Após EUA, Embraer pode também suspender fábrica na China
Enviado: Qua Jan 18, 2006 12:18
18/01/2006 - 10h08
Após EUA, Embraer pode também suspender fábrica na China
da Folha Online
Depois de ser obrigada a suspender a construção de uma fábrica nos Estados Unidos devido à perda de um contrato bilionário, a fabricante brasileira de aviões Embraer pode paralisar também sua unidade na China.
Segundo reportagem publicada hoje pelo jornal estatal "China Daily", a joint-venture formada pela Embraer e a estatal China Aviation Industry Corp. 2 admite que não tem conseguido encontrar compradores para o avião ERJ-145, fabricado no país asiático e com capacidade para cerca de 50 passageiros.
Desde que iniciou suas operações na China, em 2003, a empresa só concretizou a venda de 11 aeronaves, sendo seis para a China Southern Airlines e cinco para a China Eastern Airlines.
Segundo o vice-gerente-geral da unidade chinesa, Jiang Da, a China Eastern chegou a anunciar em 2004 a encomenda de 10 aviões, mas atualmente reduziu-a para cinco.
O governo chinês, com interesse em constituir uma indústria nacional de aviação, negociou a criação da joint-venture com a Embraer. As frotas das principais companhias aéreas chinesas, no entanto, continuam majoritariamente compostas por aviões da americana Boeing e da européia Airbus.
A Boeing prevê que, com o forte crescimento econômico, a China encomende cerca de 2.600 aviões nos próximos 20 anos. Muitas dessas aeronaves devem ser regionais, como o ERJ-145, e serão utilizadas em rotas menos populares.
Na semana passada, a Embraer anunciou que suspendeu a construção de uma fábrica na Flórida após perder um contrato que poderia chegar a US$ 8 bilhões para a construção de uma aeronave de defesa para o Exército dos Estados Unidos.
A fábrica, que chegou a ter sua pedra fundamental lançada em 2004, nunca saiu do papel porque o Exército mostrava dúvidas sobre a viabilidade do projeto apresentado pelo consórcio formado pela fabricante de armamentos americana Lockheed Martin e pela Embraer.
Com agências internacionais
Após EUA, Embraer pode também suspender fábrica na China
da Folha Online
Depois de ser obrigada a suspender a construção de uma fábrica nos Estados Unidos devido à perda de um contrato bilionário, a fabricante brasileira de aviões Embraer pode paralisar também sua unidade na China.
Segundo reportagem publicada hoje pelo jornal estatal "China Daily", a joint-venture formada pela Embraer e a estatal China Aviation Industry Corp. 2 admite que não tem conseguido encontrar compradores para o avião ERJ-145, fabricado no país asiático e com capacidade para cerca de 50 passageiros.
Desde que iniciou suas operações na China, em 2003, a empresa só concretizou a venda de 11 aeronaves, sendo seis para a China Southern Airlines e cinco para a China Eastern Airlines.
Segundo o vice-gerente-geral da unidade chinesa, Jiang Da, a China Eastern chegou a anunciar em 2004 a encomenda de 10 aviões, mas atualmente reduziu-a para cinco.
O governo chinês, com interesse em constituir uma indústria nacional de aviação, negociou a criação da joint-venture com a Embraer. As frotas das principais companhias aéreas chinesas, no entanto, continuam majoritariamente compostas por aviões da americana Boeing e da européia Airbus.
A Boeing prevê que, com o forte crescimento econômico, a China encomende cerca de 2.600 aviões nos próximos 20 anos. Muitas dessas aeronaves devem ser regionais, como o ERJ-145, e serão utilizadas em rotas menos populares.
Na semana passada, a Embraer anunciou que suspendeu a construção de uma fábrica na Flórida após perder um contrato que poderia chegar a US$ 8 bilhões para a construção de uma aeronave de defesa para o Exército dos Estados Unidos.
A fábrica, que chegou a ter sua pedra fundamental lançada em 2004, nunca saiu do papel porque o Exército mostrava dúvidas sobre a viabilidade do projeto apresentado pelo consórcio formado pela fabricante de armamentos americana Lockheed Martin e pela Embraer.
Com agências internacionais