Galileu dá primeiro passo ao lançar satélite
Enviado: Qua Jan 04, 2006 19:47
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EFE 28 Dezembro 2005
Galileu dá primeiro passo ao lançar satélite
O satélite Giove-A, primeira etapa do sistema europeu de localização e navegação por satélite Galileu, foi colocado hoje em órbita após uma complexa missão.
Lançado da base de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo de um foguete russo Soyuz às 5h19 GMT (3h19 de Brasília), o satélite de testes abrirá o caminho para a frota de 30 aparelhos que configurarão o sistema de navegação europeu em 2010.
A missão de lançamento foi classificada como um "êxito" pela Agência Espacial Européia (ESA), responsável pelo projeto junto com a União Européia (UE).
A fase balística, que consistiu em colocar o satélite numa órbita média a 23 mil quilômetros da Terra, terminou às 9h01 GMT e, três horas e meia depois, o Giove-A desdobrou seus painéis solares, o que marcou o feliz desfecho da missão.
O Giove-A não será um dos satélites do sistema Galileu, mas seu trabalho de teste, completado pelo Giove-B --que será lançado em abril--, abrirá o caminho para a rede de satélites operacionais que formará o projeto europeu.
O objetivo desses dois satélites será, em primeiro lugar, ocupar as órbitas atribuídas à ESA pela União Internacional de Telecomunicações, que seriam dadas à China caso estivessem vazias em maio.
"São órbitas e freqüências muito prezadas e não podemos deixá-las escapar. Essa é uma das missões do Giove-A", disse um porta-voz da ESA.
O Giove-A, no entanto, tem outras funções, já que se trata do primeiro satélite que a ESA envia a uma órbita média, um ponto adequado para o lugar de satélites de navegação.
Até agora, os europeus tinham enviado satélites de comunicações, situados em uma órbita geoestacionária --cerca de 36 mil quilômetros da Terra--, ou missões interplanetárias, com órbitas especiais.
Os Giove-A e B proporcionarão informação sobre as particulares condições que existem na chamada órbita média, dados que servirão para os 30 satélites da rede Galileu. Também testarão alguns dos instrumentos que equiparão os satélites do Galileu, em particular o relógio atômico mais preciso já enviado ao espaço.
Este mecanismo é uma das chaves da precisão do Galileu, já que permitirá combinar dados em tempo real procedentes de diferentes satélites com um pequeno erro de tempo. Graças ao relógio, o sistema europeu poderá localizar um ponto na Terra com um erro de um metro, frente aos 15 metros do atual GPS.
Os satélites do sistema Galileu estarão situados em três órbitas circulares sobre a Terra e lançarão um sinal de rádio codificado constante que permitirá conhecer em tempo real a posição exata de um corpo.
Embora o desdobramento definitivo do Galileu não esteja previsto até 2010, dois anos antes a ESA contará com quatro satélites de navegação no espaço e com os centros de terra operacionais, o que permitirá começar a comercializar os serviços na Europa.
Preço
Com o Giove-A em órbita, o Galileu dá seu primeiro passo no espaço, após diversos atrasos políticos e burocráticos em Terra.
Avaliado em 3,8 bilhões de euros, o Galileu é considerado pela UE seu projeto mais rentável, já que pretende obter, pelo menos, 4,6 vezes mais que o investido.
O atrativo do projeto permitiu à ESA receber ofertas de múltiplos países dispostos a investir no Galileu. A China já investiu 200 milhões de euros; e Israel 18 milhões.
Brasil, México, Austrália, Índia, Marrocos, Coréia do Sul e Ucrânia estão em negociações para integrar o capital do projeto, enquanto Argentina, Chile, Malásia e Canadá mostraram seu interesse.

Arte do satélite Giove-A.O Giove-A não será um dos satélites do sistema Galileu, mas seu trabalho de teste, completado pelo Giove-B --que será lançado em abril--, abrirá o caminho para a rede de satélites operacionais que formará o projeto europeu.
Já imaginaram? Êrro de UM metro! Aproximações CAT III!
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
EFE 28 Dezembro 2005
Galileu dá primeiro passo ao lançar satélite
O satélite Giove-A, primeira etapa do sistema europeu de localização e navegação por satélite Galileu, foi colocado hoje em órbita após uma complexa missão.
Lançado da base de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo de um foguete russo Soyuz às 5h19 GMT (3h19 de Brasília), o satélite de testes abrirá o caminho para a frota de 30 aparelhos que configurarão o sistema de navegação europeu em 2010.
A missão de lançamento foi classificada como um "êxito" pela Agência Espacial Européia (ESA), responsável pelo projeto junto com a União Européia (UE).
A fase balística, que consistiu em colocar o satélite numa órbita média a 23 mil quilômetros da Terra, terminou às 9h01 GMT e, três horas e meia depois, o Giove-A desdobrou seus painéis solares, o que marcou o feliz desfecho da missão.
O Giove-A não será um dos satélites do sistema Galileu, mas seu trabalho de teste, completado pelo Giove-B --que será lançado em abril--, abrirá o caminho para a rede de satélites operacionais que formará o projeto europeu.
O objetivo desses dois satélites será, em primeiro lugar, ocupar as órbitas atribuídas à ESA pela União Internacional de Telecomunicações, que seriam dadas à China caso estivessem vazias em maio.
"São órbitas e freqüências muito prezadas e não podemos deixá-las escapar. Essa é uma das missões do Giove-A", disse um porta-voz da ESA.
O Giove-A, no entanto, tem outras funções, já que se trata do primeiro satélite que a ESA envia a uma órbita média, um ponto adequado para o lugar de satélites de navegação.
Até agora, os europeus tinham enviado satélites de comunicações, situados em uma órbita geoestacionária --cerca de 36 mil quilômetros da Terra--, ou missões interplanetárias, com órbitas especiais.
Os Giove-A e B proporcionarão informação sobre as particulares condições que existem na chamada órbita média, dados que servirão para os 30 satélites da rede Galileu. Também testarão alguns dos instrumentos que equiparão os satélites do Galileu, em particular o relógio atômico mais preciso já enviado ao espaço.
Este mecanismo é uma das chaves da precisão do Galileu, já que permitirá combinar dados em tempo real procedentes de diferentes satélites com um pequeno erro de tempo. Graças ao relógio, o sistema europeu poderá localizar um ponto na Terra com um erro de um metro, frente aos 15 metros do atual GPS.
Os satélites do sistema Galileu estarão situados em três órbitas circulares sobre a Terra e lançarão um sinal de rádio codificado constante que permitirá conhecer em tempo real a posição exata de um corpo.
Embora o desdobramento definitivo do Galileu não esteja previsto até 2010, dois anos antes a ESA contará com quatro satélites de navegação no espaço e com os centros de terra operacionais, o que permitirá começar a comercializar os serviços na Europa.
Preço
Com o Giove-A em órbita, o Galileu dá seu primeiro passo no espaço, após diversos atrasos políticos e burocráticos em Terra.
Avaliado em 3,8 bilhões de euros, o Galileu é considerado pela UE seu projeto mais rentável, já que pretende obter, pelo menos, 4,6 vezes mais que o investido.
O atrativo do projeto permitiu à ESA receber ofertas de múltiplos países dispostos a investir no Galileu. A China já investiu 200 milhões de euros; e Israel 18 milhões.
Brasil, México, Austrália, Índia, Marrocos, Coréia do Sul e Ucrânia estão em negociações para integrar o capital do projeto, enquanto Argentina, Chile, Malásia e Canadá mostraram seu interesse.

Arte do satélite Giove-A.O Giove-A não será um dos satélites do sistema Galileu, mas seu trabalho de teste, completado pelo Giove-B --que será lançado em abril--, abrirá o caminho para a rede de satélites operacionais que formará o projeto europeu.
Já imaginaram? Êrro de UM metro! Aproximações CAT III!
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br