Suspensão de venda da VarigLog sem efeitos na TAP
Enviado: Sex Fev 03, 2006 11:42
Suspensão de venda da VarigLog sem efeitos na TAP
03.02.2006 - 13h58 Lusa

A TAP apresentou um plano para a reestruturação da congénere brasileira Varig, em processo de falência, em Setembro
A suspensão, pelo tribunal do Rio de Janeiro, da venda da subsidiária da Varig para as cargas, a VarigLog, ao fundo norte-americano Matlin Patterson "não teve qualquer efeito para a TAP", garantiu hoje o administrador-delegado da transportadora portuguesa.
Em declarações à Lusa, à margem da cerimónia de baptismo de um avião com o nome do compositor português Luís de Freitas Branco, Fernando Pinto afirmou que a "operação já foi feita" e que o "dinheiro devido já foi recebido".
No âmbito do acordo estabelecido com a Varig, a cedência da VarigLog rendeu à TAP os 38 milhões de dólares pagos pela companhia, acrescidos de um prémio de 7,5 milhões de dólares.
A suspensão decidida pelo tribunal "não foi uma acção contra a TAP, o nome da TAP nem sequer foi citado", afirmou o administrador-delegado.
A VarigLog foi vendida à Volo Brasil, representante do fundo de investimento Matlin Patterson, a 12 de Janeiro, pela Aero-LB, que tem como sócios a TAP e o magnata dos casinos Stanley Ho, que adquiriu o controlo temporário da subsidiária em Novembro de 2005.
Na segunda-feira, o tribunal do Rio de Janeiro suspendeu temporariamente a venda da VarigLog à Volo Brasil, na sequência de um pedido da brasileira Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure.
O tribunal determinou que o Departamento de Aviação Civil (DAC), o regulador brasileiro do sector, não aprove a transferência do controlo da subsidiária da Varig para o fundo americano.
A TAP apresentou um plano para a reestruturação da congénere brasileira Varig, em processo de falência, em Setembro e face à necessidade de injectar recursos na companhia brasileira, adquiriu as subsidiárias de manutenção (VEM) e de logística (VarigLog) por 62 milhões de dólares.
Para esta operação, a TAP formou, juntamente com capitais macaenses (Geocapital e Stanley Ho, entre outros) uma empresa designada Reaching Force, que, por sua vez, constituiu no Brasil uma nova empresa, a Aero LB, em parceria com dois sócios brasileiros.
O valor total - 38 milhões de dólares referentes à VarigLog e 24 milhões pela VEM - foi ainda financiado em 41 milhões de dólares pelo Banco Nacional para o Desenvolvimento.
Foi a Aero LB que adquiriu a VarigLog e a VEM, mas dando à Varig um período de 30 dias para exercer a recompra de qualquer uma das duas subsidiárias, caso obtivesse uma proposta melhor.
Nesse caso, a TAP receberia o valor pago pela empresa acrescido de um prémio de 7,5 milhões de dólares.
Foi o que veio a acontecer no caso da VarigLog, que recebeu uma melhor proposta por parte dos norte-americanos da Matlin Patterson, mas a VEM manteve-se no universo da TAP.
03.02.2006 - 13h58 Lusa
A TAP apresentou um plano para a reestruturação da congénere brasileira Varig, em processo de falência, em Setembro
A suspensão, pelo tribunal do Rio de Janeiro, da venda da subsidiária da Varig para as cargas, a VarigLog, ao fundo norte-americano Matlin Patterson "não teve qualquer efeito para a TAP", garantiu hoje o administrador-delegado da transportadora portuguesa.
Em declarações à Lusa, à margem da cerimónia de baptismo de um avião com o nome do compositor português Luís de Freitas Branco, Fernando Pinto afirmou que a "operação já foi feita" e que o "dinheiro devido já foi recebido".
No âmbito do acordo estabelecido com a Varig, a cedência da VarigLog rendeu à TAP os 38 milhões de dólares pagos pela companhia, acrescidos de um prémio de 7,5 milhões de dólares.
A suspensão decidida pelo tribunal "não foi uma acção contra a TAP, o nome da TAP nem sequer foi citado", afirmou o administrador-delegado.
A VarigLog foi vendida à Volo Brasil, representante do fundo de investimento Matlin Patterson, a 12 de Janeiro, pela Aero-LB, que tem como sócios a TAP e o magnata dos casinos Stanley Ho, que adquiriu o controlo temporário da subsidiária em Novembro de 2005.
Na segunda-feira, o tribunal do Rio de Janeiro suspendeu temporariamente a venda da VarigLog à Volo Brasil, na sequência de um pedido da brasileira Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure.
O tribunal determinou que o Departamento de Aviação Civil (DAC), o regulador brasileiro do sector, não aprove a transferência do controlo da subsidiária da Varig para o fundo americano.
A TAP apresentou um plano para a reestruturação da congénere brasileira Varig, em processo de falência, em Setembro e face à necessidade de injectar recursos na companhia brasileira, adquiriu as subsidiárias de manutenção (VEM) e de logística (VarigLog) por 62 milhões de dólares.
Para esta operação, a TAP formou, juntamente com capitais macaenses (Geocapital e Stanley Ho, entre outros) uma empresa designada Reaching Force, que, por sua vez, constituiu no Brasil uma nova empresa, a Aero LB, em parceria com dois sócios brasileiros.
O valor total - 38 milhões de dólares referentes à VarigLog e 24 milhões pela VEM - foi ainda financiado em 41 milhões de dólares pelo Banco Nacional para o Desenvolvimento.
Foi a Aero LB que adquiriu a VarigLog e a VEM, mas dando à Varig um período de 30 dias para exercer a recompra de qualquer uma das duas subsidiárias, caso obtivesse uma proposta melhor.
Nesse caso, a TAP receberia o valor pago pela empresa acrescido de um prémio de 7,5 milhões de dólares.
Foi o que veio a acontecer no caso da VarigLog, que recebeu uma melhor proposta por parte dos norte-americanos da Matlin Patterson, mas a VEM manteve-se no universo da TAP.