Discovery: Reparo na proteção
Enviado: Qua Ago 03, 2005 12:41
Meus prezados:
" Oi nóis aqui traveiz!"
03/08 - 10:07 /
HOUSTON - Dois astronautas do Discovery flutuaram na quarta-feira para fora da nave, onde começaram uma caminhada espacial de sete horas que vai incluir um inédito reparo na problemática proteção antitérmica do ônibus espacial.
Steve Robinson tornou-se o primeiro astronauta em 24 anos de história dos ônibus espaciais a fazer uma caminhada até a barriga das naves. Uma vez lá, será o primeiro também a consertar a proteção antitérmica em pleno espaço.
"Vejo vocês mais tarde", disse Robinson por rádio a seus colegas ao sair da nave. "Estou no imenso 'lá fora"', disse.
Sua tarefa é remover duas tiras de tecido recoberto por cerâmica que estão pendendo das frestas entre as placas antitérmicas da barriga da nave, que deveria ser completamente lisa.
Aparentemente, houve uma falha na fixação das tiras. Apesar de a saliência ser de apenas 2,5 centímetros, os engenheiros temem que o defeito altere a aerodinâmica durante o pouso, previsto para dia 8, e provoque um superaquecimento naquela área.
Observado por seu colega Soichi Noguchi, que ficou sobre a Estação Espacial Internacional -- atracada ao Discovery a 352 quilômetros de altura sobre a Terra -, Robinson seria levado pelo braço mecânico da estação, que tem 15 metros, até os dois pontos problemáticos perto do nariz da nave.
Ele teria de puxar as tiras, que têm cerca de nove centímetros cada, com muito cuidado para não danificar as frágeis placas antitérmicas. Inicialmente, tentará fazer isso com suas mãos, envoltas em luvas. Se não funcionar, usará uma pinça ou uma serra improvisada. Como último recurso, tentará uma tesoura.
A Nasa reservou quase uma hora e meia para a missão, mas os técnicos imaginam que será mais rápido. "Sem dúvida será uma tarefa muito delicada, mas simples", disse Robinson em entrevista coletiva do espaço na terça-feira.
Sua maior preocupação, contou, é não atingir as placas antitérmicas com seu capacete.
Os astronautas também disseram aos jornalistas que inicialmente fizeram restrições ao conserto em pleno vôo, por não estarem convencidos de sua necessidade, mas mudaram de idéia quando perceberam que a tarefa parecia ser simples.
A Nasa admite não saber se as tiras salientes são um risco para a nave, mas, depois de dois anos e meio e 1 bilhão de dólares gastos em melhorias na segurança dos ônibus, após o acidente de 2003 com o Columbia, a agência não quer mais dar chance ao azar.
Funcionários da Nasa disseram na terça-feira que pode haver outra caminhada espacial, na sexta, para resolver uma saliência na manta isolante que fica diante da escotilha da comandante.
Além de consertar as tiras, Robinson, junto com Noguchi, irá também instalar na quarta-feira uma plataforma externa de armazenamento na Estação Espacial Internacional, um projeto de 95 bilhões de dólares.
Um abraço e até mais.... aqui no Aeroforum
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
" Oi nóis aqui traveiz!"
03/08 - 10:07 /
HOUSTON - Dois astronautas do Discovery flutuaram na quarta-feira para fora da nave, onde começaram uma caminhada espacial de sete horas que vai incluir um inédito reparo na problemática proteção antitérmica do ônibus espacial.
Steve Robinson tornou-se o primeiro astronauta em 24 anos de história dos ônibus espaciais a fazer uma caminhada até a barriga das naves. Uma vez lá, será o primeiro também a consertar a proteção antitérmica em pleno espaço.
"Vejo vocês mais tarde", disse Robinson por rádio a seus colegas ao sair da nave. "Estou no imenso 'lá fora"', disse.
Sua tarefa é remover duas tiras de tecido recoberto por cerâmica que estão pendendo das frestas entre as placas antitérmicas da barriga da nave, que deveria ser completamente lisa.
Aparentemente, houve uma falha na fixação das tiras. Apesar de a saliência ser de apenas 2,5 centímetros, os engenheiros temem que o defeito altere a aerodinâmica durante o pouso, previsto para dia 8, e provoque um superaquecimento naquela área.
Observado por seu colega Soichi Noguchi, que ficou sobre a Estação Espacial Internacional -- atracada ao Discovery a 352 quilômetros de altura sobre a Terra -, Robinson seria levado pelo braço mecânico da estação, que tem 15 metros, até os dois pontos problemáticos perto do nariz da nave.
Ele teria de puxar as tiras, que têm cerca de nove centímetros cada, com muito cuidado para não danificar as frágeis placas antitérmicas. Inicialmente, tentará fazer isso com suas mãos, envoltas em luvas. Se não funcionar, usará uma pinça ou uma serra improvisada. Como último recurso, tentará uma tesoura.
A Nasa reservou quase uma hora e meia para a missão, mas os técnicos imaginam que será mais rápido. "Sem dúvida será uma tarefa muito delicada, mas simples", disse Robinson em entrevista coletiva do espaço na terça-feira.
Sua maior preocupação, contou, é não atingir as placas antitérmicas com seu capacete.
Os astronautas também disseram aos jornalistas que inicialmente fizeram restrições ao conserto em pleno vôo, por não estarem convencidos de sua necessidade, mas mudaram de idéia quando perceberam que a tarefa parecia ser simples.
A Nasa admite não saber se as tiras salientes são um risco para a nave, mas, depois de dois anos e meio e 1 bilhão de dólares gastos em melhorias na segurança dos ônibus, após o acidente de 2003 com o Columbia, a agência não quer mais dar chance ao azar.
Funcionários da Nasa disseram na terça-feira que pode haver outra caminhada espacial, na sexta, para resolver uma saliência na manta isolante que fica diante da escotilha da comandante.
Além de consertar as tiras, Robinson, junto com Noguchi, irá também instalar na quarta-feira uma plataforma externa de armazenamento na Estação Espacial Internacional, um projeto de 95 bilhões de dólares.
Um abraço e até mais.... aqui no Aeroforum
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br