Página 1 de 1

Treze mortos e três desaparecidos no acidente com o avião tu

Enviado: Seg Ago 08, 2005 13:48
por Marcelo Areias
Treze mortos e três desaparecidos no acidente com o avião tunisino

Prosseguem hoje as buscas para resgatar os três passageiros, dados como desaparecidos, do avião tunisino acidentado sábado com turistas italianos ao largo da costa da Sicília, informaram as autoridades marítimas italianas.



O aparelho, um ATR-72 da sociedade Tuninter, sucursal da Tunis Air, que se dirigia para a ilha de Djerba e em cujo acidente morreram 13 pessoas, foi forçado a aterrar no mar a 30 quilómetros de Palermo, após uma avaria nos dois motores.

O piloto conseguiu pedir ajuda através do rádio e os socorros italianos chegaram muito rapidamente ao local, o que permitiu salvar 23 dos 39 ocupantes do avião.

Entre os sobreviventes, 11 continuam hospitalizados e, segundo responsáveis do hospital de Palermo, os feridos de maior gravidade são três tunisinos membros da tripulação, mas as suas vidas não estão em perigo.

O aparelho fragmentou-se em três partes devido ao embate no mar e apenas a parte central da carlinga e as asas se mantiveram à superfície da água e puderam ser recuperados e rebocados até ao porto de Palermo.

O nariz e a cauda do avião mergulharam para profundidades de 1.000 a 1.200 metros e, de acordo com a capitania do porto de Palermo, a caixa preta ainda não fora recuperada até ao final da manhã de hoje, mais de 24 horas após o acidente.

Segundo a companhia Tuninter, os 35 passageiros eram todos de nacionalidade italiana e maioritariamente originários da região de Bari, na Puglia, de onde partiam para férias na Tunísia.

"Os motores perderam a potência e fui obrigado a amarar", explicou o comandante do ATR-72, que faz parte dos sobreviventes.

As autoridades italianas excluíram de imediato a hipótese de um atentado. O ministro das Infra-estruturas e dos Transportes, Pietro Lunardi, emitiu um comunicado em que referia "tratar-se de um acidente e não de um atentado terrorista".

Segundo testemunhos de sobreviventes assistidos no hospital de Palermo, os problemas de motor começaram imediatamente após a descolagem de Bari. Uma passageira referiu que, apesar disso, a tripulação não pediu aos passageiros para usarem os coletes de salvamento para a aterragem forçada.

"É um milagre estarmos vivos", declarou à agência de notícias italiana Ansa outra passageira sobrevivente, Addolorata Pasquale, visivelmente chocada.

"Um dos motores parou e a hélice ficou bloqueada. A hospedeira disse-nos para nos mantermos calmos porque iríamos aterrar em Palermo.

Mas em seguida também a outra hélice parou e o avião começou a descer em queda vertical", contou ao diário La Repubblica outro sobrevivente, Luciano Lucarelli.

O ATR-72 tinha efectuado a sua última inspecção na Itália em 25 de Março, na Catânia (Sicília), informaram as autoridades da segurança aérea italiana. A inspecção não revelou qualquer problema específico.

O acidente provocou grande emoção em Itália, porque este sábado foi para milhões de italianos o início do período das férias de Verão.

O papa Bento XVI exprimiu hoje, durante a oração do Angelus na sua residência de Verão de Castelgondolfo, os seus pêsames às famílias das vítimas.

Agência LUSA