Página 1 de 2
DAC pára avião lotado para embarcar general
Enviado: Seg Mar 06, 2006 09:45
por Frg_DF
DAC pára avião lotado para embarcar general
fonte : site terra
O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) confirmou, ontem, que o comandante do Exército, general Francisco de Albuquerque, contou com interferência do Departamento de Aviação Civil (DAC) para embarcar em vôo da TAM, no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), na última quarta-feira. Na ocasião, a aeronave, lotada, já iniciava procedimento de decolagem na pista.
No episódio, revelado pelo jornalista Elio Gaspari no domingo, o general chegou ao aeroporto 15 minutos antes do horário previsto para o embarque e, informado pela companhia área de que o vôo estava fechado devido a overbooking (número de passagens vendidas foi superior à capacidade do avião), recorreu à Seção de Aviação Civil (SAC), coordenada pelo DAC.
Em seguida, houve a determinação para a aeronave parar a abrir as portas. A TAM, então, solicitou que dois passageiros se apresentassem para darem lugar ao general e sua mulher no vôo. Um casal cedeu seus assentos voluntariamente, segundo a empresa. Outras 14 pessoas na mesma situação do comandante não puderam embarcar naquele vôo.
O comandante Albuquerque não quis se pronunciar sobre o suposto favorecimento no episódio por conta do seu cargo, enquanto a TAM não soube informar se houve compensação para o casal que cedeu seus lugares
Enviado: Seg Mar 06, 2006 10:20
por Observador
Credo, que situação.
Enviado: Seg Mar 06, 2006 11:18
por B767
Situacao simples. Nao ha necessidade de se fazer muitas perguntas. Obvio o que se passou.
Enviado: Seg Mar 06, 2006 11:41
por Manlio
Ridículo!

Enviado: Seg Mar 06, 2006 12:25
por Vladimir
Absurdo!
E eu que pensei que isso era passado, pois coisas assim aconteciam em larga escala nos tempos do regime militar....
Enviado: Seg Mar 06, 2006 13:48
por RockboyDF
Eu não tô acreditando no que eu tô lendo! VERGONHA!!!!!!!
Ia dizer o mesmo que o Vladimir; pra mim isso já era passado, mas não nos emendamos; mesmos vícios, mesmo país maltratado e vida que segue...
Enviado: Seg Mar 06, 2006 19:07
por Marco SBCT
Ora o Comandante do Exército tem direito a jatinho da FAB ...
Enviado: Seg Mar 06, 2006 20:15
por Anonymous
Nem que eu fosse Marechal (patente já extinta...) com 50 estrelas teria coragem de encarar os demais passageiros...
E acabou de dar no Jornal Nacional...
O casal foi recompensado financeiramente (o JN não informou por quem), pernoitaram em Brasilia e seguiram viagem no dia seguinte...
Irineu
sorry... pernoitaram em Campinas...
Enviado: Ter Mar 07, 2006 01:27
por Maurício
727-200 escreveu:O casal foi recompensado financeiramente (o JN não informou por quem), pernoitaram em Brasilia e seguiram viagem no dia seguinte...
Irineu
Nos bastidores da Tam em Campinas comenta-se que o casal que deixou o aparelho para dar lugar ao casal Albuquerque recebeu alguns benefícios, possivelmente uma viagem de graça de BSB a FLN. O casal ficou seis horas no aeroporto de VCP e embarcou em outro vôo, da Gol às 18h20, com as despesas pagas pela Tam.
Fonte: Blog do Noblat / Globo Online
Maurício.
Mais detalhes
Enviado: Qua Mar 08, 2006 02:22
por Maurício
Comandante do Exército ganhou vaias no avião
De acordo com o relato de um passageiro, o avião estava lotado e se preparando para decolar quando, subitamente, retornou à pista. Todos pensaram em falha mecânica. Foi quando o comandante (piloto) avisou que a torre tinha contactado e embarcaria um ministro.
Uma aeromoça perguntou, pelo microfone, se dois passageiros gostariam de ceder os lugares em troca de hospedagem e garantia de embarque no vôo subseqüente. Passaram-se alguns minutos até que um casal levantou-se. Mais demora. Até que 30 minutos depois, os passageiros viram entrar na pista uma van que levava o suposto ministro.
Um senhor foi à cabine e disse que todo mundo ali tinha horário e não era porque um ministro ia à BSB que todos eram obrigados a esperar.
O general entrou no avião e foi à cabine. A mulher passou em direção à poltrona. No trajeto, viu-se em meio à algazarra. Depois foi a vez do marido. Uma chuva de aplausos sarcásticos e vaias tremendas.
Depois da sessão de vaias tentou pedir desculpas, dar explicações e culpar a TAM. Não adiantou. Quanto mais falava, mais provocava a ira dos passageiros. Foi cortado, por mais gritos de "vamos embora", "já chega". O general rendeu-se. Ficou quieto. O avião, finalmente, levantou vôo à BSB.
Agora, o militar precisará explicar-se à Comissão de Ética da Presidência. E deputados da Comissão de Defesa do Consumidor também vão pedir satisfação sobre a decisão do DAC de adiar a decolagem.
Fonte: JB (em resumo)
////////////////////////////////////////////
Quanta repercussão negativa desse caso no país. E pelo relato acima pode-se mensurar o quanto o povo está revoltado e indignado com os atuais ocupantes do poder (pois achavam que o general fosse um suposto ministro). Com os políticos, em geral, pois a maioria dos ministros o são. Porém, o que consola a todos é que outubro vem aí... E basta!
Maurício.
Enviado: Qua Mar 08, 2006 10:40
por BlueConcorde
O Globo, 8/Mar/2006:
Passageiros vaiaram comandante do Exército
Luiza Damé
BRASÍLIA. O comandante do Exército, general Francisco de Albuquerque, foi recebido com vaias pelos demais passageiros ao embarcar em Campinas no vôo JJ-3874 da TAM na Quarta-feira de Cinzas. O general tentou se explicar, fazendo um discurso em pé no corredor da aeronave. Depois de ter recorrido ao Departamento de Aviação Civil (DAC) para garantir duas vagas no avião que já estava taxiando para decolar, ele tentou responsabilizar a companhia aérea pela confusão.
Enfrentando comentários jocosos dos passageiros, o general alegou que tinha um compromisso importante em Brasília. Depois de se explicar, despediu-se dos passageiros com um “até uma próxima vez”. Do fundo do avião, ouviu protestos:
— Eu também tenho compromisso em Brasília — gritou um passageiro indignado com a espera de 40 minutos no Aeroporto de Viracopos.
Casal que cedeu lugar ganhou passagens para Paris
O vôo da TAM saiu de Florianópolis na Quarta-feira de Cinzas às 15h30m, no horário previsto, e fez escala em Campinas. O engenheiro brasiliense Paulo Pimenta da Costa, de 43 anos, que estava no vôo, conta que depois que alguns passageiros desceram e outros subiram, o avião ainda ficou algum tempo com as portas abertas. A comissária de bordo anunciou o overbooking (quando o número de passagens vendidas é superior a capacidade da aeronave) e pediu voluntários para ceder o lugar a pessoas que queriam embarcar. Como não houve voluntários, as portas foram fechadas e o avião começou a taxiar. No meio do caminho, parou:
— Ficamos preocupados, imaginando que poderia ser um problema técnico — disse.
A irritação começou quando o comandante do vôo anunciou que o avião, que já estava em procedimento de decolagem, voltaria para que “uma autoridade, um ministro embarcasse”. Os passageiros começaram a gritar que era um absurdo e que, se fosse para esperar qualquer um deles, a aeronave não voltaria. A comissária-chefe começou a negociar com os passageiros para que dessem lugar ao general e sua mulher, Maria Antonina de Albuquerque.
Depois de quase 20 minutos, um casal concordou em ceder lugar. Em compensação pela gentileza, segundo passageiros que estavam próximos aos dois, eles receberiam da TAM passagens de ida e volta para Paris. Os passageiros ainda esperaram mais 20 minutos pelo casal Albuquerque.
— Estava quente dentro do avião, estávamos irritados e ninguém entrava. O comandante pediu desculpas e disse que estávamos esperando o ministro — contou Costa.
Maria Antonina foi a primeira a enfrentar as vaias e gritos. Ficou desconsertada e imediatamente se sentou. A recepção ao general foi semelhante.
Enviado: Qua Mar 08, 2006 10:41
por BlueConcorde
O Globo, 8/Mar/2006:
‘O comandante do Exército agiu como qualquer cidadão ao sentir-se prejudicado’
O Exército divulgou ontem nota defendendo a conduta do general Francisco de Albuquerque. Segundo o texto, Albuquerque não se valeu do cargo para conseguir vaga no avião, que estava lotado, e não tinha conhecimento de que a aeronave estava em procedimento de decolagem. A nota também diz que Albuquerque não sabia que a empresa ofereceu recompensa para o casal que deixou o vôo.
Juntamente com a nota do Exército foram distribuídas notas do DAC e da TAM (esta de anteontem). O DAC diz que estava negociando o embarque de Albuquerque quando o avião deixou a estação de passageiros em direção à pista de decolagem. Nesse momento, segundo o DAC, o fiscal do órgão determinou a interrupção do procedimento.
A seguir, a íntegra da nota do Exército:
A respeito dos fatos relacionados ao vôo JJ 3874, de 1 de março de 2006, da empresa TAM, envolvendo o comandante do Exército, o Centro de Comunicação Social do Exército informa o que se segue:1. O comandante do Exército cumpriu os prazos previstos pela companhia aérea, e, inclusive, confirmou a viagem com 12 dias de antecedência.2. Está comprovado que havia passageiros em excesso.3. Ao ter sua bagagem, que já estava etiquetada, devolvida, e ser informado da falta de vagas na aeronave, o comandante do Exército agiu como qualquer cidadão ao sentir-se prejudicado após cumprir todas as exigências legais:— dirigiu-se a funcionário da TAM e expôs a necessidade de viajar para Brasília em virtude de compromissos inadiáveis;— foi orientado a procurar o balcão da Gol e embarcar no vôo dessa empresa para Brasília;— cumpriu a orientação e foi informado de que o vôo também estava lotado;— voltou ao funcionário da TAM e tomou ciência de que não havia solução para o problema; e— decidiu, então, recorrer ao órgão local do Departamento de Aviação Civil (DAC), solicitando providências.4. O comandante do Exército, em nenhum momento, valeu-se de prerrogativas do cargo e desconhecia a situação da aeronave que, a essa altura, iniciara seu processo de afastamento do terminal. Ignorava, também, que a empresa tomaria a iniciativa de oferecer recompensa a dois passageiros para que abdicassem da viagem.5. As notas de esclarecimento da TAM e do DAC e complementam as informações acima.Centro de Comunicação Social do Exército.
Enviado: Qua Mar 08, 2006 10:41
por BlueConcorde
O Globo, 8/Mar/2006:
Exército é notificado mas Albuquerque está no Chile
BRASÍLIA. A Comissão de Ética Pública encaminhou ontem o pedido de informações ao general Francisco de Albuquerque, que parou um vôo da TAM em procedimento de decolagem para embarcar em Campinas, na Quarta-feira de Cinzas. O Exército confirmou que o pedido de informações chegou ao Comando, mas o general estará até sexta-feira em Santiago, no Chile, na reunião de comandantes do Exército do Cone Sul.
O general tem cinco dias úteis para apresentar sua defesa na Comissão, que deverá analisar seu caso no dia 20. O órgão, criado no governo Fernando Henrique, julga a conduta da alta administração federal e, em caso de descumprimento do código de ética, recomenda a punição ao presidente da República. As punições vão de advertência a demissão.
Recentemente, a Comissão apreciou o comportamento do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que viajou em julho de 2003 no avião do empresário Roberto Colnaghi. As explicações de Palocci, que responsabilizou o PT pela viagem, foram consideradas satisfatórias.
Os ex-ministros Romero Jucá e Eunício Oliveira (Previdência e Comunicações) já se explicaram à Comissão, assim como o ministro Gilberto Gil (Cultura) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Enviado: Qua Mar 08, 2006 10:49
por BlueConcorde
Não enxerga só quem não quer ver. Tá na cara que o general foi lá no DAC e usou sua posição de militar para benefício pessoal. E com certeza cabeças iam rolar caso ele não fosse atendido.
Pra quem derrubou um ministro, demitir ou punir alguém deve ser moleza:
http://oglobo.globo.com/jornal/pais/192187570.asp
Tô impressionado é d'O Globo estar tratando disso todo dia desde que saiu a nota numa coluna deles. Tinha mais é que ficar no chão mesmo, deveria assistir alguns episódios de "Linha Aérea" no A&E pra saber como é que a banda toca.
Enviado: Qua Mar 08, 2006 11:50
por RockboyDF
A melhor de todas é dizer que tem compromisso. Isso significa que as outras cento e tantas pessoas dentro do avião estavam viajando a lazer e que todo e qualquer compromisso deles seria desimportante.
Ao menos uma evolução: há alguns anos, se uma "autoridade" fizesse isso, provavelmente as pessoas baixariam a cabeça e permaneceriam mudas, engolindo a seco o desrespeito. Mas não, as vaias devem ter sido tão contrangedoras, que se ele não desistir de repetir algo assim por conta própria, será convencido pela mulher.

Enviado: Qua Mar 08, 2006 12:00
por Afonso
Alem de tudo isso, tive o desprazer de ver e ouvir o vice presidente /(ministro da defesa)falar a imprensa que o general não fez nada de errado.
Morro e não vejo tudo viuu

Se houver guerra, estamos f....
Enviado: Qua Mar 08, 2006 13:44
por Constellation
Caros amigos,
A conduta desse General, e do Exército Brasileiro, me deixa dúvidas a respeito de nossa sobrevivência em caso de guerra.
O General Francisco de Albuquerque, estratégicamente falando, é um ZERO: Não soube ler que devia chegar uma hora antes no Aeroporto. Ignorava que o avião já estava em procedimento de decolagem, segundo o próprio exército. A maioria dos zé-manés que viajam, ainda que ocasionalmente, de avião sabe quais são os prazos e horários, e como evitar overbooking; basta chegar cedo!
É um analfabeto desses que vai nos defender em caso de guerra? Deus nos livre disso. Se eu fosse o Ministro da Defesa, mandava o cara tirar a farda e botar o pijama, para sempre...
Um abraço.
Enviado: Qua Mar 08, 2006 16:06
por BlueConcorde
Constellation escreveu:É um analfabeto desses que vai nos defender em caso de guerra? Deus nos livre disso. Se eu fosse o Ministro da Defesa, mandava o cara tirar a farda e botar o pijama, para sempre...
O Viegas até tentou, mas foi esse general quem derrubou ele do ministério.
hehehe
Enviado: Qua Mar 08, 2006 18:48
por RockboyDF
Enviado: Qua Mar 08, 2006 20:36
por BrazPilot
Reunião importante? Por que não havia um jatinho da FAB esperando por ele? Que vergonha. Pior ainda foi o CMTE da TAM aceitar isso e voltar para buscar o tal "autoridade".