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Controle de Tráfeo Aéreo- Como funciona?

Enviado: Sáb Mar 18, 2006 21:07
por RockboyDF
Senhores;

Sempre tive essa dúvida: nunca sei em que estágio do vôo uma aeronave reporta-se à torre, ao controle da região, ou ao controle nacional. Quem autoriza uma mudança de altitude, por exemplo? Quem determina qual aproximação deverá ser executada?

Se puderem explicar usando como exemplo um vôo Rio-Belém, ou São Paulo-Fortaleza, ou outra rota qualquer para ser mais didático, seria legal!

Agradeço!

Enviado: Sáb Mar 18, 2006 22:36
por stratocaster
RockboyDF,
Num voo entre GRU-FOR, por exemplo, os pilotos deverao fazer diversos contatos com os orgaos de controle. Por exemplo:
- Trafego Guarulhos, quando a aeronave ainda esta estacionada no portao de embarque: para aprovacao do plano, alem da trajetoria de subida, da rota de voo (aerovias), o nivel inicial de cruzeiro, o codigo transponder, para controle radar, e algumas frequencias iniciais para contato.
- Solo Guarulhos, quando a aeronave estiver pronta para a partida dos motores: para autorizacao de acionamento dos motores e posicionamento da aeronave para inicio do taxi e, posteriomente, a autorizacao para movimento no solo em direcao a pista em uso.
- Torre Guarulhos: quando orientado pelo controle solo, o piloto devera chamar a torre quando a aeronave estiver pronta para a decolagem. Esse orgao de contole autoriza o ingresso na pista e obviamente a decolagem.
- Controle Sao Paulo (APP-SP): apos a subida inicial, o piloto recebe uma instrucao para chamar o orgao que controla o espaco aereo na area considerada como sendo a terminal Sao Paulo. Esse orgao ATC controla a subida da aeronave, limitando, se for o caso, conforme o fluxo de trafego, as altitudes ou niveis de voo iniciais, alem da velocidade e o curso (proa), se necessario. Ao atingir uma determinda altitude o piloto devera chamar o orgao que controla as aerovias que a aeronave ira percorrer, sempre seguindo as intrucoes do controle que ja esta em coordenacao com os orgaos adjacentes, nesse caso o APP-SP.
- Centro Brasilia (ACC): esse e o primeiro orgao de controle que a aeronave fara contato ao sair do espaco aereo sob jurisdicao do APP-SP. Nessa frequencia a aeronave sera orientada a seguir o plano de voo conforme aprovado ainda no solo. Algumas alteracoes poderam existir, como modificacao de nivel de voo, por parte do orgao ATC, em funcao de trafego aereo adicional, ou por parte dos pilotos, em funcao do desempenho da aeronave, em busca de condicoes mais propicias para um voo mais economico ou mais confortavel, como no caso de turbulencia, por exemplo.
- Centro Recife (ACC): ao atingir um determinado ponto da rota, identificado nas cartas aeronauticas, a aeronave sera orientada para contactar o centro de controle responsavel pelo espaco aereo que a aeronave ira percorrer ate as proximidades do destino.
- Controle Fortaleza (APP): apos a autorizacao do inicio de descida, ainda sob orientacao do Centro Recife, ao atingir um determinado ponto, geralmente tomando como referencia a distancia do aeroporto (que podera ser tambem de um determinado ponto na entrada da terminal) ou de uma altitude, ou uma soma dos dois, os pilotos serao intruidos a contactar o orgao responsavel pelo espaco aereo que a aeronve ira percorrer, nesse caso, o Controle Fortaleza. Nessa frequencia a aeronave sera orientada a descer para determinadas altitudes pre-estabelecidas, alem de manter o rumo para um sequenciamento na aproximacao ou iniciar um procedimento de aproximacao convencional, sem vetores radar, conforme uma carta de descida padrao.
- Torre Fortaleza: ao atingir um determinado ponto na aproximacao, normalmente na reta final para pouso, considerando um voo por instrumentos, essa frequencia devera ser utilizada para o recebimento de autorizacao de pouso, alem do vento (direcao e intensidade) no momento e eventuais alteracoes de visibilidade e condicoes da pista em uso, no caso de condicoes atmosfericas adversas, como uma chuva sobre o aeroporto.
- Solo Fortaleza: apos o pouso, ao livrar a pista de pouso, os pilotos receberao orientacao de taxi ate o estacionamento no portao de desembarque, onde os pilotos estarao dispensados, apos a parada total da aeronave, de permanecer em contato bilateral com os orgaos ATC.
Espero que eu tenha ajudado e lamento alguns problemas de acentuacao e eventual grafia, que foram ocasionados pelo computador "desprogramado" que estou utilizando.
Sds

Enviado: Sáb Mar 18, 2006 23:58
por PR-WJI
stratocaster,

Impecáveis informações!!! Adorei a resposta!!!! :D
RockboyDF, valeu pela pergunta!! Duvida de um é duvida de muitos! 8)

P.S.: Imagina então o vôo sem escala da VarigLog de POA a MAO! O piloto chega roco de tanto falar com os órgãos de controle!! :twisted:

Enviado: Dom Mar 19, 2006 01:12
por Afonso
P.S.: Imagina então o vôo sem escala da VarigLog de POA a MAO! O piloto chega roco de tanto falar com os órgãos de controle!! :twisted


Quando o vôo é longo existe um revezamento entre a tripulação

Mas que é muito legal fazer a fonia oooo se é. :wink:

Enviado: Dom Mar 19, 2006 02:44
por RockboyDF
Stratocaster, sem palavras para agradecer a paciência e a explicação.

Zé, valeu!

Agora descobri quem permitiu que um vôo que eu tava entre GIG e FLN mudasse de altitude já em nível de cruzeiro devido à Clear Air Turbulence. Foi o Centro Brasília! Eu espero, ahahah

Enviado: Dom Mar 19, 2006 03:30
por Afonso
Depende :?

Estou quase apostando que foi o Centro Curitiba. :roll:
Na frequencia de 123.7.

Enviado: Dom Mar 19, 2006 21:44
por RockboyDF
Hum...Tínhamos mais ou menos uns 50 minutos de vôo, de 1h e 45 min previstos. Estávamos sobre o lagão, huahaua (o Atlântico)