Operação Pampa I
Enviado: Sex Out 14, 2005 08:34
Meus prezados:
Guerra de ficção treina militares
Manobras da Operação Pampa 1 envolvem 12 mil profissionais da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, num adestramento único no Sul que só encontra paralelo com simulações feitas na Amazônia
Eram 10h quando dois caças AMX em vôo picado furaram o nevoeiro e deram um rasante sobre a pista da Base Aérea de Canoas, assustando os visitantes e pondo em alerta os uniformizados. Os AMX, jóias bélicas sediadas na Base Aérea de Santa Maria, estão ligados ao Exército Vermelho e tentaram um ataque de surpresa à sede do Exército Azul. Os dois exércitos, fictícios, são os oponentes que pelejam na maior manobra militar do ano no sul do Brasil, a Operação Pampa 1, que se estende até quinta-feira. A Pampa reúne 12 mil militares da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, num exercício de adestramento único no Sul e que só encontra paralelo na Operação Timbó, realizada na Amazônia. Na manobra iniciada ontem, o território gaúcho foi repartido ao meio. No Leste, o Exército Azul. De Santa Maria para o Oeste, o Vermelho. O curioso é que a guerra já tem vencedores certos - os azuis. É ficção, mas levada a sério. Os militares acordaram às 5h para preparar a defesa da Base Aérea de Santa Maria, intuindo que seriam atacados. Os AMX vieram a 850 km/h de Santa Maria e poderiam ter surpreendido os azuis, mas foram detectados muito antes. Um avião-radar R-99 A, ligado ao Exército Azul e dotado com um super-radar embutido na fuselagem, detectou a movimentação das aeronaves "vermelhas" quando elas decolavam. É que o radar móvel rastreia qualquer vôo num raio de 500 quilômetros. A vingança contra a agressão deve ocorrer no sábado O avião-radar alertou quatro caças F-5, que expulsaram os AMX dos céus "azuis". Entre os F-5 estava um modernizado, com camuflagem de Tigre e que foi a vedete das manobras de ontem. A vingança contra o ataque-surpresa dos vermelhos deve acontecer sábado. Mais de 250 integrantes da Brigada de Pára-quedistas do Rio saltarão sobre os campos de Saicã (entre Rosário do Sul e Cacequi), no coração do território vermelho. Baterias antiaéreas e aeronaves vermelhas tentarão repelir o ataque azul, num adestramento que põe à prova a capacidade defensiva das três forças militares brasileiras. - Temos que nos entrosar e a melhor maneira é com ações - diz o general João Francisco Ferreira, comandante da Brigada Pára-quedista.

Fonte: jornal "Zero Hora" 14 out 2005
Segundo "Zero Hora" este é o F5-M que foi a vedete das manobras de ontem. No tanque ventral vê-se a frase: F-5E Tiger II 30 anos. Sem comentários...
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
Guerra de ficção treina militares
Manobras da Operação Pampa 1 envolvem 12 mil profissionais da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, num adestramento único no Sul que só encontra paralelo com simulações feitas na Amazônia
Eram 10h quando dois caças AMX em vôo picado furaram o nevoeiro e deram um rasante sobre a pista da Base Aérea de Canoas, assustando os visitantes e pondo em alerta os uniformizados. Os AMX, jóias bélicas sediadas na Base Aérea de Santa Maria, estão ligados ao Exército Vermelho e tentaram um ataque de surpresa à sede do Exército Azul. Os dois exércitos, fictícios, são os oponentes que pelejam na maior manobra militar do ano no sul do Brasil, a Operação Pampa 1, que se estende até quinta-feira. A Pampa reúne 12 mil militares da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, num exercício de adestramento único no Sul e que só encontra paralelo na Operação Timbó, realizada na Amazônia. Na manobra iniciada ontem, o território gaúcho foi repartido ao meio. No Leste, o Exército Azul. De Santa Maria para o Oeste, o Vermelho. O curioso é que a guerra já tem vencedores certos - os azuis. É ficção, mas levada a sério. Os militares acordaram às 5h para preparar a defesa da Base Aérea de Santa Maria, intuindo que seriam atacados. Os AMX vieram a 850 km/h de Santa Maria e poderiam ter surpreendido os azuis, mas foram detectados muito antes. Um avião-radar R-99 A, ligado ao Exército Azul e dotado com um super-radar embutido na fuselagem, detectou a movimentação das aeronaves "vermelhas" quando elas decolavam. É que o radar móvel rastreia qualquer vôo num raio de 500 quilômetros. A vingança contra a agressão deve ocorrer no sábado O avião-radar alertou quatro caças F-5, que expulsaram os AMX dos céus "azuis". Entre os F-5 estava um modernizado, com camuflagem de Tigre e que foi a vedete das manobras de ontem. A vingança contra o ataque-surpresa dos vermelhos deve acontecer sábado. Mais de 250 integrantes da Brigada de Pára-quedistas do Rio saltarão sobre os campos de Saicã (entre Rosário do Sul e Cacequi), no coração do território vermelho. Baterias antiaéreas e aeronaves vermelhas tentarão repelir o ataque azul, num adestramento que põe à prova a capacidade defensiva das três forças militares brasileiras. - Temos que nos entrosar e a melhor maneira é com ações - diz o general João Francisco Ferreira, comandante da Brigada Pára-quedista.

Fonte: jornal "Zero Hora" 14 out 2005
Segundo "Zero Hora" este é o F5-M que foi a vedete das manobras de ontem. No tanque ventral vê-se a frase: F-5E Tiger II 30 anos. Sem comentários...
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br