Daesp não pode transferir vôos para novo aeroporto, diz DAC
Enviado: Qui Fev 02, 2006 12:56
Daesp não pode transferir vôos para novo aeroporto, diz DAC
Marcelo de Souza - JCNET
As pretensões do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), de transferir os vôos comerciais para o novo aeroporto, na divisa de Bauru com Arealva, esbarram na falta de competência do órgão para tal. Segundo o Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão federal que controla os aeroportos do país, esse tipo de mudança só pode ser feita caso haja consenso entre o Daesp e as empresas aéreas que operam na cidade. “O Daesp não pode simplesmente mudar os vôos de um aeroporto para outro”, informa a assessoria de imprensa do DAC.
Outro ponto em que o órgão federal questiona o Daesp é com relação a entregar a administração do aeroporto à prefeitura, conforme noticiou o JC na edição de anteontem. O DAC explicou que nenhum dos órgãos de aviação, federal ou estadual, tem competência para ceder a administração de aeroportos.
De acordo com o DAC, para transferir a administração de um aeroporto é necessário que o órgão, prefeitura, Estado ou governo federal, manifeste interesse em administrar. “Não se pode simplesmente transferir a administração”, diz o DAC.
Inconveniente
A possibilidade, ainda que remota, de se transferir os vôos comerciais para o novo aeroporto, na divisa com Arealva, já deixa alguns usuários preocupados. O presidente do Sindicato Rural de Bauru (SRB) e vice presidente da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Maurício Lima Verde Guimarães, questiona que se precisar ir até Arealva para pegar um vôo para São Paulo é melhor ir de carro. “O tempo que eu vou perder não compensa, fica mais fácil viajar de carro”, disse.
Lima Verde ressalta que os problemas habituais de atrasos nos vôos, congestionamentos aéreos em São Paulo, somados à “viagem” até o aeroporto em Arealva, não justificam o gasto com passagens aéreas. “É uma das mais caras do país, não compensa todo esse esforço”, salientou.
A diretoria da Pantanal Linhas Aéreas foi procurada, mas até o fechamento desta edição não havia se manifestado.
Marcelo de Souza - JCNET
As pretensões do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), de transferir os vôos comerciais para o novo aeroporto, na divisa de Bauru com Arealva, esbarram na falta de competência do órgão para tal. Segundo o Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão federal que controla os aeroportos do país, esse tipo de mudança só pode ser feita caso haja consenso entre o Daesp e as empresas aéreas que operam na cidade. “O Daesp não pode simplesmente mudar os vôos de um aeroporto para outro”, informa a assessoria de imprensa do DAC.
Outro ponto em que o órgão federal questiona o Daesp é com relação a entregar a administração do aeroporto à prefeitura, conforme noticiou o JC na edição de anteontem. O DAC explicou que nenhum dos órgãos de aviação, federal ou estadual, tem competência para ceder a administração de aeroportos.
De acordo com o DAC, para transferir a administração de um aeroporto é necessário que o órgão, prefeitura, Estado ou governo federal, manifeste interesse em administrar. “Não se pode simplesmente transferir a administração”, diz o DAC.
Inconveniente
A possibilidade, ainda que remota, de se transferir os vôos comerciais para o novo aeroporto, na divisa com Arealva, já deixa alguns usuários preocupados. O presidente do Sindicato Rural de Bauru (SRB) e vice presidente da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Maurício Lima Verde Guimarães, questiona que se precisar ir até Arealva para pegar um vôo para São Paulo é melhor ir de carro. “O tempo que eu vou perder não compensa, fica mais fácil viajar de carro”, disse.
Lima Verde ressalta que os problemas habituais de atrasos nos vôos, congestionamentos aéreos em São Paulo, somados à “viagem” até o aeroporto em Arealva, não justificam o gasto com passagens aéreas. “É uma das mais caras do país, não compensa todo esse esforço”, salientou.
A diretoria da Pantanal Linhas Aéreas foi procurada, mas até o fechamento desta edição não havia se manifestado.