EMBRAER: expectativa de recordes com a família 170/190
Enviado: Dom Jun 12, 2005 18:10
(Fonte: Reuters, via MSN Notícias - 12/06/2005 # Foto: Marcos Oliveira)
Embraer baterá entregas do ERJ-145 com novos aviões
Por Cesar Bianconi
PARIS (Reuters) - A Embraer, quarta maior fabricante de aviões, espera superar com sua nova família de jatos para entre 70 e 118 passageiros o resultado que teve com os aviões regionais de 50 assentos. Em 8 anos desde o lançamento do modelo ERJ-145, a fabricante brasileira entregou 900 unidades do avião.
"Acho que vai ser maior (o número de entregas de jatos da nova família). Nossa expectativa de mercado quando lançamos o ERJ-145 eram 400 aviões em 10 anos. Nossa expectativa de mercado em 10 anos, com nível de competição maior, é que nós estaremos alcançando 650 aviões (da nova família)," afirmou à Reuters o presidente-executivo da Embraer, Maurício Botelho.
A família Embraer 170/190 tinha ao final do primeiro trimestre 301 pedidos firmes em carteira, total que inclui encomenda de 85 unidades do modelo de 70 lugares da norte-americana US Airways, cujas entregas estão paralisadas por conta da concordata da companhia aérea.
Falando na véspera do início da Paris Air Show, feira de aviação que acontece em Le Bourget a cada dois anos, Botelho reconheceu que o ambiente na indústria aérea ainda é complicado, com forte competição e custos em alta, como o petróleo.
Citando dados da Iata, associação que reúne empresas de transporte aéreo, o executivo disse que o setor deve registrar globalmente prejuízo de 6 bilhões de dólares em 2005. O pior cenário é nos Estados Unidos, principal mercado para as fabricantes de aviões.
"O maior mercado (EUA) ainda está em dificuldades. Mas mesmo quando olhamos os EUA, temos que ver as diferenças dentro dele; as linhas aéreas de baixo custo continuam se desenvolvendo bem, lucrativamente; as linhas aéreas regionais estão bem; e as linhas aéreas chamadas principais estão com dificuldades grandes," afirmou.
Botelho não descartou eventual sobra de aviões no mercado devido à consolidação na indústria. "Não há o que fazer. Mas é possível que numa situação de consolidação você tenha alguns aviões (sobrando). Não sei se sobras, talvez haja realocações. Se há dificuldade de uma empresa qualquer e ela diminui a sua operação, alguém vai tomar esse mercado," disse ele, voltando a citar dados da Iata que mostram que o número de passageiros transportados hoje supera o registrado em 2001.
Nesse cenário ainda incerto, o presidente da Embraer evita prognosticar quando a fabricante retomará os níveis de entregas registrados às vésperas dos atentados aéreos de 11 de setembro, de cerca de 160 aeronaves por ano.
"Nós fizemos redução do volume de entregas, mas a composição dessas entregas se faz com produtos de maior valor, então o que estamos assistindo é maior receita. Quando vai voltar a entregar 160 aviões não sei, é difícil dizer. Por enquanto nossas previsões são essas: 145 aviões para este ano e 145 para o próximo," disse.
As metas de 2004 e 2005 da Embraer foram revistas para baixo no segundo semestre do ano passado após a concordata da US Airways, que recentemente anunciou que se juntará à América West. "Eles ainda estão em concordata. Todos esses movimentos (de associação) precisam ser aprovados pela corte, ainda tem espaço de tempo para isso acontecer de fato," comentou, evitando dar pistas de como ficará o pedido em aberto da US Airways.
FUTURO
Sobre o futuro da Embraer na aviação comercial, que responde pela maior parte da receita da empresa, Botelho descartou investimentos em novos modelos. "Nós decidimos que não vamos pular para um avião maior que o Embraer 195 (para até 118 passageiros), porque é um elevadíssimo risco, chance de fracasso enorme. Não é pela capacidade de desenvolver o avião, mas pelo retorno que teria do investimento."
Ele criticou o plano da canadense Bombardier, rival histórica da Embraer no mercado, de desenvolver aviões C-Series de até 130 lugares.
"O C-Series da Bombardier tem probabilidade enorme de desastre, porque vai brigar direto com Boeing e Airbus, está longe de ser uma competição igual, porque as forças industriais, mercadológicas, financeiras são enormes, são muito maiores do que as deles (Bombardier) e as nossas," disse.

Embraer baterá entregas do ERJ-145 com novos aviões
Por Cesar Bianconi
PARIS (Reuters) - A Embraer, quarta maior fabricante de aviões, espera superar com sua nova família de jatos para entre 70 e 118 passageiros o resultado que teve com os aviões regionais de 50 assentos. Em 8 anos desde o lançamento do modelo ERJ-145, a fabricante brasileira entregou 900 unidades do avião.
"Acho que vai ser maior (o número de entregas de jatos da nova família). Nossa expectativa de mercado quando lançamos o ERJ-145 eram 400 aviões em 10 anos. Nossa expectativa de mercado em 10 anos, com nível de competição maior, é que nós estaremos alcançando 650 aviões (da nova família)," afirmou à Reuters o presidente-executivo da Embraer, Maurício Botelho.
A família Embraer 170/190 tinha ao final do primeiro trimestre 301 pedidos firmes em carteira, total que inclui encomenda de 85 unidades do modelo de 70 lugares da norte-americana US Airways, cujas entregas estão paralisadas por conta da concordata da companhia aérea.
Falando na véspera do início da Paris Air Show, feira de aviação que acontece em Le Bourget a cada dois anos, Botelho reconheceu que o ambiente na indústria aérea ainda é complicado, com forte competição e custos em alta, como o petróleo.
Citando dados da Iata, associação que reúne empresas de transporte aéreo, o executivo disse que o setor deve registrar globalmente prejuízo de 6 bilhões de dólares em 2005. O pior cenário é nos Estados Unidos, principal mercado para as fabricantes de aviões.
"O maior mercado (EUA) ainda está em dificuldades. Mas mesmo quando olhamos os EUA, temos que ver as diferenças dentro dele; as linhas aéreas de baixo custo continuam se desenvolvendo bem, lucrativamente; as linhas aéreas regionais estão bem; e as linhas aéreas chamadas principais estão com dificuldades grandes," afirmou.
Botelho não descartou eventual sobra de aviões no mercado devido à consolidação na indústria. "Não há o que fazer. Mas é possível que numa situação de consolidação você tenha alguns aviões (sobrando). Não sei se sobras, talvez haja realocações. Se há dificuldade de uma empresa qualquer e ela diminui a sua operação, alguém vai tomar esse mercado," disse ele, voltando a citar dados da Iata que mostram que o número de passageiros transportados hoje supera o registrado em 2001.
Nesse cenário ainda incerto, o presidente da Embraer evita prognosticar quando a fabricante retomará os níveis de entregas registrados às vésperas dos atentados aéreos de 11 de setembro, de cerca de 160 aeronaves por ano.
"Nós fizemos redução do volume de entregas, mas a composição dessas entregas se faz com produtos de maior valor, então o que estamos assistindo é maior receita. Quando vai voltar a entregar 160 aviões não sei, é difícil dizer. Por enquanto nossas previsões são essas: 145 aviões para este ano e 145 para o próximo," disse.
As metas de 2004 e 2005 da Embraer foram revistas para baixo no segundo semestre do ano passado após a concordata da US Airways, que recentemente anunciou que se juntará à América West. "Eles ainda estão em concordata. Todos esses movimentos (de associação) precisam ser aprovados pela corte, ainda tem espaço de tempo para isso acontecer de fato," comentou, evitando dar pistas de como ficará o pedido em aberto da US Airways.
FUTURO
Sobre o futuro da Embraer na aviação comercial, que responde pela maior parte da receita da empresa, Botelho descartou investimentos em novos modelos. "Nós decidimos que não vamos pular para um avião maior que o Embraer 195 (para até 118 passageiros), porque é um elevadíssimo risco, chance de fracasso enorme. Não é pela capacidade de desenvolver o avião, mas pelo retorno que teria do investimento."
Ele criticou o plano da canadense Bombardier, rival histórica da Embraer no mercado, de desenvolver aviões C-Series de até 130 lugares.
"O C-Series da Bombardier tem probabilidade enorme de desastre, porque vai brigar direto com Boeing e Airbus, está longe de ser uma competição igual, porque as forças industriais, mercadológicas, financeiras são enormes, são muito maiores do que as deles (Bombardier) e as nossas," disse.
