Credores aprovam novo plano de recuperação da Varig
Enviado: Seg Dez 19, 2005 17:53
19/12/2005 - 18h13
Credores aprovam novo plano de recuperação da Varig
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
Os credores da Varig aprovaram o plano de recuperação apresentado pelo presidente da empresa, Marcelo Bottini. O plano prevê que a frota da Varig atinja o patamar de até 75 aeronaves até o fim de 2006.
Também nesta tarde os credores já haviam rejeitado a proposta apresenta pelo empresário Nelson Tanure, do grupo Docas, para a compra do controle da dona da Varig, a FRB-Par.
A proposta aprovada prevê que a Varig trabalhe com uma frota de 63 aeronaves no primeiro semestre do próximo ano e de 69 aeronaves no segundo semestre. Este número poderia chegar a até 75 aeronaves.
Bottini destacou que independente de qualquer investimento externo, a companhia aérea já recuperou três aviões. Deste total, dois são do modelo 737. 'Nosso compromisso com o juiz em Nova York do plano de recuperação vai ser cumprido sem qualquer dinheiro externo', disse.
Apesar disso, fez questão de enfatizar que a companhia está aberta a outros investidores, depois que a transferência do controle da FRB-Par para Docas foi vetada pelos credores. "Estamos abertos a outros investidores. A TAP é muito bem-vinda, a Mattlin Patterson é muito bem-vinda. (...) Confiem no maior investidor que existe hoje: os funcionários da Varig', afirmou.
A recuperação da companhia está baseada na criação de FIPs (fundos de investimento e participações). Será constituído um FIP controle com o aporte de todas as ações das devedoras, tendo como administrador um banco comercial de primeira linha e um gestor escolhido de comum acordo pelos representantes das três classes credoras.
O FIP controle terá uma participação de cada FIP-crédito constituído. Os FIPs crédito serão criados e regulados por credores que decidirem participar da estrutura convertendo seus créditos atuais.
O presidente da Varig deve ser designado como gestor para instituir a criação dos FIPs.
O plano prevê que as despesas do dia-a-dia da companhia serão pagas e os custos totais da reformulação serão absorvidos integralmente no fluxo de caixa.
A companhia quer passar de uma margem operacional negativa de 4,6% em 2005 para 8,6% positivos até 2010.
O plano adota pagamento integral do Aerus em 2006 com o fluxo mínimo estabelecido. Os demais credores da classe 2, com garantias, terão seus pagamentos em 7 anos com 36 meses de carência.
As dívidas em moeda estrangeira serão corrigidas em dólar mais 4,75% de juros. As dívidas em moeda nacional com IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) mais 4,75% de juros.
Os credores da classe sem garantias terão seus pagamentos em dez anos com 36 meses de carência.
Credores aprovam novo plano de recuperação da Varig
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
Os credores da Varig aprovaram o plano de recuperação apresentado pelo presidente da empresa, Marcelo Bottini. O plano prevê que a frota da Varig atinja o patamar de até 75 aeronaves até o fim de 2006.
Também nesta tarde os credores já haviam rejeitado a proposta apresenta pelo empresário Nelson Tanure, do grupo Docas, para a compra do controle da dona da Varig, a FRB-Par.
A proposta aprovada prevê que a Varig trabalhe com uma frota de 63 aeronaves no primeiro semestre do próximo ano e de 69 aeronaves no segundo semestre. Este número poderia chegar a até 75 aeronaves.
Bottini destacou que independente de qualquer investimento externo, a companhia aérea já recuperou três aviões. Deste total, dois são do modelo 737. 'Nosso compromisso com o juiz em Nova York do plano de recuperação vai ser cumprido sem qualquer dinheiro externo', disse.
Apesar disso, fez questão de enfatizar que a companhia está aberta a outros investidores, depois que a transferência do controle da FRB-Par para Docas foi vetada pelos credores. "Estamos abertos a outros investidores. A TAP é muito bem-vinda, a Mattlin Patterson é muito bem-vinda. (...) Confiem no maior investidor que existe hoje: os funcionários da Varig', afirmou.
A recuperação da companhia está baseada na criação de FIPs (fundos de investimento e participações). Será constituído um FIP controle com o aporte de todas as ações das devedoras, tendo como administrador um banco comercial de primeira linha e um gestor escolhido de comum acordo pelos representantes das três classes credoras.
O FIP controle terá uma participação de cada FIP-crédito constituído. Os FIPs crédito serão criados e regulados por credores que decidirem participar da estrutura convertendo seus créditos atuais.
O presidente da Varig deve ser designado como gestor para instituir a criação dos FIPs.
O plano prevê que as despesas do dia-a-dia da companhia serão pagas e os custos totais da reformulação serão absorvidos integralmente no fluxo de caixa.
A companhia quer passar de uma margem operacional negativa de 4,6% em 2005 para 8,6% positivos até 2010.
O plano adota pagamento integral do Aerus em 2006 com o fluxo mínimo estabelecido. Os demais credores da classe 2, com garantias, terão seus pagamentos em 7 anos com 36 meses de carência.
As dívidas em moeda estrangeira serão corrigidas em dólar mais 4,75% de juros. As dívidas em moeda nacional com IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) mais 4,75% de juros.
Os credores da classe sem garantias terão seus pagamentos em dez anos com 36 meses de carência.