Snea contesta venda da VarigLog para fundo norte-americano
Enviado: Ter Jan 17, 2006 21:34
17/01/2006 - 19h27
Snea contesta venda da VarigLog para fundo norte-americano
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) contestou a venda da VarigLog (cargas) para o fundo norte-americano Matlin Patterson. Para o sindicato, a operação contraria a legislação brasileira, que limita a 20% a participação de estrangeiros no capital de companhias aéreas.
Para evitar a desnacionalização do setor aéreo, o Snea enviou uma correspondência do DAC (Departamento de Aviação Civil) pedindo para barrar a operação de venda da VarigLog para o Matlin.
No entanto, o Matlin constituiu uma empresa no Brasil para "nacionalizar" a transação: a Volo. Precisa saber se o DAC entenderá que a manobra do Matlin foi válida para cumprir a legislação brasileira.
A Varig vendeu em novembro a VarigLog e a VEM (manutenção) para a estatal aérea portuguesa TAP por US$ 62 milhões, que teria de cobrir ofertas que fossem feitas pelas subsidiárias. Em vez de cobrir a oferta de US$ 77 milhões do Matlin, a TAP ficou com a VEM por US$ 24 milhões e revendeu a VarigLog para o fundo americano.
O Matlin pagou US$ 48,2 milhões pela VarigLog --US$ 45,6 milhões para a TAP e US$ 2,6 milhões para a Varig como complemento do preço original.
As duas subsidiárias foram vendidas com a aprovação dos credores da Varig, pois a companhia precisava de recursos para pagar as empresas de leasing e evitar o arresto dos aviões. A operação precisa ainda ser aprovada pelo DAC.
O dinheiro só entrará no caixa da Varig após a aprovação do negócio pelo DAC. A expectativa da empresa é que a operação seja concluída até o dia 31.
Snea contesta venda da VarigLog para fundo norte-americano
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) contestou a venda da VarigLog (cargas) para o fundo norte-americano Matlin Patterson. Para o sindicato, a operação contraria a legislação brasileira, que limita a 20% a participação de estrangeiros no capital de companhias aéreas.
Para evitar a desnacionalização do setor aéreo, o Snea enviou uma correspondência do DAC (Departamento de Aviação Civil) pedindo para barrar a operação de venda da VarigLog para o Matlin.
No entanto, o Matlin constituiu uma empresa no Brasil para "nacionalizar" a transação: a Volo. Precisa saber se o DAC entenderá que a manobra do Matlin foi válida para cumprir a legislação brasileira.
A Varig vendeu em novembro a VarigLog e a VEM (manutenção) para a estatal aérea portuguesa TAP por US$ 62 milhões, que teria de cobrir ofertas que fossem feitas pelas subsidiárias. Em vez de cobrir a oferta de US$ 77 milhões do Matlin, a TAP ficou com a VEM por US$ 24 milhões e revendeu a VarigLog para o fundo americano.
O Matlin pagou US$ 48,2 milhões pela VarigLog --US$ 45,6 milhões para a TAP e US$ 2,6 milhões para a Varig como complemento do preço original.
As duas subsidiárias foram vendidas com a aprovação dos credores da Varig, pois a companhia precisava de recursos para pagar as empresas de leasing e evitar o arresto dos aviões. A operação precisa ainda ser aprovada pelo DAC.
O dinheiro só entrará no caixa da Varig após a aprovação do negócio pelo DAC. A expectativa da empresa é que a operação seja concluída até o dia 31.