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Funcionários da TAP temem deslocamento de mão-de-obra para o

Enviado: Ter Jan 24, 2006 12:11
por Marcelo Areias
Funcionários da TAP temem deslocamento de mão-de-obra para o Brasil
da Folha Online

Os trabalhadores da estatal aérea portuguesa TAP temem o deslocamento do quadro de pessoal da companhia para o Brasil, onde a empresa acaba de comprar a VEM (Varig Engenharia e Manutenção) por US$ 24 milhões. O porta-voz da comissão de trabalhadores da TAP, Vítor Baeta, disse que o custo da mão-de-obra brasileira é mais barata que a portuguesa.

Em audiência na comissão parlamentar de Obras Públicas, Baeta afirmou que a operação de compra da VEM pode resultar na "realocação" da mão-de-obra para o Brasil, onde os custos trabalhistas são menores que em Portugal.

Segundo ele, o temor dos trabalhadores portugueses é justificado pelos resultados prejudiciais de outras transações feitas pela TAP.

Ao confirmar a compra da VEM, os executivos da TAP disseram que o negócio seria altamente lucrativo para a empresa, pois a ex-subsidiária da Varig é o maior centro de aeronaves da América Latina.

A VEM possui centros de manutenção no Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo. Esses três centros formam um complexo com mais de 400 mil metros quadrados capazes de acolher 18 aeronaves simultaneamente em nove hangares e 20 oficinas especializadas, bem como laboratórios de calibragem.

A TAP informou ainda que a VEM está presente em 36 aeroportos no Brasil e 19 no exterior, nos quais assegura a denominada "manutenção de linha", possuindo ainda um centro de formação que também presta serviços para empresas clientes.

Pelos cálculos do presidente do conselho de administração da VEM, Jorge Sobral, a operação permitirá à TAP um crescimento no faturamento da área de manutenção de 7% ao ano. A previsão está baseada num cenário de continuidade das atividades da Varig, que está em recuperação judicial, e que garante 80% dos contratos da VEM.

Mesmo num cenário "pessimista" --sem a Varig--, Sobral disse que tinha confiança no sucesso da operação. "Acreditamos que será possível preencher a capacidade da VEM exclusivamente com manutenção para terceiros num prazo de três anos."

Com agências internacionais