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Gol prevê receita líquida de R$ 3 bilhões este ano

Enviado: Qua Ago 17, 2005 19:18
por SBSP
Gol prevê receita líquida de R$ 3 bilhões este ano

São Paulo - A Gol Linhas Aéreas projeta receita líquida de R$ 3 bilhões em 2005, com lucro por ação entre R$ 2,85 a R$ 3,15 e margem operacional entre 27% e 29%. A margem Ebitdar (métrica utilizada pela indústria de aviação para refletir a geração de caixa antes das despesas financeiras, impostos, depreciação, amortização e aluguéis) para o período foi estimada entre 38% e 40%.

As projeções foram divulgadas ontem, pela companhia num encontro com a analistas, na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP).

Para alcançar os resultados, a companhia pretende ampliar sua frota de 36 para 42 aviões ainda em 2005. Os destinos, que hoje somam 38 localidades, passarão para 42 cidades, se estendendo também para mercados internacionais como Santa Cruz, Montevidéu e Assunção.

A Gol fechou o primeiro semestre do ano com 85% de suas vendas realizadas pela internet, o que tem reduzido regularmente os custos da empresa com operações de vendas. No segundo trimestre deste ano, o custo médio das tarifas foi de R$ 175,00, queda de 3,6% sobre os R$ 181,00 cobrados no mesmo período de 2004. Já o número de passageiros pagantes aumentou de 2,1 milhões, para 3,1 milhões, aumento de 45,9%. A receita por passageiro, no entanto, caiu de R$ 18,7 para R$ 18,2 no segundo trimestre desse ano, baixa de 2,4%.

A valorização do petróleo foi apontada como principal motivo para a pequena margem de lucro líquido apresentada pela Gol no período. A empresa informou, ainda, que o lucro líquido de R$ 73,4 milhões entre abril e junho, alta de apenas 0,2% sobre os R$ 73,2 milhões registrados em igual período do ano passado. A margem líquida foi de 13,1% no segundo trimestre de 2005, ante 19% do mesmo período de 2004.

"O que houve foi um aumento de 33% no combustível, que hoje compõe cerca de 30% do nosso custo. Nesse período, o que fizemos foi reduzir outros custos, com isso nossos preços acabaram caindo e a demanda subiu muito", disse o vice-presidente financeiro da Gol, Richard Lark. "Acreditamos que o preço do petróleo vai continuar alto, o que irá pressionar mais os custos. No entanto, o preço final das passagens é muito dinâmico, isso não significa que haverá aumento direto, que esse custo será repassado diretamente", comentou Lark. (André Borges)

10/08/2005 - Jornal Gazeta Mercantil