Lockheed continua com Embraer para avião espião
Enviado: Sáb Ago 13, 2005 10:52
Lockheed continua com Embraer para avião espião -The Wall Street Journal
Americas
Numa tentativa de salvar seu contrato de bilhões de dólares num programa
para a criação de novos aviões espiões para o Exército dos Estados
Unidos, a Lockheed Martin Corp. decidiu continuar com a Embraer em vez de
substituí-la pelas americanas General Dynamics Corp. e Boeing Co.,
segundo uma pessoa a par do assunto.
O Exército ainda não decidiu se aceitará as mudanças na oferta da
Lockheed ou procurará outra solução, o que pode significar reabrir a
licitação para o contrato, dizem autoridades do Pentágono e do setor.
A Lockheed ganhou o contrato para o avião de reconhecimento Aerial Common
Sensor (Sensor Comum Aéreo) do Exército oferecendo uma versão modificada
do jato de 50 lugares da Empresa Brasileira de Aeronáutica SA. Esse
modelo depois tornou-se pequeno demais e a empresa passou a procurar um
avião grande o suficiente para acomodar os sensores eletrônicos e
tripulantes nas missões de espionagem. Depois de buscar informações de
várias fabricantes de aviões nos últimos meses, a Lockheed optou por um
modelo maior da Embraer com o dobro da capacidade que o originalmente
escolhido.
O programa já suscitou uma pergunta sobre as compras militares: uma
prestadora de serviços importante pode trocar um componente central de um
contrato sem que o governo reabra a licitação para o programa? A Lockheed
diz que já que seu contrato é para a integração geral do sistema de
vigilância, ela deveria poder trocar o modelo de avião que utiliza. Ainda
assim, sua nova recomendação inclui um avião que tem configuração e custo
diferentes do que ela apresentou originalmente na licitação.
A Lockheed disse ontem que planeja anunciar em breve uma decisão sobre o
novo modelo de avião que utilizará depois de avaliar critérios técnicos e
operacionais do avião espião com o Exército e a Marinha. Porta-vozes da
Lockheed e da Embraer não fizeram comentários adicionais.
Timothy Rider, porta-voz do Exército para o programa do avião espião,
disse que os problemas com a escolha original do modelo da Embraer
envolviam tamanho, peso, potência e questões relacionadas ao ar
condicionado, mas que a Lockheed havia agido "agressivamente" para tratar
deles. Ele disse que uma nova licitação não está descartada, mas sugeriu
que o objetivo é contar com o sistema o mais rápido possível.
O Exército deve comprar 38 desses novos aviões espiões, e a Marinha
planejou originalmente comprar 19. Mas a Marinha tem exigências
diferentes para suas missões e pode acabar por sair do programa, prevêem
autoridades do governo e do setor.
Americas
Numa tentativa de salvar seu contrato de bilhões de dólares num programa
para a criação de novos aviões espiões para o Exército dos Estados
Unidos, a Lockheed Martin Corp. decidiu continuar com a Embraer em vez de
substituí-la pelas americanas General Dynamics Corp. e Boeing Co.,
segundo uma pessoa a par do assunto.
O Exército ainda não decidiu se aceitará as mudanças na oferta da
Lockheed ou procurará outra solução, o que pode significar reabrir a
licitação para o contrato, dizem autoridades do Pentágono e do setor.
A Lockheed ganhou o contrato para o avião de reconhecimento Aerial Common
Sensor (Sensor Comum Aéreo) do Exército oferecendo uma versão modificada
do jato de 50 lugares da Empresa Brasileira de Aeronáutica SA. Esse
modelo depois tornou-se pequeno demais e a empresa passou a procurar um
avião grande o suficiente para acomodar os sensores eletrônicos e
tripulantes nas missões de espionagem. Depois de buscar informações de
várias fabricantes de aviões nos últimos meses, a Lockheed optou por um
modelo maior da Embraer com o dobro da capacidade que o originalmente
escolhido.
O programa já suscitou uma pergunta sobre as compras militares: uma
prestadora de serviços importante pode trocar um componente central de um
contrato sem que o governo reabra a licitação para o programa? A Lockheed
diz que já que seu contrato é para a integração geral do sistema de
vigilância, ela deveria poder trocar o modelo de avião que utiliza. Ainda
assim, sua nova recomendação inclui um avião que tem configuração e custo
diferentes do que ela apresentou originalmente na licitação.
A Lockheed disse ontem que planeja anunciar em breve uma decisão sobre o
novo modelo de avião que utilizará depois de avaliar critérios técnicos e
operacionais do avião espião com o Exército e a Marinha. Porta-vozes da
Lockheed e da Embraer não fizeram comentários adicionais.
Timothy Rider, porta-voz do Exército para o programa do avião espião,
disse que os problemas com a escolha original do modelo da Embraer
envolviam tamanho, peso, potência e questões relacionadas ao ar
condicionado, mas que a Lockheed havia agido "agressivamente" para tratar
deles. Ele disse que uma nova licitação não está descartada, mas sugeriu
que o objetivo é contar com o sistema o mais rápido possível.
O Exército deve comprar 38 desses novos aviões espiões, e a Marinha
planejou originalmente comprar 19. Mas a Marinha tem exigências
diferentes para suas missões e pode acabar por sair do programa, prevêem
autoridades do governo e do setor.