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Gol deve facilitar venda de passagem para atrair classes C e D
A Gol, a única companhia aérea brasileira de baixo custo, deve adotar em breve novas medidas que facilitem o pagamento das passagens para atrair mais clientes, avançando nas classes C e D, informaram executivos da empresa nesta quinta-feira.
Embora não tenham detalhado as medidas, que podem ser anunciadas em alguns dias ou ainda apenas no próximo ano, os executivos da Gol admitiram que podem ampliar o parcelamento das passagens, hoje seis vezes sem juros, adotar o cartão de débito e não só o de crédito como meio de pagamento ou ainda reduzir o valor das tarifas.
"Estamos desenvolvendo produtos para essa faixa", disse o presidente da companhia aérea, Constantino de Oliveira Júnior, a jornalistas após um dia de encontro com analistas do mercado de capitais. Com isso, ele acredita que a categoria de passageiros de turismo cresça mais do que a de negócios.
A Gol deve encerrar o ano com crescimento de 45 por cento na oferta de assentos e market share de 30 por cento --o que Oliveira Júnior considera uma marca dos cinco anos de operação da companhia, que se completam em meados de janeiro. Em outubro, a participação de mercado da empresa era de 28,7 por cento, segundo dados do Departamento de Aviação Civil (DAC).
A estimativa da Gol para o crescimento de passageiros transportados no Brasil este ano, inicialmente de 13 por cento, está sendo superada. A projeção atual é de expansão de 18 por cento em 2005 e perto de 15 por cento em 2006. Segundo Oliveira Júnior, a demanda por passagens nesta temporada de férias de fim de ano está dentro do previsto.
O planejamento da Gol para o ano que vem considera que a Varig permanecerá no mercado apesar do processo de recuperação judicial que enfrenta. Ainda assim, ele admitiu que, se houver desativação parcial ou total da mais tradicional companhia aérea brasileira, a Gol terá agilidade para assumir rotas domésticas e na América do Sul, mas não as mais longas, como européias.
"Não temos plano B para a Varig", afirmou o executivo. "Nosso planejamento sempre foi muito flexível, independente de Varig", disse. "Nossos planos não consideram a Varig fora do mercado, mas se tivermos possibilidade, vamos crescer rápido."
A estratégia de expansão internacional da Gol inclui novas rotas para Santiago, capital chilena, e Caracas, capital venezuelana em 2006, assim como Colômbia, Peru e Equador no futuro. A empresa já voa para Argentina e Bolívia, e ainda este ano vai para Paraguai e Uruguai.
No México, a Gol está se associando ao empresário Fernando Chico Pardo para o lançamento de uma nova companhia de baixo custo baseada no modelo adotado no Brasil. "Devemos concluir o negócio nos próximos dias", afirmou Oliveira Júnior, evitando dar detalhes. Ele disse que a nova companhia deve estrear no princípio do segundo semestre de 2006. Nenhum contrato com fornecedor de aeronaves foi fechado até o momento, mas ele evitou descartar a possibilidade de adquirir aviões da Embraer .

