Líbios poderão construir aeroporto

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Marcelo Areias
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Líbios poderão construir aeroporto

Mensagem por Marcelo Areias »

Líbios poderão construir aeroporto
Diário de Natal

Eduardo Maia/DN

O senador Fernando Bezerra diz que já há um grupo interessado na PPP
Uma parceria entre um estatal líbia e uma construtora pode ser a fonte de recursos privados na Parceira Público-Privada (PPP) que vai viabilizar o aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Embora a licitação que vai escolher a empresa investidora do projeto esteja prevista para junho, o senador Fernando Bezerra (PTB), afirma que já existe interesse dos líbios.

O anúncio da construção do aeroporto via PPP foi anunciado esta semana. Porém, segundo o senador Fernando Bezerra (PTB), já existem investidores interessados. Ele disse que a embaixada da Líbia, país do Norte da África, o procurou neste intuito. ‘‘Uma estatal líbia é parceira a construtora Odebretch em um grande projeto de construção na Bahia e eles admitem ampliar esta parceria’’, contou Bezerra, referindo-se à participação daquela nação no aeroporto potiguar. Outro incentivo à obra do aeroporto é aguardado pelo senador. Sua emenda no orçamento da União de 2006, que destinará cerca de R$ 10 milhões para os acessos rodoviários ao empreendimento, será votada até o final de março. ‘‘Estou confiante que será aprovada, mas é preciso que o governo do estado faça urgentemente o projeto’’, disse Bezerra.

Contudo, para o presidente do Sindicato da Fiação e Indústrias Têxteis do RN (Sintêxtil), João Lima, além de achar um investidor interessado, outro desafio será firmar regras claras. ‘‘Acho difícil achar um sócio privado, mas a grande demora será para definir as regras, porque é um investimento alto e de longo prazo, o que requer que as regras estejam perfeitamente claras’’. Lima destaca ainda que há também necessidade de garantias ao futuro investidor. ‘‘Quem for investir, precisa ter certeza que o negócio não será ‘tomado’ dele’’.

Lideranças políticas e empresariais vêem na PPP a melhor saída para a construção do aeroporto. ‘‘Se o estado não se mete é melhor, porque onde o estado se mete, atrapalha’’, avalia o agroindustrial Bira Rocha. Para Bira, ‘‘o estado só deve intervir onde a iniciativa privada não consegue entrar. Em São Paulo, as estradas privatizadas funcionam e têm segurança. A eficiência e a produtividade que isso garante cobre os custos de pedágio. Será assim também com o aeroporto’’, comenta Rocha.

Mas o deputado federal Ney Lopes (PFL) acredita que a PPP não é suficiente para garantir reais benefícios ao RN. Ele voltou a ressaltar a importância da criação de uma área de livre comércio, para assegurar o uso ‘‘criativo’’ da privilegiada posição geográfica do estado. ‘‘Aeroporto com galpão todo mundo tem. Se fizermos a área de livre comércio, o RN vai ficar igual a Petrolina e Belo Horizonte, com aeroporto limitado’’, alerta o deputado. ‘‘A questão não é ser contra ou não a PPP, mas sim definir o uso desse aeroporto no futuro’’.

Se tudo correr como espera o espera o presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Flávio Azevedo, as preocupações de Lopes serão extintas. Azevedo disse que se o projeto continuasse com a Infraero, seria mais limitado e entregue apenas em 2012, devido ao grande volume de recursos necessário (cerca de US$ 500 milhões, ou R$ 1,1 bilhão). Porém, a PPP, além de reduzir este prazo para 2009, permite que o aeroporto abrigue também transporte de passageiros e uma área de comércio internacional. ‘‘A forma de fazer isso, só os estudos dirão’’, explica Azevedo.
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Marcelo Areias
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