Resenha de notícias II
Enviado: Sáb Jun 18, 2005 18:15
1. TAM vai às compras
2. TAM passa a oferecer dois vôos diários para Paris
3. Fundação só pode negociar ações da Varig com aval de Procuradoria
4. Funcionários querem que Vasp preste serviço
5. Embraer fecha contrato de US$ 600 mi e TAM comprará 20 aviões da Airbus
6. Embraer vende mais 20 aviões na França
7. Embraer fecha venda de 20 aviões para a GE
8. Varig joga últimas cartas para tentar manter aviões
9. Pacote facilita acerto com Varig
10. Avião a álcool no NE
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1. TAM vai às compras
Colunista: Ancelmo Gois
Fonte: O Globo
A TAM anuncia hoje em Paris negócio que pode chegar a US$ 3 bi. Vai comprar oito aviões Airbus 350 (com opção para mais cinco) e 20 modelos A320 (com opção para mais dez).
Fonte: O Globo (16/06/05)
2. TAM passa a oferecer dois vôos diários para Paris
Fonte: Folha Online
A TAM amplia sua malha aérea internacional. A empresa anunciou nesta quarta-feira a consolidação dos horários de vôos para Paris (França), com duas saídas diárias.
Com o novo horário de vôo, a companhia passará a oferecer saídas diretas do Aeroporto de Guarulhos para a capital francesa também no fim da tarde.
O vôo JJ 8098 decola às 18h45 (horário de Brasília) e chega em Paris às 11h (6h de Brasília). A outra opção de vôo (JJ 8096) decola às 22h25 (horário de Brasília) e pousa às 14h40 (9h de Brasília) em Paris.
Segundo a empresa, os novos vôos são conseqüência direta do reaquecimento da economia brasileira e do aumento da demanda. Nos primeiros cinco meses deste ano, a companhia registrou uma ocupação média de 79% para Paris. No mercado internacional, a companhia conquistou em maio 16,75% do mercado.
De acordo com o presidente da companhia, Marco Antonio Bologna, a TAM planeja também voar para Nova York até o fim deste ano.
Mesmo com a crise financeira, com um rombo (patrimônio líquido negativo) de cerca de R$ 6 bilhões, a Varig é responsável por 62% das rotas internacionais de ida e volta para o Brasil.
Fonte: Folha Online (16/06/05)
3. Fundação só pode negociar ações da Varig com aval de Procuradoria
Fonte: Folha de S.Paulo
Nenhum negócio pode ser fechado com as ações que a Fundação Ruben Berta detém da Varig sem o aval do Ministério Público. A informação foi dada ontem pela Procuradoria de Fundações do Rio Grande do Sul, que tem o dever de zelar pelo patrimônio das fundações como sede naquele Estado -caso da Ruben Berta.
Hoje, acontece o confronto entre os representantes da fundação e os do conselho de administração da companhia. Em reunião, os curadores da Ruben Berta vão querer saber exatamente o que o conselho pretende ao propor a transferência do usufruto sobre as ações da fundação para uma associação, a "Voa Varig", que terá como sócios quatro dos conselheiros -inclusive David Zylbersztajn, presidente do conselho.
A Varig ainda tenta negociar com a ILFC (International Lease Finance Corporation) para evitar a perda de 11 aviões que usa em sistema de "leasing", mas já há cronograma previsto para as devoluções. Amanhã, a aérea tem de devolver quatro aeronaves -as demais seriam devolvidas, uma por semana. Desses aviões, dois podem passar a integrar a frota da Gol, e outros, a da BRA.
"Existe a expectativa de não devolver. Estamos negociando. É uma coisa que, primeiro, eu não sei se vai acontecer e, segundo, nós não gostaríamos que acontecesse", disse Zylbersztajn, ontem, após reunião com o ministro Antônio Palocci Filho (Fazenda) e com José Alencar, vice-presidente e ministro da Defesa. Ele disse ainda que a áerea não tem proposta para regularizar os prazos de pagamento com a Infraero. O executivo foi evasivo em relação à reunião com os ministros. "Foi uma reunião de trabalho", disse.
Fonte: Folha de S.Paulo (16/06/05)
4. Funcionários querem que Vasp preste serviço
Fonte: Folha de S.Paulo
A comissão de funcionários que auxilia na intervenção da Vasp pediu autorização à Justiça do Trabalho de São Paulo para que a empresa volte a prestar serviços de manutenção e possa reforçar o caixa.
A expectativa é pagar as verbas trabalhistas em atraso. Com o sumiço de 90% dos computadores da aérea, a comissão tem tido surpresas como a entrada de recursos. Recentemente, surgiu um crédito R$ 90 mil da aérea portuguesa TAP.
Fonte: Folha de S.Paulo (16/06/05)
5. Embraer fecha contrato de US$ 600 mi e TAM comprará 20 aviões da Airbus
Fonte: Valor Econômico
A Embraer fechou ontem contrato de venda de mais 20 jatos 190, num negócio por volta de US$ 600 milhões, confirmando a boa safra de transações da nova família de aparelhos. Já a TAM anuncia hoje a compra de 20 aviões A320 da Airbus.
Quem fez a aquisição dos aviões da Embraer foi a GE Commercial Aviation Services (GECAS), uma das maiores companhias de leasing de aviões do mundo. "Trata-se de um poderoso financiador com ação global, que coloca a aeronave em qualquer lugar do mundo, abrindo novas oportunidades para nós", destacou o presidente da Embraer, Mauricio Botelho.
Em comunicado, o presidente da Gecas, Henry Hubschman, disse que a família de jatos de 70 a 110 lugares da Embraer "é uma escolha popular entre as linhas aéreas ao redor do mundo".
A Gecas é proprietária de uma frota de mais de 1,3 mil aviões de todos os fabricantes acima de 50 lugares e aluga os aparelhos em volta do mundo. Atualmente, só teria dois aviões no chão, todos os outros estando em leasing operacional. Foi um dos primeiros clientes da nova família de jatos da Embraer, com 50 compras firmes, 50 opções e outros 50 de rotação (ou seja, sempre que exercia uma opção, preenchia com outra opção).
Pelo contrato assinado ontem, a Gecas poderá converter a encomenda para aparelhos 195 (de 110 lugares). Os primeiros jatos serão entregues em meados de 2006. A transação pelo preço de tabela ficaria em US$ 650 milhões. Mas a unidade na prática deve ser vendida por volta de US$ 28 milhões, fora serviços e manutenção.
Botelho não esconde o entusiasmo com o ritmo dos negócios com os chamados E-Jets, que considera especialmente adaptados para os novos planos de um número cada vez maior de companhias aéreas para racionalização no uso da frota.
A Embraer anunciou também o acerto com a International Finance Corporation (IFC), braço privado do Banco Mundial, de um empréstimo sindicalizado de US$ 180 milhões para a fase final de desenvolvimento das aeronaves 190 (100 lugares) e 195 (110 lugares).
A IFC emprestará US$ 35 milhões em recursos próprios, por 12 anos (Empréstimo A). Os outros US$ 145 milhões virão em recursos de participantes de um grupo de dez bancos. As condição foram destacadas pela Embraer: US$ 60 milhões com "vencimento inédito" em dez anos, e US$ 85 milhões (B2), com vencimento em oito anos.
É o primeiro crédito que a Embraer obtém junto a IFC. Para Antonio Luiz Pizarro Manso, vice-presidente executivo corporativo da Embraer, o credito é uma "chancela para nossas práticas corporativas, preservação ambiental e política de sustentabilidade de longo prazo".
Os recursos serão provenientes do ABN AMRO, Banco Itaú Europa, BBVA, BSCH, Caixa Geral de Depósitos, HVB, ING, JP Morgan, Natexis e Société Générale.
Botelho mantém a previsão de entregar 145 aeronaves este ano, mas lembra que essa meta já foi superada no ano passado (148) com vendas acima da expectativa.
Em Paris, a Embraer está jogando firme também no mercado de jatos para executivos. Não será surpresa anúncio de novas vendas de Legacy (preço de US$ 26 milhões na tabela). Já foram entregues 52 aparelhos e a previsão é de serem entregues este ano mais 15 a 20 aeronaves.
As versões leve e muito leve também vem chamando a atenção, segundo funcionários da Embraer. Ontem, um milionário alemão apareceu no stand da Embraer e disse que, se o aparelho estivesse disponível, compraria na hora a versão mais leve (oito lugares) porque o aparelho dispõe de banheiro. Curiosamente, esse foi um dos temas mais discutidos na equipe da Embraer, se colocava ou não um banheiro num aparelho para seis passageiros e dois tripulantes. Venceu quem dizia que a clientela feminina seria mais atraída com uma aeronave mais completa.
O presidente da Embraer reafirmou a expectativa de vender 24 Supertucanos para a Forca Aérea da Colômbia. Os quatro outros candidatos na licitação já abandonaram a disputa.
Ele também informou que a Embraer investirá em pesquisa e desenvolvimento cerca de US$ 280 milhões este ano e a meta é repetir esse volume ano que vem.
Fonte: Valor Econômico (16/06/05)
6. Embraer vende mais 20 aviões na França
Por: Fábio Amato
Fonte: Folha de S.Paulo
A Gecas (GE Commercial Aviation Service), empresa de financiamento e leasing de aviões que pertence ao grupo General Eletric, fechou ontem a compra de 20 jatos dos modelos 190/195 produzidos pela brasileira Embraer.
O negócio, que pelo preço de tabela é estimado em US$ 650 milhões, foi o segundo firmado pela Embraer durante a Paris Air Show, feira que começou na segunda-feira e acontece até domingo na capital francesa.
A entrega dos jatos deve começar no segundo semestre de 2006. Pelo acordo, a Gecas está adquirindo 20 jatos Embraer 190 (até 110 assentos) com direito de converter os pedidos para modelos 195 (maior avião produzido pela Embraer, com até 118 assentos).
Ainda ontem, a Embraer anunciou que conseguiu um empréstimo de US$ 180 milhões do IFC (International Finance Corporation), órgão do Banco Mundial voltado para investimentos privados. O dinheiro será utilizado para finalizar o desenvolvimento dos jatos 190 e 195.
A Gecas também comprou dez Airbus A350, negócio estimado em US$ 1,6 bilhão. Além disso, a aérea indiana Kingfisher comprou cinco jatos A380 (US$ 1,3 bilhão pelo preço de tabela).
Em mais uma declaração simpática à Airbus, o presidente da Boeing, Lew Platt, disse ontem que a disputa entre EUA e União Européia não deve impedir a participação da Airbus em contratos para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Fonte: Folha de S.Paulo (16/06/05)
7. Embraer fecha venda de 20 aviões para a GE
Fonte: O Estado de S. Paulo
A Embraer fechou acordo para venda de 20 jatos regionais para a empresa de leasing de aeronaves GE Commercial Aviation Services (Gecas), unidade da GE Commercial Finance. Considerando o valor da família de aeronaves 190/195 da Embraer, a transação é avaliada em cerca de US$ 650 milhões. A Gecas informou também que pretende adquirir outras 10 aeronaves de médio porte A350 da Airbus, no valor de US$ 1,6 bilhão, com base nos preços de tabela.
Fonte: O Estado de S. Paulo (16/06/05)
8. Varig joga últimas cartas para tentar manter aviões
Diretoria negocia com empresa de leasing que quer 11 aparelhos de volta amanhã
Por: Denise Chrispim Marin e Mariana Barbosa
Fonte: O Estado de S. Paulo
O presidente do conselho administrativo da Varig, David Zylbersztajn, informou ontem em Brasília que as negociações com a empresa International Lease Finance Corporation (ILFC) prosseguem e que há chances de a Varig contornar a exigência de devolução de 11 aviões até amanhã, por falta de pagamento das parcelas do leasing.
O executivo manteve ontem sua quarta rodada de discussões com o governo sobre o destino da companhia aérea, desta vez, com o vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o secretário-executivo da Fazenda, Murilo Portugal.
"As coisas ainda não estão definidas. Estamos negociando. Existe possibilidade de não termos de entregar as aeronaves", afirmou à imprensa.
Zylbersztajn deixou a vice-presidência alegando que a reunião havia sido "normal", com o objetivo apenas de "atualizar" o governo sobre o andamento das iniciativas para garantir a sobrevivência da Varig.
Questionado se teria apresentado uma proposta de afastamento formal da Fundação Ruben Berta (FRB) do controle societário da companhia área, mostrou-se irritado. "Esta não é uma proposta pessoal nem coletiva. Há disposição da própria fundação em passar o controle acionário da Varig", rebateu.
O Conselho de Administração propôs a reestruturação societária da Varig como forma de possibilitar o ingresso de novos sócios e facilitar as negociações com o governo. A proposta inclui a criação de uma entidade sem fins lucrativos, a "Associação Voa Varig", que exerceria a gestão plena da Varig. Segundo rumores que correm no mercado, Zylbersztajn e os demais conselheiros estariam dispostos a abandonar a Varig caso essa sugestão não seja aceita.
RESISTÊNCIA
Embora não admitam publicamente, as relações entre os novos gestores, liderados por Zylbersztajn, e o Conselho de Curadores da FRB, andam bastante estremecidas. Há uma resistência muito grande em passar o controle, ainda que temporariamente, para o grupo de Zylbersztajn. Até porque, acreditam, não há nenhuma garantia de que isso será suficiente para convencer o governo a fazer um acerto de contas entre as dívidas da companhia e os créditos a que ela tem direito por perdas provocadas por planos econômicos passados.
Há ainda o temor de que, ao assumir o controle, os novos gestores vendam as diversas empresas do grupo em separado. Quando contratou o novo Conselho de Administração, há pouco mais de um mês, a FRB deu carta branca, mas fez algumas exigências. Dentre elas, que o grupo não fosse "retalhado".
Além da resistência dos próprios curadores da fundação, uma decisão dessa magnitude precisará ser aprovada pelo Colégio Deliberante, grupo de 165 funcionários eleitos diretamente por seus pares e que representa a instância máxima de poder dentro da estrutura da fundação. Já há uma movimentação dentro do colégio contrária à proposta.Um segundo empecilho é o Ministério Público de Fundações (MPF) do Rio Grande do Sul. Assim como entrou na Justiça para barrar a fusão Varig-TAM, o MPF pode vir a impedir essa operação.
Segundo o procurador do MPF gaúcho, Antônio Carlos de Avelar Bastos, qualquer negociação que venha a modificar o patrimônio de uma fundação tem que passar pelo MPF. "Nossa função é preservar os interesses da fundação, evitar que ela sofra qualquer dano e garantir que a lei seja respeitada."
Bastos não quis comentar a proposta apresentada por Zylbersztajn. "Não tomei conhecimento da extensão da proposta, seria preciso fazer uma análise mais profunda para saber se ela compromete ou não os interesses da fundação", declarou. "Mas o MPF tem poder de veto. Se ele entender que a proposta é danosa à fundação, poderá entrar com ação judicial."
Fonte: O Estado de S. Paulo (16/06/05)
9. Pacote facilita acerto com Varig
Dívidas com o INSS poderão ser quitadas com crédito tributário
Fonte: O Estado de S. Paulo
Uma das medidas incluídas no pacote anunciado ontem pelo governo para estimular alguns setores da economia abre espaço para um acordo entre o governo e Varig em torno dos problemas de caixa da empresa: é a possibilidade de devedoras do INSS quitarem as dívidas com créditos tributários que têm a receber da Receita Federal.
A dívida da Varig com a Previdência é um dos maiores problemas da companhia, que até março era de R$ 1,2 bilhão.
Nos conversas que mantém com a área econômica, a Varig alega ter direito a créditos tributários(recursos devidos pelo governo à companhia) avaliados em R$ 2,4 bilhões, mas pendentes de decisão judicial. O montante se refere aos prejuízos financeiros provocados pelo tabelamento de preços nos planos econômicos na década de 80.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu o direito da Varig, mas o governo recorreu da decisão no STJ e, se derrotado, quer levar a discussão ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O plano de reestruturação apresentado recentemente pela direção da empresa aos ministros da Fazenda, Antonio Palocci, da Casa Civil, José Dirceu, e da Defesa, o vice-presidente José Alencar, prevê a utilização desses supostos créditos para quitar as dívidas com a Previdência. Nesse caso, o governo precisará abrir mão da ação na justiça.
Inicialmente, há reações contrárias, mas a permissão para realização dessa compensação por parte de devedores do INSS pode ser um sinal de que o acordo caminha nessa direção. Antes da edição da MP, mesmo que o governo quisesse avançar com essa proposta, estava impedido porque não havia autorização legal.
"Qualquer empresa que tenha qualquer tipo de crédito tributário poderá utilizá-los", disse o secretário da Receita, Jorge Rachid, negando que a medida tenha sido incluída por causa da Varig. "A medida permite que os créditos beneficiem a Previdência".
Fonte: O Estado de S. Paulo (16/06/05)
10. Avião a álcool no NE
Fonte: Valor Econômico
A Neiva Aviões Agrícolas fez neste mês a primeira venda de aviões agrícolas movidos a álcool para o Nordeste. As aeronaves, de custo unitário de US$ 255 mil, foram vendidas a produtores de soja, milho e algodão de Luís Eduardo Magalhães (BA) e foram financiadas pelo Banco do Nordeste.
Fonte: Valor Econômico (16/06/05)
2. TAM passa a oferecer dois vôos diários para Paris
3. Fundação só pode negociar ações da Varig com aval de Procuradoria
4. Funcionários querem que Vasp preste serviço
5. Embraer fecha contrato de US$ 600 mi e TAM comprará 20 aviões da Airbus
6. Embraer vende mais 20 aviões na França
7. Embraer fecha venda de 20 aviões para a GE
8. Varig joga últimas cartas para tentar manter aviões
9. Pacote facilita acerto com Varig
10. Avião a álcool no NE
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1. TAM vai às compras
Colunista: Ancelmo Gois
Fonte: O Globo
A TAM anuncia hoje em Paris negócio que pode chegar a US$ 3 bi. Vai comprar oito aviões Airbus 350 (com opção para mais cinco) e 20 modelos A320 (com opção para mais dez).
Fonte: O Globo (16/06/05)
2. TAM passa a oferecer dois vôos diários para Paris
Fonte: Folha Online
A TAM amplia sua malha aérea internacional. A empresa anunciou nesta quarta-feira a consolidação dos horários de vôos para Paris (França), com duas saídas diárias.
Com o novo horário de vôo, a companhia passará a oferecer saídas diretas do Aeroporto de Guarulhos para a capital francesa também no fim da tarde.
O vôo JJ 8098 decola às 18h45 (horário de Brasília) e chega em Paris às 11h (6h de Brasília). A outra opção de vôo (JJ 8096) decola às 22h25 (horário de Brasília) e pousa às 14h40 (9h de Brasília) em Paris.
Segundo a empresa, os novos vôos são conseqüência direta do reaquecimento da economia brasileira e do aumento da demanda. Nos primeiros cinco meses deste ano, a companhia registrou uma ocupação média de 79% para Paris. No mercado internacional, a companhia conquistou em maio 16,75% do mercado.
De acordo com o presidente da companhia, Marco Antonio Bologna, a TAM planeja também voar para Nova York até o fim deste ano.
Mesmo com a crise financeira, com um rombo (patrimônio líquido negativo) de cerca de R$ 6 bilhões, a Varig é responsável por 62% das rotas internacionais de ida e volta para o Brasil.
Fonte: Folha Online (16/06/05)
3. Fundação só pode negociar ações da Varig com aval de Procuradoria
Fonte: Folha de S.Paulo
Nenhum negócio pode ser fechado com as ações que a Fundação Ruben Berta detém da Varig sem o aval do Ministério Público. A informação foi dada ontem pela Procuradoria de Fundações do Rio Grande do Sul, que tem o dever de zelar pelo patrimônio das fundações como sede naquele Estado -caso da Ruben Berta.
Hoje, acontece o confronto entre os representantes da fundação e os do conselho de administração da companhia. Em reunião, os curadores da Ruben Berta vão querer saber exatamente o que o conselho pretende ao propor a transferência do usufruto sobre as ações da fundação para uma associação, a "Voa Varig", que terá como sócios quatro dos conselheiros -inclusive David Zylbersztajn, presidente do conselho.
A Varig ainda tenta negociar com a ILFC (International Lease Finance Corporation) para evitar a perda de 11 aviões que usa em sistema de "leasing", mas já há cronograma previsto para as devoluções. Amanhã, a aérea tem de devolver quatro aeronaves -as demais seriam devolvidas, uma por semana. Desses aviões, dois podem passar a integrar a frota da Gol, e outros, a da BRA.
"Existe a expectativa de não devolver. Estamos negociando. É uma coisa que, primeiro, eu não sei se vai acontecer e, segundo, nós não gostaríamos que acontecesse", disse Zylbersztajn, ontem, após reunião com o ministro Antônio Palocci Filho (Fazenda) e com José Alencar, vice-presidente e ministro da Defesa. Ele disse ainda que a áerea não tem proposta para regularizar os prazos de pagamento com a Infraero. O executivo foi evasivo em relação à reunião com os ministros. "Foi uma reunião de trabalho", disse.
Fonte: Folha de S.Paulo (16/06/05)
4. Funcionários querem que Vasp preste serviço
Fonte: Folha de S.Paulo
A comissão de funcionários que auxilia na intervenção da Vasp pediu autorização à Justiça do Trabalho de São Paulo para que a empresa volte a prestar serviços de manutenção e possa reforçar o caixa.
A expectativa é pagar as verbas trabalhistas em atraso. Com o sumiço de 90% dos computadores da aérea, a comissão tem tido surpresas como a entrada de recursos. Recentemente, surgiu um crédito R$ 90 mil da aérea portuguesa TAP.
Fonte: Folha de S.Paulo (16/06/05)
5. Embraer fecha contrato de US$ 600 mi e TAM comprará 20 aviões da Airbus
Fonte: Valor Econômico
A Embraer fechou ontem contrato de venda de mais 20 jatos 190, num negócio por volta de US$ 600 milhões, confirmando a boa safra de transações da nova família de aparelhos. Já a TAM anuncia hoje a compra de 20 aviões A320 da Airbus.
Quem fez a aquisição dos aviões da Embraer foi a GE Commercial Aviation Services (GECAS), uma das maiores companhias de leasing de aviões do mundo. "Trata-se de um poderoso financiador com ação global, que coloca a aeronave em qualquer lugar do mundo, abrindo novas oportunidades para nós", destacou o presidente da Embraer, Mauricio Botelho.
Em comunicado, o presidente da Gecas, Henry Hubschman, disse que a família de jatos de 70 a 110 lugares da Embraer "é uma escolha popular entre as linhas aéreas ao redor do mundo".
A Gecas é proprietária de uma frota de mais de 1,3 mil aviões de todos os fabricantes acima de 50 lugares e aluga os aparelhos em volta do mundo. Atualmente, só teria dois aviões no chão, todos os outros estando em leasing operacional. Foi um dos primeiros clientes da nova família de jatos da Embraer, com 50 compras firmes, 50 opções e outros 50 de rotação (ou seja, sempre que exercia uma opção, preenchia com outra opção).
Pelo contrato assinado ontem, a Gecas poderá converter a encomenda para aparelhos 195 (de 110 lugares). Os primeiros jatos serão entregues em meados de 2006. A transação pelo preço de tabela ficaria em US$ 650 milhões. Mas a unidade na prática deve ser vendida por volta de US$ 28 milhões, fora serviços e manutenção.
Botelho não esconde o entusiasmo com o ritmo dos negócios com os chamados E-Jets, que considera especialmente adaptados para os novos planos de um número cada vez maior de companhias aéreas para racionalização no uso da frota.
A Embraer anunciou também o acerto com a International Finance Corporation (IFC), braço privado do Banco Mundial, de um empréstimo sindicalizado de US$ 180 milhões para a fase final de desenvolvimento das aeronaves 190 (100 lugares) e 195 (110 lugares).
A IFC emprestará US$ 35 milhões em recursos próprios, por 12 anos (Empréstimo A). Os outros US$ 145 milhões virão em recursos de participantes de um grupo de dez bancos. As condição foram destacadas pela Embraer: US$ 60 milhões com "vencimento inédito" em dez anos, e US$ 85 milhões (B2), com vencimento em oito anos.
É o primeiro crédito que a Embraer obtém junto a IFC. Para Antonio Luiz Pizarro Manso, vice-presidente executivo corporativo da Embraer, o credito é uma "chancela para nossas práticas corporativas, preservação ambiental e política de sustentabilidade de longo prazo".
Os recursos serão provenientes do ABN AMRO, Banco Itaú Europa, BBVA, BSCH, Caixa Geral de Depósitos, HVB, ING, JP Morgan, Natexis e Société Générale.
Botelho mantém a previsão de entregar 145 aeronaves este ano, mas lembra que essa meta já foi superada no ano passado (148) com vendas acima da expectativa.
Em Paris, a Embraer está jogando firme também no mercado de jatos para executivos. Não será surpresa anúncio de novas vendas de Legacy (preço de US$ 26 milhões na tabela). Já foram entregues 52 aparelhos e a previsão é de serem entregues este ano mais 15 a 20 aeronaves.
As versões leve e muito leve também vem chamando a atenção, segundo funcionários da Embraer. Ontem, um milionário alemão apareceu no stand da Embraer e disse que, se o aparelho estivesse disponível, compraria na hora a versão mais leve (oito lugares) porque o aparelho dispõe de banheiro. Curiosamente, esse foi um dos temas mais discutidos na equipe da Embraer, se colocava ou não um banheiro num aparelho para seis passageiros e dois tripulantes. Venceu quem dizia que a clientela feminina seria mais atraída com uma aeronave mais completa.
O presidente da Embraer reafirmou a expectativa de vender 24 Supertucanos para a Forca Aérea da Colômbia. Os quatro outros candidatos na licitação já abandonaram a disputa.
Ele também informou que a Embraer investirá em pesquisa e desenvolvimento cerca de US$ 280 milhões este ano e a meta é repetir esse volume ano que vem.
Fonte: Valor Econômico (16/06/05)
6. Embraer vende mais 20 aviões na França
Por: Fábio Amato
Fonte: Folha de S.Paulo
A Gecas (GE Commercial Aviation Service), empresa de financiamento e leasing de aviões que pertence ao grupo General Eletric, fechou ontem a compra de 20 jatos dos modelos 190/195 produzidos pela brasileira Embraer.
O negócio, que pelo preço de tabela é estimado em US$ 650 milhões, foi o segundo firmado pela Embraer durante a Paris Air Show, feira que começou na segunda-feira e acontece até domingo na capital francesa.
A entrega dos jatos deve começar no segundo semestre de 2006. Pelo acordo, a Gecas está adquirindo 20 jatos Embraer 190 (até 110 assentos) com direito de converter os pedidos para modelos 195 (maior avião produzido pela Embraer, com até 118 assentos).
Ainda ontem, a Embraer anunciou que conseguiu um empréstimo de US$ 180 milhões do IFC (International Finance Corporation), órgão do Banco Mundial voltado para investimentos privados. O dinheiro será utilizado para finalizar o desenvolvimento dos jatos 190 e 195.
A Gecas também comprou dez Airbus A350, negócio estimado em US$ 1,6 bilhão. Além disso, a aérea indiana Kingfisher comprou cinco jatos A380 (US$ 1,3 bilhão pelo preço de tabela).
Em mais uma declaração simpática à Airbus, o presidente da Boeing, Lew Platt, disse ontem que a disputa entre EUA e União Européia não deve impedir a participação da Airbus em contratos para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Fonte: Folha de S.Paulo (16/06/05)
7. Embraer fecha venda de 20 aviões para a GE
Fonte: O Estado de S. Paulo
A Embraer fechou acordo para venda de 20 jatos regionais para a empresa de leasing de aeronaves GE Commercial Aviation Services (Gecas), unidade da GE Commercial Finance. Considerando o valor da família de aeronaves 190/195 da Embraer, a transação é avaliada em cerca de US$ 650 milhões. A Gecas informou também que pretende adquirir outras 10 aeronaves de médio porte A350 da Airbus, no valor de US$ 1,6 bilhão, com base nos preços de tabela.
Fonte: O Estado de S. Paulo (16/06/05)
8. Varig joga últimas cartas para tentar manter aviões
Diretoria negocia com empresa de leasing que quer 11 aparelhos de volta amanhã
Por: Denise Chrispim Marin e Mariana Barbosa
Fonte: O Estado de S. Paulo
O presidente do conselho administrativo da Varig, David Zylbersztajn, informou ontem em Brasília que as negociações com a empresa International Lease Finance Corporation (ILFC) prosseguem e que há chances de a Varig contornar a exigência de devolução de 11 aviões até amanhã, por falta de pagamento das parcelas do leasing.
O executivo manteve ontem sua quarta rodada de discussões com o governo sobre o destino da companhia aérea, desta vez, com o vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o secretário-executivo da Fazenda, Murilo Portugal.
"As coisas ainda não estão definidas. Estamos negociando. Existe possibilidade de não termos de entregar as aeronaves", afirmou à imprensa.
Zylbersztajn deixou a vice-presidência alegando que a reunião havia sido "normal", com o objetivo apenas de "atualizar" o governo sobre o andamento das iniciativas para garantir a sobrevivência da Varig.
Questionado se teria apresentado uma proposta de afastamento formal da Fundação Ruben Berta (FRB) do controle societário da companhia área, mostrou-se irritado. "Esta não é uma proposta pessoal nem coletiva. Há disposição da própria fundação em passar o controle acionário da Varig", rebateu.
O Conselho de Administração propôs a reestruturação societária da Varig como forma de possibilitar o ingresso de novos sócios e facilitar as negociações com o governo. A proposta inclui a criação de uma entidade sem fins lucrativos, a "Associação Voa Varig", que exerceria a gestão plena da Varig. Segundo rumores que correm no mercado, Zylbersztajn e os demais conselheiros estariam dispostos a abandonar a Varig caso essa sugestão não seja aceita.
RESISTÊNCIA
Embora não admitam publicamente, as relações entre os novos gestores, liderados por Zylbersztajn, e o Conselho de Curadores da FRB, andam bastante estremecidas. Há uma resistência muito grande em passar o controle, ainda que temporariamente, para o grupo de Zylbersztajn. Até porque, acreditam, não há nenhuma garantia de que isso será suficiente para convencer o governo a fazer um acerto de contas entre as dívidas da companhia e os créditos a que ela tem direito por perdas provocadas por planos econômicos passados.
Há ainda o temor de que, ao assumir o controle, os novos gestores vendam as diversas empresas do grupo em separado. Quando contratou o novo Conselho de Administração, há pouco mais de um mês, a FRB deu carta branca, mas fez algumas exigências. Dentre elas, que o grupo não fosse "retalhado".
Além da resistência dos próprios curadores da fundação, uma decisão dessa magnitude precisará ser aprovada pelo Colégio Deliberante, grupo de 165 funcionários eleitos diretamente por seus pares e que representa a instância máxima de poder dentro da estrutura da fundação. Já há uma movimentação dentro do colégio contrária à proposta.Um segundo empecilho é o Ministério Público de Fundações (MPF) do Rio Grande do Sul. Assim como entrou na Justiça para barrar a fusão Varig-TAM, o MPF pode vir a impedir essa operação.
Segundo o procurador do MPF gaúcho, Antônio Carlos de Avelar Bastos, qualquer negociação que venha a modificar o patrimônio de uma fundação tem que passar pelo MPF. "Nossa função é preservar os interesses da fundação, evitar que ela sofra qualquer dano e garantir que a lei seja respeitada."
Bastos não quis comentar a proposta apresentada por Zylbersztajn. "Não tomei conhecimento da extensão da proposta, seria preciso fazer uma análise mais profunda para saber se ela compromete ou não os interesses da fundação", declarou. "Mas o MPF tem poder de veto. Se ele entender que a proposta é danosa à fundação, poderá entrar com ação judicial."
Fonte: O Estado de S. Paulo (16/06/05)
9. Pacote facilita acerto com Varig
Dívidas com o INSS poderão ser quitadas com crédito tributário
Fonte: O Estado de S. Paulo
Uma das medidas incluídas no pacote anunciado ontem pelo governo para estimular alguns setores da economia abre espaço para um acordo entre o governo e Varig em torno dos problemas de caixa da empresa: é a possibilidade de devedoras do INSS quitarem as dívidas com créditos tributários que têm a receber da Receita Federal.
A dívida da Varig com a Previdência é um dos maiores problemas da companhia, que até março era de R$ 1,2 bilhão.
Nos conversas que mantém com a área econômica, a Varig alega ter direito a créditos tributários(recursos devidos pelo governo à companhia) avaliados em R$ 2,4 bilhões, mas pendentes de decisão judicial. O montante se refere aos prejuízos financeiros provocados pelo tabelamento de preços nos planos econômicos na década de 80.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu o direito da Varig, mas o governo recorreu da decisão no STJ e, se derrotado, quer levar a discussão ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O plano de reestruturação apresentado recentemente pela direção da empresa aos ministros da Fazenda, Antonio Palocci, da Casa Civil, José Dirceu, e da Defesa, o vice-presidente José Alencar, prevê a utilização desses supostos créditos para quitar as dívidas com a Previdência. Nesse caso, o governo precisará abrir mão da ação na justiça.
Inicialmente, há reações contrárias, mas a permissão para realização dessa compensação por parte de devedores do INSS pode ser um sinal de que o acordo caminha nessa direção. Antes da edição da MP, mesmo que o governo quisesse avançar com essa proposta, estava impedido porque não havia autorização legal.
"Qualquer empresa que tenha qualquer tipo de crédito tributário poderá utilizá-los", disse o secretário da Receita, Jorge Rachid, negando que a medida tenha sido incluída por causa da Varig. "A medida permite que os créditos beneficiem a Previdência".
Fonte: O Estado de S. Paulo (16/06/05)
10. Avião a álcool no NE
Fonte: Valor Econômico
A Neiva Aviões Agrícolas fez neste mês a primeira venda de aviões agrícolas movidos a álcool para o Nordeste. As aeronaves, de custo unitário de US$ 255 mil, foram vendidas a produtores de soja, milho e algodão de Luís Eduardo Magalhães (BA) e foram financiadas pelo Banco do Nordeste.
Fonte: Valor Econômico (16/06/05)