LEIAM SEM PAIXÃO E NÃO BRIGUEM, PLS !!!! VIA CRUCIS VARIG
Enviado: Qua Abr 06, 2005 20:33
A via-crúcis da Varig
O Estado de S. Paulo - 06/04/2005
Engana-se quem acredita que a Gol se interessa pela Varig antes que esta se livre de seus passivos nos procedimentos da Lei de Falências. E, mesmo assim, em parte. Pelo que se apurou no mercado, tanto o interesse da Gol como o da TAM seria assistir, de camarote, o processo de "desmanche" da empresa gaúcha para depois atacar. Para que gastariam esforço e recursos se podem conquistar mercado paulatinamente, como vêm fazendo? Para que assumiriam uma empresa cuja tradição é ditada pelos funcionários-patrões, resultando em altos custos de operação? Como fariam para reduzir salários e vantagens conquistadas pelos funcionários da Varig, que ganham mais que outros do mesmo setor? Como se livrar da parte ruim?
Essas e outras perguntas ficam sem resposta enquanto o usuário assiste a um jogo de cena político do governo Lula, no qual ninguém se entende. O fato é que a empresa aérea gaúcha, sem aporte de capital ou venda de participação, tem poucas chances de sobrevida além de dois anos, segundo 11 entre 10 analistas do setor. Mesmo se o famigerado encontro de contas entre União e empresa for realizado.
A imensa dívida da Varig só teria solução de mercado se fosse possível parcelá-la em, no mínimo, 35 anos, como avaliou o consórcio Unibanco, Trevisan e Arnold Wald. Como isso é politicamente inviável, como bem vetou o Ministério da Fazenda - trata-se de incentivo perverso para que pessoas jurídicas deixem de pagar o Fisco, o INSS, estatais -, está descartada, segundo matemática do setor, essa saída. Por outro lado, o governo federal não tem coragem de intervir na Varig ou de cassar sua concessão e, como a iniciativa privada tampouco vai pedir sua falência, o mais provável é que os brasileiros assistam à via-crúcis da empresa aérea nos próximos 24 meses, se não aparecer alternativa iluminada.
São louváveis os esforços do vice-presidente José Alencar de pedir, há alguns meses, ao Unibanco, uma proposta que possibilitasse à Varig ficar em pé ou, então, requisitar à Gol uma proposta de compra, como aconteceu semana passada. A primeira já não deu certo. A segunda também deve dar com os burros n'água. Talvez, a próxima, envolva a TAM.
O Estado de S. Paulo - 06/04/2005
Engana-se quem acredita que a Gol se interessa pela Varig antes que esta se livre de seus passivos nos procedimentos da Lei de Falências. E, mesmo assim, em parte. Pelo que se apurou no mercado, tanto o interesse da Gol como o da TAM seria assistir, de camarote, o processo de "desmanche" da empresa gaúcha para depois atacar. Para que gastariam esforço e recursos se podem conquistar mercado paulatinamente, como vêm fazendo? Para que assumiriam uma empresa cuja tradição é ditada pelos funcionários-patrões, resultando em altos custos de operação? Como fariam para reduzir salários e vantagens conquistadas pelos funcionários da Varig, que ganham mais que outros do mesmo setor? Como se livrar da parte ruim?
Essas e outras perguntas ficam sem resposta enquanto o usuário assiste a um jogo de cena político do governo Lula, no qual ninguém se entende. O fato é que a empresa aérea gaúcha, sem aporte de capital ou venda de participação, tem poucas chances de sobrevida além de dois anos, segundo 11 entre 10 analistas do setor. Mesmo se o famigerado encontro de contas entre União e empresa for realizado.
A imensa dívida da Varig só teria solução de mercado se fosse possível parcelá-la em, no mínimo, 35 anos, como avaliou o consórcio Unibanco, Trevisan e Arnold Wald. Como isso é politicamente inviável, como bem vetou o Ministério da Fazenda - trata-se de incentivo perverso para que pessoas jurídicas deixem de pagar o Fisco, o INSS, estatais -, está descartada, segundo matemática do setor, essa saída. Por outro lado, o governo federal não tem coragem de intervir na Varig ou de cassar sua concessão e, como a iniciativa privada tampouco vai pedir sua falência, o mais provável é que os brasileiros assistam à via-crúcis da empresa aérea nos próximos 24 meses, se não aparecer alternativa iluminada.
São louváveis os esforços do vice-presidente José Alencar de pedir, há alguns meses, ao Unibanco, uma proposta que possibilitasse à Varig ficar em pé ou, então, requisitar à Gol uma proposta de compra, como aconteceu semana passada. A primeira já não deu certo. A segunda também deve dar com os burros n'água. Talvez, a próxima, envolva a TAM.