a decisão de ontem, de suspender a assembléia de hoje.
O presidente da Varig, Marcelo Bottini, tentou derrubar a liminar hoje alegando que o advogado Sérgio Mazzillo não era representante da Varig. Mazzilo trabalha para Tanure. No entendimento do STJ, a decisão de ontem está mantida, mas futuros recursos da Varig deverão ser protocolados pelos advogados da aérea. Mazzillo, entretanto, teria uma procuração para representar a Varig.
A assembléia continua. O presidente da Varig, Marcelo Bottini, quer colocar em votação o plano de recuperação da companhia.
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19/12/2005 - 18h13
Credores aprovam novo plano de recuperação da Varig
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
Os credores da Varig aprovaram o plano de recuperação apresentado pelo presidente da empresa, Marcelo Bottini. O plano prevê que a frota da Varig atinja o patamar de até 75 aeronaves até o fim de 2006.
Também nesta tarde os credores já haviam rejeitado a proposta apresenta pelo empresário Nelson Tanure, do grupo Docas, para a compra do controle da dona da Varig, a FRB-Par.
A proposta aprovada prevê que a Varig trabalhe com uma frota de 63 aeronaves no primeiro semestre do próximo ano e de 69 aeronaves no segundo semestre. Este número poderia chegar a até 75 aeronaves.
Bottini destacou que independente de qualquer investimento externo, a companhia aérea já recuperou três aviões. Deste total, dois são do modelo 737. 'Nosso compromisso com o juiz em Nova York do plano de recuperação vai ser cumprido sem qualquer dinheiro externo', disse.
Apesar disso, fez questão de enfatizar que a companhia está aberta a outros investidores, depois que a transferência do controle da FRB-Par para Docas foi vetada pelos credores. "Estamos abertos a outros investidores. A TAP é muito bem-vinda, a Mattlin Patterson é muito bem-vinda. (...) Confiem no maior investidor que existe hoje: os funcionários da Varig', afirmou.
A recuperação da companhia está baseada na criação de FIPs (fundos de investimento e participações). Será constituído um FIP controle com o aporte de todas as ações das devedoras, tendo como administrador um banco comercial de primeira linha e um gestor escolhido de comum acordo pelos representantes das três classes credoras.
O FIP controle terá uma participação de cada FIP-crédito constituído. Os FIPs crédito serão criados e regulados por credores que decidirem participar da estrutura convertendo seus créditos atuais.
O presidente da Varig deve ser designado como gestor para instituir a criação dos FIPs.
O plano prevê que as despesas do dia-a-dia da companhia serão pagas e os custos totais da reformulação serão absorvidos integralmente no fluxo de caixa.
A companhia quer passar de uma margem operacional negativa de 4,6% em 2005 para 8,6% positivos até 2010.
O plano adota pagamento integral do Aerus em 2006 com o fluxo mínimo estabelecido. Os demais credores da classe 2, com garantias, terão seus pagamentos em 7 anos com 36 meses de carência.
As dívidas em moeda estrangeira serão corrigidas em dólar mais 4,75% de juros. As dívidas em moeda nacional com IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) mais 4,75% de juros.
Os credores da classe sem garantias terão seus pagamentos em dez anos com 36 meses de carência.
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Saudações
Caravelle