Airbus disputa com Embraer substituição de Fokkers da TAM
-Agência Estado, Teo Takar - 15/9/2005
A Airbus está na briga com a Embraer para substituir os Fokkers-100 da TAM. A companhia brasileira deve
decidir até o final deste ano qual modelo utilizará para as rotas com demanda na casa dos 100 passageiros.
O novo Embraer-190 é o que mais se aproxima do tamanho do Fokker-100. Ambos transportam cerca de 100
passageiros. Obviamente, o projeto brasileiro é muito mais moderno e econômico do que os Fokkers, criados há
quase três décadas. O menor avião da Airbus é o A-318, com capacidade para 120 passageiros.
O vice-presidente sênior para América Latina, Caribe e Espanha da Airbus, Rafael Alonso, destacou as
qualidades dos projetos europeu e brasileiro, mas lembrou que caberá à TAM a decisão final. "A Embraer possui
uma linha complementar à nossa. Além da questão do preço de cada jato, outros aspectos importantes são o
tamanho do avião que a TAM necessita e o fato dela já operar com outros modelos da Airbus", explicou.
Alonso disse que o A-318 possui muitas semelhanças com os A-319 e A-320 já utilizados pela TAM. "Haveria uma
grande economia de tempo e dinheiro com treinamento de pilotos", citou. No entanto, o fato da Embraer ser uma
fabricante brasileira e a expectativa de que o BNDES crie em breve uma linha específica de financiamento para
os aviões fabricados pela empresa podem acabar pesando na decisão da TAM.
Linha do BNDES não garante compra de Embraer 190 por TAM -
Reuters Brasil, Cesar Bianconi - 15/9/2005
A linha que o BNDES prepara para financiar a venda de aviões Embraer a companhias aéreas no Brasil não
garantirá a escolha da fabricante nacional pela TAM , que decidirá no final do ano qual aeronave substituirá
os jatos Fokker 100 que ainda tem na frota.
O presidente da maior companhia aérea brasileira, Marco Antônio Bologna, afirmou nesta quinta-feira que não
basta uma boa taxa de juros para comprar um avião. A TAM tem que trocar entre 18 e 19 unidades do Fokker 100 a
partir do primeiro semestre do ano que vem, já que o aluguel desses jatos vencem nos próximos três anos, até 2008.
A empresa aérea terá que resolver se terá frota unificada, composta por equipamentos da européia Airbus, ou
mista. "Não é uma resposta simples. Não é como crédito direto ao consumidor: você vai comprar um carro se tem
taxa boa. Um avião é um projeto, que leva uma série de coisas em consideração", afirmou Bologna a jornalistas
após participar de evento.
No último dia 8, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega,
afirmou que a linha de financiamento para venda de aviões Embraer dentro do Brasil sairá antes de novembro.
Para Bologna, a linha do BNDES "teria que ser sem risco cambial e ainda não há essa definição".
Pelas atuais estruturas de crédito disponíveis é mais barato para as companhias aéreas brasileiras comprar
aeronaves de fabricantes como Boeing e Airbus do que da Embraer.
Airbus é saída mais simples
"Estamos olhando se o mercado hoje atendido pelo Fokker 100, projetado no futuro, justifica avião desse número
de assentos ou maior. Se tivermos a decisão de ter aviões de 100 assentos, ou ficamos na simplicidade da
família Airbus, com o A318, ou vamos para uma complexidade de ter outro fabricante, que seria por meio do
Embraer 190", explicou o executivo.
Segundo Bologna, uma das decisões possíveis é de que não vale mais a pena ter jatos de 100 lugares, por uma
questão de eficiência de malha projetada.
"Então ficaríamos com a família A319, A320. Tanto é que o contrato que assinamos com a Airbus foi na família
A319, A320 e A321. A gente tem uma flexibilidade maior na Airbus para discutir. Esse é um dado", comentou.
Em junho, durante a Paris Air Show, a TAM fechou pedido firme por 20 unidades de aviões da família A320, com
mesmo número de opções, e assinou memorando de entendimento para aquisição de oito unidades do A350, com
outras sete opções.
"Outro dado é: não adiantava a gente ficar pensando em Embraer porque foi entregue agora, anteontem, o
primeiro para a JetBlue. Agora existe a possibilidade de ser encomendado", observou.
Airbus disputa com Embraer substituição de Fokkers da TAM
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Anonymous
É evidente que há vantagens e desvantagens em ambos os lados...
Mas, a Embraer, brasileira, não tem custos em Reais (R$) mas sim em um mix de moedas cujo resultado pode ser expresso em um determinado valor em US$, por exemplo, o que é correto.
Por outro lado, a Airbus também tem seus preços em moeda estrangeira...
Então, se a TAM não aceita riscos cambiais optando por aeronaves Embraer e neste caso se houver, quem paga a diferença ? Inicialmente o BNDS, que fez o financiamento, depois, todos nós sabemos quem...
Mas, por outro lado, aceita, obrigatóriamente, rpt, obrigatóriamente esse risco cambial adquirindo aeronaves Airbus.
É uma questão dificil de ser equacionada e esperamos que haja bom senso, entre TAM, EMBRAER e BNDS para uma escolha que seja satisfatória à todos.
Abraços
Irineu
Mas, a Embraer, brasileira, não tem custos em Reais (R$) mas sim em um mix de moedas cujo resultado pode ser expresso em um determinado valor em US$, por exemplo, o que é correto.
Por outro lado, a Airbus também tem seus preços em moeda estrangeira...
Então, se a TAM não aceita riscos cambiais optando por aeronaves Embraer e neste caso se houver, quem paga a diferença ? Inicialmente o BNDS, que fez o financiamento, depois, todos nós sabemos quem...
Mas, por outro lado, aceita, obrigatóriamente, rpt, obrigatóriamente esse risco cambial adquirindo aeronaves Airbus.
É uma questão dificil de ser equacionada e esperamos que haja bom senso, entre TAM, EMBRAER e BNDS para uma escolha que seja satisfatória à todos.
Abraços
Irineu
