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Capacidade de funcionamento está reduzida

Enviado: Ter Nov 08, 2005 00:04
por Marcelo Areias
Capacidade de funcionamento está reduzida
Diário do Nordeste

Cristiane Vasconcelos
enviada a Camocim

Homologado para pouso e decolagem pela Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), por meio do Departamento de Aviação Civil (DAC), o Aeroporto Pinto Martins de Camocim se reduz a uma pista de pouso com um fluxo praticamente parado. Com a capacidade de funcionamento reduzida significativamente, a pista recebe apenas alguns vôos fretados por empresários da região. Cerca de 12 por mês. No local, muito mato, lixo e apenas uma cerca delimitando a área.

Segundo o supervisor do local, Cléber Nunes de Souza, funcionário do Departamento de Edificações, Rodovias e Transporte (Dert), empresa mantenedora do aeroporto, o movimento está praticamente parado. Para o turismo então, a pista não têm mais nenhuma relevância, apesar do potencial. De acordo com o gerente regional do 7º distrito do Dert em Sobral, Ilo Santiago, não há previsão de reformas ou investimentos no local. A única informação do gerente é que com o início das obras da próxima fase do Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), voltado para melhorar a infra-estrutura rodoviária, algo seja feito também pela pista de pouso em Camocim.

O supervisor conta que há alguns anos, o local recebia vôos fretados por turistas, principalmente estrangeiros, e chegou a ter vôos fixos, mantidos por italianos que ofereciam os aviões de pequeno porte para pacotes turísticos de agências de viagem. Mas há um ano o projeto foi cancelado. Segundo Santiago, a melhoria das estradas acarretaria maior fluxo turístico, o que implicaria maior procura pelo aeroporto. A pista de Camocim, hoje, é maior até que a de Sobral, com 1.250 metros de comprimento e 30 metros de largura. Para o gerente, “a estrutura que existe hoje está dando para atender a pequena demanda”.

Por enquanto, com a falta de incentivo financeiro, a pista está em situação de abandono. Mas, com certeza, o local só não pode ser tratado como abandonado pela presença ainda de dois funcionários. Para o supervisor, um projeto de reforma seria interessante para o aeroporto. Segundo ele, a construção de um terminal para passageiros chegou a ser iniciada. Mas problemas burocráticos com terceiros, que alegava ser proprietário de parte do terreno, acabou paralisando a obra.

Entre as deficiências, está também a falta de um sistema de rádio que possibilitasse a comunicação entre piloto e supervisor do aeroporto. Souza explica que hoje, o piloto só conta com a comunicação visual no momento do pouso, que também só acontecem durante o dia por falta de estrutura que ofereça segurança necessária para pousos e decolagens noturnas. Com relação a segurança, a principal preocupação dos funcionários é manter animais que invadem o local longe da pista.