Tarifas aéreas para o Peru devem baratear em mais de 50%
TATIANA CAMPOS
A ponte sobre o Rio Acre que liga o Brasil ao Peru vai favorecer não apenas o turismo terrestre e os negócios, mas também o tráfego aéreo na região, barateando os custos em mais de 50% para o acreano que desejar conhecer a região andina. O presidente peruano, Alejandro Toledo, garantiu que até o final de seu mandato pelo menos duas linhas aéreas estarão à disposição. O governo acreano e as companhias que operam na região já se movimentam para abrir novas rotas. A Varig, Viação Aérea Rio Grandense, está estudando possíveis ligações.
Segundo o gerente da Varig no Acre, Pedro Fernandes, a companhia vai abrir rotas que ligam Rio Branco à cidades andinas, como Lima, Peru, Cuzco e Porto Maldonado, mas não há previsão de quando os acreanos poderão embarcar num avião na Capital e saltar no país vizinho.
A ponte, um marco da integração entre Brasil e Peru e América Latina, deve trazer algumas vantagens para o tráfego aéreo na região. "Com a ponte o fluxo de turistas e empresários entre os dois países vai aumentar muito e em conseqüência vem a demanda pelo transporte aéreo, novas linhas de operação. Para os acreanos a maior vantagem será o custo da tarifa, que deve diminuir em mais de 50%, já que hoje é necessário ir a São Paulo para embarcar com destino a qualquer cidade andina", explicou.
Hoje, para embarcar com destino a Lima o acreano gastaria em torno de US$ 1,4 mil dólares e para Cuzco, US$ 1,5 mil dólares. Para ir de Rio Branco a Londres, na Europa, seria preciso tirar do bolso apenas US$ 970, na época da alta estação.
O gerente da Varig lembrou que o Acre precisa se preparar para o novo cenário que passa a desenhar no Estado a partir de agora: o do imenso fluxo de turista que têm oportunidades bem maiores de conhecer as terras acreanas. "O setor hoteleiro e todo o trade turístico devem buscar aprender a lidar com esse novo panorama agora em especial, no que diz respeito ao atendimento. Já está comprovado que o que espanta turista não é a violência ou outro fator, é o mau atendimento por parte dos funcionários desta rede. Precisamos investir agora para nos potencializarmos para o que vem pela frente", comentou.
Fonte: www.agazeta-acre.com.br (24/01/06)
Colaboração:
SILVA/RBR
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