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Resenha de notícias - 07/06/2005

Enviado: Ter Jun 07, 2005 14:41
por AeroEntusiasta
1. TAP quer ter acesso à capacidade excedente da VEM e da VarigLog
2. Companhia deve perder chance de limpar balanço
3. Entrada da TAP na Varig gera polêmica
4. Presidente da Air Canada assume comando da Iata
5. Embraer anuncia negócio de US$ 470 mi
6. United obtém autorização para ter internet a bordo
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1. TAP quer ter acesso à capacidade excedente da VEM e da VarigLog
Fonte: Valor Econômico
Caso seja bem-sucedida em seus planos para assumir o controle da Varig, a TAP não pretende se ater apenas à integração das malhas de vôo das duas companhias. A estatal portuguesa está de olho, entre outras coisas, na utilização do excesso de capacidade da Varig nas áreas de manutenção e de transporte de cargas, operadas pela Varig Engenharia e Manutenção (VEM) e VarigLog, respectivamente, segundo o Valor apurou. Nos dois negócios, a TAP está em seu limite de capacidade e não tem como crescer.
Além de abrir espaço para expandir-se nessas frentes de negócios, a TAP pretende integrar diversas áreas de apoio das duas companhias, numa tentativa de promover economias e melhorar não só os números da Varig, mas também os seus próprios indicadores financeiros e operacionais.
Nas áreas passíveis de integração estão a de comercialização de bilhetes, de compras de suprimentos, de sistemas de tecnologia e de handling (logística de bagagens e passageiros nos aeroportos). Os gastos com treinamento de tripulação também poderiam cair caso houvesse uma padronização das aeronaves utilizadas pelas duas empresas.
Apesar dos planos para controlar a Varig, a estatal portuguesa TAP não abandonou a idéia de uma privatização das suas operações. A empresa aposta que a integração de seu negócio com a companhia brasileira irá, na verdade, aumentar o preço que investidores privados poderão pagar no futuro.
A TAP considera que os negócios na região que chama de Atlântico Sul (América do Sul e África), especialmente o Brasil, são importantes para a continuidade de suas operações. Isso porque a expansão no chamado Atlântico Norte é mais difícil, por conta da concorrência oferecida por outras aéreas européias.
A idéia é integrar mais os vôos das duas companhias, para que os passageiros originados por uma alimentem a malha da outra.
Conforme o Valor revelou ontem, o plano da TAP prevê a execução de quatro etapas de uma complexa estrutura financeira. De acordo com uma fonte, todos os estágios teriam que ser cumpridos quase que simultaneamente, porque nenhum deles funciona sem o outro.
Em primeiro lugar, seria criada uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para adquirir as dívidas junto a credores estrangeiros e os aviões em regime de leasing. Essa SPE emitiria títulos no exterior num total de US$ 2 bilhões que seriam entregues a esses credores e empresas de leasing, em troca dos créditos. A SPE passaria a ser a nova credora da Varig.
A seguir, a SPE usaria esses créditos e aviões para capitalizar a Varig. A transformação de dívida em capital abateria o passivo da aérea e também reduziria o rombo patrimonial. Ao fazer esse aumento de capital, a SPE assumiria 90% do capital da Varig, diluindo a Fundação Ruben Berta a cerca de 5%. O restante das ações ficaria com os atuais minoritários, que também seriam diluídos.
Como medida adicional nesse sentido, está previsto o encontro de contas entre dívidas tributárias da Varig e a indenização que a companhia tem a receber em um processo contra a União.
No estágio final, a SPE venderia à TAP e ao mercado as ações da Varig, usando os recursos arrecadados para pagar os credores que aceitaram seus títulos da dívida.
Ao final, a TAP ficaria com até 20% do capital da Varig e o seu controle acionário, já que as ações com direito a voto seriam pulverizadas.
Fonte: Valor Econômico (07/06/05)

2. Companhia deve perder chance de limpar balanço
Por: Daniel Rittner
Fonte: Valor Econômico
A oportunidade mais imediata para limpar o balanço da Varig está no Senado. A não ser que haja uma ingerência direta do Ministério da Defesa ou do Palácio do Planalto - e não existem sinais de que isso vá acontecer -, a empresa corre o risco de desperdiçar numa simples canetada a chance de reduzir em cerca de R$ 1 bilhão o seu patrimônio líquido negativo. O encontro de contas, possibilidade mais cobiçada pela Varig para melhorar o seu balanço, continua a enfrentar resistência no governo - da Fazenda à Casa Civil, passando pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Alvo de forte lobby, o artigo que permite às companhias aéreas contabilizar instalações aeroportuárias como hangares e terminais da União como seus ativos pode acabar de fora do projeto de criação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), praticamente pronto na mesa do senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do PT no Senado.
Apoiado pelas aéreas e por alas do governo, esse artigo tinha como idéia central mudar os padrões de contabilidade financeira das empresas do setor. Em vez de "concessões de espaço comercial", áreas que vão de hangares a balcões de check-in nos aeroportos passariam a ser "arrendadas" pela Infraero às companhias, por um período de 20 anos.
A alteração teria um efeito direto na conta das aéreas: ao permitir que essas instalações fossem computadas como ativos próprios, a lei da Anac ajudaria a diminuir o rombo financeiro das empresas. No caso da Varig, o Congresso estima que o benefício poderia atingir R$ 1 bilhão.
Até as moribundas Vasp e Transbrasil sairiam ganhando, na medida em que poderiam alugar os seus hangares. Isso explica a peregrinação do advogado Roberto Teixeira, amigo íntimo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelos gabinetes de Brasília, em busca de apoio ao artigo. Teixeira fazia parte do conselho de administração da Transbrasil e articula o ressurgimento da companhia, como transportadora de cargas.
A Infraero e o Comando da Aeronáutica lideram o movimento contrário à mudança, chamada no jargão do setor como "direito real de uso". A Infraero vê um risco de expropriação de seus ativos. Se as áreas forem arrendadas por 20 anos, a Infraero não terá como retomar hangares e terminais antes de terminado esse prazo, mesmo na eventual falência de uma ou outra companhia.
O problema é que, na legislação atual, nem em situações drásticas a estatal consegue reaver essas instalações, dizem os defensores do artigo. Basta ver o exemplo da Transbrasil: apesar de não ter decolado um só vôo nos últimos três anos e meio, ela ainda detém hangares, terminais de cargas, mais de 40 balcões de check-in e mais de 20 áreas administrativas em aeroportos.
Segundo a interpretação favorável ao direito real de uso, existem três vantagens na medida: as empresas ganham maior segurança para fazer investimentos em seus hangares e terminais, evita-se um impasse judicial que proíba o uso dessas áreas em caso de paralisação de uma companhia aérea, e os trabalhadores saem beneficiados - ao permitir-se o pagamento do passivo trabalhista com o dinheiro proveniente do aluguel das áreas.
A tendência, na semana passada, era de que o artigo sobre o direito real de uso ficasse de fora do texto final do senador Delcídio a respeito da Anac. Apenas uma interferência direta do Palácio do Planalto ou do vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, mudaria o rumo. Até agora, ele não foi procurado sobre isso.
Fonte: Valor Econômico (07/06/05)

3. Entrada da TAP na Varig gera polêmica
Executivo considera operação ''difícil''
Por: Virgínia Silveira
Fonte: Jornal do Brasil
A entrada da portuguesa TAP como controladora da Varig não será uma operação simples. A pulverização do capital votante da aérea brasileira em bolsa, na opinião do ex-presidente da empresa, Ozires Silva, é uma alternativa difícil de ser implementada.
- Não sei quem compraria as ações. As principais companhias aéreas do mundo vivem um momento delicado. Com esse tipo de performance é difícil encontrar um investidor interessado num negócio de risco - disse.
Segundo Silva, dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) mostram que, nos últimos quatro anos, o mercado de transporte aéreo registrou um prejuízo de cerca de US$ 35 bilhões. A IATA representa hoje 270 linhas aéreas no mundo, que detêm 94% do tráfego aéreo internacional. Para este ano, segundo Silva, já estão sendo esperadas perdas de mais de US$ 5 bilhões. Em 2004, o prejuízo do setor chegou a US$ 4,8 bilhões.
O ex-presidente da Varig diz que lamenta se a única opção para a Varig for a perda de controle para uma companhia estrangeira.
- Entregar uma companhia nacional, do porte da Varig, por uma quantia irrisória não faz sentido. Nenhum país do mundo faria isso.
O Secretário de Organização Institucional do Ministério da Defesa, Antônio Carlos Ayrosa Rosière, disse que o ministro José Alencar, vem acompanhando com grande interesse os esforços da Varig em seu processo de reestruturação, mas que ''não cabe ao governo nenhuma ingerência na forma como a empresa e seus possíveis investidores e parcerias conduzem as suas negociações''.
O executivo do Ministério da Defesa também rebate o argumento de que faltaria um pouco de vontade política do governo em relação à situação da Varig. - O Ministério da Defesa entende que o governo está ciente disso, tanto é que tem atuado de todas as formas no sentido de favorecer para que a companhia possa encontrar as soluções que vem buscando.
Nos últimos anos, segundo o Secretário, as sucessivas renegociações e rolagem das dívidas de empresas como a Varig e a Vasp para com o fisco, a seguridade social, bancos oficiais e empresas públicas tem se dado sempre em bases extremamente generosas.
Sobre a hipótese de o governo antecipar o pagamento de uma indenização de R$ 2,5 bilhões que a Varig busca na justiça, Rosière disse que não compete ao Ministério da Defesa se posicionar sobre esta questão. Tal decisão, segundo ele, ''cabe à Advocacia Geral da União''. O Secretário disse que ainda é cedo para avaliar as medidas que vêm sendo tomadas pelo novo Conselho de Administração da Varig, mas que as informações recebidas da empresa até o momento, mesmo antes da mudança na direção, são alentadoras.
Fonte: Jornal do Brasil (07/06/05)

4. Presidente da Air Canada assume comando da Iata
Por: Glauce Cavalcanti
Fonte: O Globo Online
O presidente da ACE Aviation Holdings Inc, controladora da Air Canada, Robert Milton, assumiu a presidência da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, da sigla em inglês) para o biênio 2005/2006. Ele assume a posição antes ocupada pelo presidente e CEO da Air France, Jean-Cyril Spinetta, que deixou o cargo no último dia 31, no encontro anual da Iata, que aconteceu em Tóquio, no Japão.
O diretor-geral e CEO da Iata, Giovanni Bisignani, apontou o projeto de simplificação dos negócios como uma conquista da entidade no útlimo ano. Segundo ele, segurança, eficiência de custos, livre comércio e conveniências para passageiros são o centro da agenda para trazer de volta a saúde da indústria de aviação.
Fonte: O Globo Online (06/06/05)

5. Embraer anuncia negócio de US$ 470 mi
Por: Fábio Amato
Fonte: Folha de S.Paulo Embraer anunciou ontem a venda de 14 jatos do modelo 195 para a Flybe, empresa britânica que opera com tarifas de baixo custo. O valor do negócio é de US$ 470 milhões, mas pode chegar a US$ 870 milhões caso a Flybe converta outras 12 opções de compra. De acordo com a Embraer, quarta maior fabricante de jatos comerciais do mundo, as entregas estão programadas para ter início no segundo semestre de 2006 e devem se estender até o final de 2007.
Com isso, a Flybe deve ser a primeira empresa a operar com o modelo 195, maior avião produzido pela Embraer, homologado no final de 2004. O modelo adquirido pela companhia inglesa terá configuração para 118 assentos.
A Flybe opera 101 linhas em sete países, sendo os vôos dentro do Reino Unido seu principal mercado. Em nota divulgada ontem pela Embraer, o chairman e diretor-gerente da Flybe, Jim French, informou que os Embraer 195 substituirão a frota de aviões BAe 146 operados hoje pela companhia.
Bolsa
Num dia em que a Bovespa registrou forte queda de 3,21%, impulsionada pelas denúncias de corrupção no governo, a Embraer foi uma das duas únicas empresas entre as que fazem parte do Ibovespa que tiveram ontem suas ações valorizadas -a outra foi o Bradesco (PN).
Com o anúncio da venda das aeronaves para a Flybe, as ações preferenciais da Embraer subiram 2,26%, fechando em R$ 19,85. As ações ordinárias fecharam cotadas em R$ 15,40, alta de 0,65%.
Em balanço dos resultados do primeiro trimestre de 2005, a Embraer informou uma carteira de pedidos firmes com 301 aeronaves da família 170/190. Desses, 155 unidades são do modelo 190. Outros 15 são do modelo 195, encomendas feitas pela suíça Swiss Air, mas sem prazo para início das entregas.
A Embraer anunciou que mantém a previsão de entregar 145 aeronaves neste ano, mesmo resultado registrado em 2004. No primeiro trimestre de 2005, a fabricante brasileira já efetuou a entrega de 30 jatos -sete a mais do que no mesmo período do ano passado. De acordo com a empresa, a expectativa é de que 60% das entregas programadas para este ano sejam feitas a partir do segundo semestre.
Fonte: Folha de S.Paulo (07/06/05)

6. United obtém autorização para ter internet a bordo
Fonte: Folha de S.Paulo
A aérea americana United Airlines recebeu aprovação do governo para instalar equipamentos wi-fi em seus aviões, o que permitirá aos passageiros acessar a internet durante o vôo. A United não disse se cobrará pelo serviço.
Fonte: Folha de S.Paulo (07/06/05)