Acadêmicos projetam avião agrícola
Enviado: Seg Mai 16, 2005 19:17
Acadêmicos projetam avião agrícola
Gazeta do Povo - PR - 16/5/2005
No começo do próximo semestre, um novo modelo de avião agrícola pulverizador deve chegar ao mercado. A aeronave, classificada como experimental avançada, vai custar cerca de R$ 100 mil e será, segundo seus criados, dez vezes mais barata que as similares. O projeto está sendo desenvolvido pelo professor do curso de Técnico em Manutenção de Aeronaves da Universidade Tuiuti do Paraná, Sérgio de Moraes Campos e dois de seus ex-alunos, Paulo César Oliveira e João Carlos Ioris. “Nosso objetivo é fabricar um avião acessível para todo tipo de agricultor”, explica Campos.
O projeto começou a ser desenvolvido há cerca de dois anos, segundo os idealizadores, como uma brincadeira. “Mas tivemos um grande incentivo da universidade, que cedeu os laboratórios, e do mercado em geral, que resolvemos colocá-lo em prática”, lembra o professor. A aeronave está sendo construída em liga de alumínio resistente a corrosão, com capacidade para duas pessoas. Além disso, segundo Campos, ela tem facilidade para pouso e decolagem em pistas curtas, de cerca de 60 metros, enquanto os demais precisam de 200 metros. “Além disso, ela usa combustível comum, o que torna o vôo mais barato. A gasolina de aviação custa três vezes mais do que a usada nos carros. É um tanque de combustível revolucionário, feito com célular de borracha.”
Segundo o estudante Paulo César Oliveira, a aeronave terá capacidade para voar entre 48 e 100 quilômetros por hora. “É uma velocidade baixa, para situações específicas como a pulverização, por exemplo.”Os criadores esperam que o avião seja usado também para vôos panorâmicos e viagens entre pequenas distâncias. “A função do projeto é popularizar o avião, torná-lo mais acessível, como um carro.”
Para construir o protótipo, o trio está investindo recursos próprios, cerca de R$ 80 mil. “O primeiro é sempre mais caro. Até porque, por enquanto ele está sendo feito de uma forma artesanal. Nossa idéia é, no futuro, abrir uma empresa e montar uma linha de produção”, diz Oliveira. A expectativa é que, com a linha estruturada, seja produzida uma aeronave por mês. Os construtores não têm dúvida de que o produto tem um grande mercado. “Antes de terminarmos o primeiro, a procura já começou”, afirma o professor.
Gazeta do Povo - PR - 16/5/2005
No começo do próximo semestre, um novo modelo de avião agrícola pulverizador deve chegar ao mercado. A aeronave, classificada como experimental avançada, vai custar cerca de R$ 100 mil e será, segundo seus criados, dez vezes mais barata que as similares. O projeto está sendo desenvolvido pelo professor do curso de Técnico em Manutenção de Aeronaves da Universidade Tuiuti do Paraná, Sérgio de Moraes Campos e dois de seus ex-alunos, Paulo César Oliveira e João Carlos Ioris. “Nosso objetivo é fabricar um avião acessível para todo tipo de agricultor”, explica Campos.
O projeto começou a ser desenvolvido há cerca de dois anos, segundo os idealizadores, como uma brincadeira. “Mas tivemos um grande incentivo da universidade, que cedeu os laboratórios, e do mercado em geral, que resolvemos colocá-lo em prática”, lembra o professor. A aeronave está sendo construída em liga de alumínio resistente a corrosão, com capacidade para duas pessoas. Além disso, segundo Campos, ela tem facilidade para pouso e decolagem em pistas curtas, de cerca de 60 metros, enquanto os demais precisam de 200 metros. “Além disso, ela usa combustível comum, o que torna o vôo mais barato. A gasolina de aviação custa três vezes mais do que a usada nos carros. É um tanque de combustível revolucionário, feito com célular de borracha.”
Segundo o estudante Paulo César Oliveira, a aeronave terá capacidade para voar entre 48 e 100 quilômetros por hora. “É uma velocidade baixa, para situações específicas como a pulverização, por exemplo.”Os criadores esperam que o avião seja usado também para vôos panorâmicos e viagens entre pequenas distâncias. “A função do projeto é popularizar o avião, torná-lo mais acessível, como um carro.”
Para construir o protótipo, o trio está investindo recursos próprios, cerca de R$ 80 mil. “O primeiro é sempre mais caro. Até porque, por enquanto ele está sendo feito de uma forma artesanal. Nossa idéia é, no futuro, abrir uma empresa e montar uma linha de produção”, diz Oliveira. A expectativa é que, com a linha estruturada, seja produzida uma aeronave por mês. Os construtores não têm dúvida de que o produto tem um grande mercado. “Antes de terminarmos o primeiro, a procura já começou”, afirma o professor.