Re: INFO: Cinzas vulcânicas afetam voos no Brasil (METSUL)
Enviado: Sex Jun 10, 2011 22:02
Fonte: http://www.aeroentusiasta.com.br/posts/154" onclick="window.open(this.href);return false;
*** ATUALIZAÇÃO 11/06/2011 # 01:00z
Comentários sobre este interessante assunto, após a normalização das atividades aéreas no sul do país.
O avião é um meio de transporte seguro, certo? Sim, é claro. Este nível de segurança atual foi obtido principalmente por estudos de incidentes e acidentes do passado, onde os especialistas buscam meios para evitar tragédias futuras.
Apesar dos grandes jatos parecerem robustos e invencíveis, eles estão diretamente expostos a fenômenos naturais em terra ou no ar. Esses fenômenos podem ter dimensões microscópicas, como as partículas expelidas pelos vulcões na alta atmosfera, que podem causar a queda um grande jato.
As cinzas do vulcão chileno PUYEHUE causaram enorme prejuízo para a aviação comercial sul-americana nos primeiros dias de junho. No Brasil os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram seus espaços aéreos parcialmente fechados, afetando voos em todo o país. A nuvem de cinzas se acumulou pricipalmente entre 20 e 30 mil pés, afetando diretamente os jatos comerciais, que operam ou passam por esses níveis de voo.
O material expelido pelo vulcão se dispersa de acordo com seu tamanho e massa. Os mais pesados caem próximos ao vulcão, e uma grande nuvem de cinzas se eleva a altas altitudes, onde é carregada pelos ventos por milhares de quilômetros. Essa nuvem é composta por partículas pequenas e sólidas, com características abrasivas, que podem causar problemas em diversos sistemas das modernas aeronaves.
O contato desses minúsculos fragmentos vulcânicos com as áreas expostas ao fluxo aerodinâmico no avião, como o radome (nariz), o para-brisas do cockpit, os bordos de ataque das asas e naceles dos motores, empenagem e estabilizadores, causa um "lixamento" grosseiro da área atingida. A consequência desse atrito a altas velocidades, é a deficiência na performance da aeronave e o maior consumo de combustível.
As micro partículas poderão penetrar pelas pequenas tomadas de ar dos sensores de velocidade (pitot), causando obstrução dos sensores e causar indicações errôneas de velocidades. Leituras erradas de parâmetros cruciais, é algo indesejável em um evento crítico durante o voo.
Sem dúvida os problemas mais graves ocorrerão nos motores, que inevitavelmente sugarão as cinzas pelas tomadas de ar. O primeiro impacto será nas palhetas do fan, que sofrerão o atrito dos detritos e o consequente "lixamento". Internamente essas minúsculas partículas passarão pelas palhetas dos estágios posteriores, atingindo a turbina que trabalha sob altas temperaturas. Na câmara de combustão as partículas irão obstruir os orifícios de resfriamento desta área, causando a elevação da temperatura, que poderá atingir valores insuportáveis pelos motores.
Caso ocorrer em voo o encontro inadvertido com cinzas vulcânicas, estas poderão ser reconhecidas através de algum dos seguintes fenômenos:
- Descargas elétricas nos para-brisas ('fogo-de-Santelmo')
- Brilho reluzente na entrada de ar dos motores
- Cheiro de enxofre ou algo semelhante a cheiro de "fio queimado"
- Fumaça ou poeira na cabine de comando
- Variações involuntárias no funcionamento dos motores
Sem dúvida as companhias aéreas agem com muita cautela quando há avisos de "vulcanic ash" (cinzas vulcânicas) no espaço aéreo. Grandes desvios são realizados para evitar que as aeronaves atravessem esta área, e como medida extrema, o cancelamento das operações é a medida adotada, como foi observado nos dias 09 e 10 de junho no sul do Brasil.
( Fábio Luís Fonseca # http://www.AeroEntusiasta.com.br" onclick="window.open(this.href);return false; )
*** ATUALIZAÇÃO 11/06/2011 # 01:00z
Comentários sobre este interessante assunto, após a normalização das atividades aéreas no sul do país.
O avião é um meio de transporte seguro, certo? Sim, é claro. Este nível de segurança atual foi obtido principalmente por estudos de incidentes e acidentes do passado, onde os especialistas buscam meios para evitar tragédias futuras.
Apesar dos grandes jatos parecerem robustos e invencíveis, eles estão diretamente expostos a fenômenos naturais em terra ou no ar. Esses fenômenos podem ter dimensões microscópicas, como as partículas expelidas pelos vulcões na alta atmosfera, que podem causar a queda um grande jato.
As cinzas do vulcão chileno PUYEHUE causaram enorme prejuízo para a aviação comercial sul-americana nos primeiros dias de junho. No Brasil os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram seus espaços aéreos parcialmente fechados, afetando voos em todo o país. A nuvem de cinzas se acumulou pricipalmente entre 20 e 30 mil pés, afetando diretamente os jatos comerciais, que operam ou passam por esses níveis de voo.
O material expelido pelo vulcão se dispersa de acordo com seu tamanho e massa. Os mais pesados caem próximos ao vulcão, e uma grande nuvem de cinzas se eleva a altas altitudes, onde é carregada pelos ventos por milhares de quilômetros. Essa nuvem é composta por partículas pequenas e sólidas, com características abrasivas, que podem causar problemas em diversos sistemas das modernas aeronaves.
O contato desses minúsculos fragmentos vulcânicos com as áreas expostas ao fluxo aerodinâmico no avião, como o radome (nariz), o para-brisas do cockpit, os bordos de ataque das asas e naceles dos motores, empenagem e estabilizadores, causa um "lixamento" grosseiro da área atingida. A consequência desse atrito a altas velocidades, é a deficiência na performance da aeronave e o maior consumo de combustível.
As micro partículas poderão penetrar pelas pequenas tomadas de ar dos sensores de velocidade (pitot), causando obstrução dos sensores e causar indicações errôneas de velocidades. Leituras erradas de parâmetros cruciais, é algo indesejável em um evento crítico durante o voo.
Sem dúvida os problemas mais graves ocorrerão nos motores, que inevitavelmente sugarão as cinzas pelas tomadas de ar. O primeiro impacto será nas palhetas do fan, que sofrerão o atrito dos detritos e o consequente "lixamento". Internamente essas minúsculas partículas passarão pelas palhetas dos estágios posteriores, atingindo a turbina que trabalha sob altas temperaturas. Na câmara de combustão as partículas irão obstruir os orifícios de resfriamento desta área, causando a elevação da temperatura, que poderá atingir valores insuportáveis pelos motores.
Caso ocorrer em voo o encontro inadvertido com cinzas vulcânicas, estas poderão ser reconhecidas através de algum dos seguintes fenômenos:
- Descargas elétricas nos para-brisas ('fogo-de-Santelmo')
- Brilho reluzente na entrada de ar dos motores
- Cheiro de enxofre ou algo semelhante a cheiro de "fio queimado"
- Fumaça ou poeira na cabine de comando
- Variações involuntárias no funcionamento dos motores
Sem dúvida as companhias aéreas agem com muita cautela quando há avisos de "vulcanic ash" (cinzas vulcânicas) no espaço aéreo. Grandes desvios são realizados para evitar que as aeronaves atravessem esta área, e como medida extrema, o cancelamento das operações é a medida adotada, como foi observado nos dias 09 e 10 de junho no sul do Brasil.
( Fábio Luís Fonseca # http://www.AeroEntusiasta.com.br" onclick="window.open(this.href);return false; )




