EMBRAER no Iraque?
Enviado: Sex Out 28, 2005 10:55
Meus prezados:
Nós já lucramos no Iraque
Como empresas brasileiras de diversos setores estão aproveitando as oportunidades de negócio geradas pela reconstrução do país
Por Denise Dweck
EXAME Um esforço gigantesco está sendo feito para reconstruir o Iraque, completamente destruído após a Guerra do Golfo, em 1991, e a campanha militar movida pelo presidente George W. Bush para derrubar o ditador Saddam Hussein em 2003. O saldo dos conflitos tem dois lados. O primeiro é o drama humano, representado por milhares de mortos e feridos e por uma população em permanente estado de medo. O segundo é a destruição física do país. Os bombardeios comprometeram toda a rede de abastecimento de água e de energia, destruíram centenas de prédios públicos e sucatearam a indústria petrolífera. O trabalho de varrer os escombros e recuperar o que foi destruído está apenas começando. Os Estados Unidos e as forças aliadas pretendem investir 32,4 bilhões de dólares nos próximos anos no trabalho de reerguer o país. O novo governo iraquiano, eleito em maio, também é parte ativa do processo. Recentemente, as autoridades de Bagdá anunciaram que dispõem de 5 bilhões de dólares para realizar obras em diversos setores. Na disputa por essas verbas, as empresas americanas têm levado uma nítida vantagem, o que só aprofunda os ataques da militância anti-Estados Unidos. Mas há muito espaço para companhias de outras nacionalidades fecharem bons contratos -- incluindo as brasileiras. Nos últimos tempos, algumas têm conseguido aproveitar as oportunidades de negócios que surgiram da necessidade de reconstruir o Iraque (veja quadro abaixo).
Até recentemente, as empresas brasileiras vinham participando de forma isolada do processo de reconstrução do país. O processo passou para um novo patamar com a realização no mês passado de uma grande feira na Jordânia para apresentar produtos brasileiros a compradores iraquianos. Cerca de 200 companhias compareceram ao evento. Estiveram presentes marcas como Embraer, Bauducco e Sadia. Entre contratos assinados e outros prestes a ser fechados, a feira rendeu mais de 240 milhões de dólares. O total do dinheiro envolvido representa mais do que o Brasil vendeu ao Iraque nos úl timos sete anos. Pode ser apenas o primeiro passo. A Embraer está prestes a comercializar um lote contendo dez jatos 170 para a Iraqi Airways e cinco aeronaves Ipanema. Caso a negociação se confirme, a empresa deve faturar aproximadamente 267 milhões de dólares com a venda.
"Não faltam ao Brasil oportunidades no Iraque", afirma Nawfal Alssabak, vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Iraque, uma das entidades que promoveram a feira de setembro.
Resumo de notícia veiculada na revista EXAME
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
Nós já lucramos no Iraque
Como empresas brasileiras de diversos setores estão aproveitando as oportunidades de negócio geradas pela reconstrução do país
Por Denise Dweck
EXAME Um esforço gigantesco está sendo feito para reconstruir o Iraque, completamente destruído após a Guerra do Golfo, em 1991, e a campanha militar movida pelo presidente George W. Bush para derrubar o ditador Saddam Hussein em 2003. O saldo dos conflitos tem dois lados. O primeiro é o drama humano, representado por milhares de mortos e feridos e por uma população em permanente estado de medo. O segundo é a destruição física do país. Os bombardeios comprometeram toda a rede de abastecimento de água e de energia, destruíram centenas de prédios públicos e sucatearam a indústria petrolífera. O trabalho de varrer os escombros e recuperar o que foi destruído está apenas começando. Os Estados Unidos e as forças aliadas pretendem investir 32,4 bilhões de dólares nos próximos anos no trabalho de reerguer o país. O novo governo iraquiano, eleito em maio, também é parte ativa do processo. Recentemente, as autoridades de Bagdá anunciaram que dispõem de 5 bilhões de dólares para realizar obras em diversos setores. Na disputa por essas verbas, as empresas americanas têm levado uma nítida vantagem, o que só aprofunda os ataques da militância anti-Estados Unidos. Mas há muito espaço para companhias de outras nacionalidades fecharem bons contratos -- incluindo as brasileiras. Nos últimos tempos, algumas têm conseguido aproveitar as oportunidades de negócios que surgiram da necessidade de reconstruir o Iraque (veja quadro abaixo).
Até recentemente, as empresas brasileiras vinham participando de forma isolada do processo de reconstrução do país. O processo passou para um novo patamar com a realização no mês passado de uma grande feira na Jordânia para apresentar produtos brasileiros a compradores iraquianos. Cerca de 200 companhias compareceram ao evento. Estiveram presentes marcas como Embraer, Bauducco e Sadia. Entre contratos assinados e outros prestes a ser fechados, a feira rendeu mais de 240 milhões de dólares. O total do dinheiro envolvido representa mais do que o Brasil vendeu ao Iraque nos úl timos sete anos. Pode ser apenas o primeiro passo. A Embraer está prestes a comercializar um lote contendo dez jatos 170 para a Iraqi Airways e cinco aeronaves Ipanema. Caso a negociação se confirme, a empresa deve faturar aproximadamente 267 milhões de dólares com a venda.
Resumo de notícia veiculada na revista EXAME
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br