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Carona no 737 Sucatinha

Enviado: Sáb Nov 26, 2005 19:03
por Maurício
Hábito
Em menos de um mês, já é a segunda vez que o Chanceler Celso Amorim dá carona para autoridades no Boeing 737 da Presidência. A última foi na quarta-feira: Amorim levou de Genebra até Arusha, na Tanzânia, o novo presidente da OMC, Pascal Lamy. Nada como viver num país generoso.

Fonte: JB

Maurício.

Enviado: Sáb Nov 26, 2005 20:59
por Marco SBCT
Esse Pascal LamY é o mesmo que sacaneou o Brasil na Comunidade Européia, impondo sobretaxas aos produtos brasileiros especialmente agropecuários.

Enviado: Sáb Nov 26, 2005 21:08
por tatsch
....

Enviado: Sáb Nov 26, 2005 21:16
por jambock
Prezado Maurício:

Ora, o que é uma caroninha de 6.281 km? Não sejamos tão severos com o nosso Chanceler Amorim. Êle só veio para o Brasil, via Arusha, Tanzânia - África :twisted:
Prezado Marco SBCT:
Creio que o Amorim, com sua diplomacia, em uma viagem de 6.281km (+/- 7:30h de vôo) deve ter bem conversado o Lamy. Talvez, na próxima rodada de negociações, êle não nos sacaneie, tanto!
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br

Enviado: Dom Nov 27, 2005 00:36
por jambock
Prezado Maurício:

26/11 - 18:00 / Agência Estado

Depois de centenas de reuniões, a Organização Mundial do Comércio (OMC) apresentou neste sábado o rascunho da declaração de Hong Kong. Em um documento de 42 páginas, a entidade admite que não há acordo sobre quase nada e acata, de uma vez por todas, que o trabalho que deveria ser concluído em dezembro na conferência em Hong Kong terá de ser completado em um novo encontro em 2006. Mas nem mesmo a data da nova conferência está estabelecida.

A conferência de Hong Kong será realizada a partir do dia 13 de dezembro e tem como objetivo fechar um acordo sobre o ritmo da abertura dos mercados agrícolas e industriais. Sem acordo, a opção do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, foi entregar um texto que só reconhece as divergências entre os países. O documento terá de ser aprovado quarta-feira em Genebra para ser enviado à Hong Kong e ratificado pelos ministros. Nos próximos dias, porém, os debates em Genebra prometem ser intensos.
O Brasil parece satisfeito com o texto. "Não há surpresas e Lamy não tentou aproximar as posições dos países em nome dos governos. O rascunho só reflete o estado das negociações, é a primeira vez que isso ocorre na OMC e acho que é um grande progresso", afirmou o embaixador do Brasil na organização, Clodoaldo Hugueney. "Se os governos não conseguem fechar um acordo, não faz sentido que alguém tente empurrar um entendimento." Ele ainda reconhece que o texto é desequilibrado, "mas é uma boa base."
Para outros diplomatas, o texto é só o início do debate. "A criança nasceu abaixo do peso, agora precisamos alimentá-la," disse o embaixador do Uruguai, Guillermo Valles. Segundo o representante mexicano, Fernando de Mateo, o objetivo será ampliar a ambição do texto. "Essa declaração também pode servir como uma base para um calendário de negociações em 2006." Para Crawford Falconer, presidente das negociações agrícolas, não há muito tempo para mudanças drásticas.
O rascunho da declaração reafirma a vontade dos países em concluírem a Rodada Doha em 2006 e pôr a questão do desenvolvimento no centro das negociações. A retórica, porém, não sobrevive às indefinições. No texto, Lamy admite que muito deve ser feito nas negociações agrícolas e que as fórmulas para determinar como ocorrerão os cortes de tarifas e de subsídios não conseguirão ser fechadas em Hong Kong.
Talvez esta posição do Lamy seja resultado das conversas havidas, quando da carona que o Amorim lhe ofereceu, de Genebra a Arusha.
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br