Brasil pode ir de novo à OMC contra ajuda à Bombardier
Enviado: Seg Mai 16, 2005 19:14
Brasil pode ir de novo à OMC contra ajuda à Bombardier
Valor Econômico - 16/5/2005
A briga entre Embraer e Bombardier pelo mercado internacional de jatos regionais prossegue, agora, com gestos de cortesia entre canadenses e brasileiros: antes de anunciar que usará US$ 700 milhões, em dinheiro público para financiar o desenvolvimento da nova linha de jatos da companhia canadense, o governo do Canadá comunicou informalmente a decisão, ao governo do Brasil.
As autoridades canadenses não deram detalhes sobre o mecanismo de financiamento oferecido à Bombardier, porém. E a gentileza não reduziu a preocupação das autoridades brasileiras, que ameaçam ir à Organização Mundial do Comércio (OMC), mais uma vez, contra o apoio oficial à Bombardier, caso se constate subsídios no financiamento incompatíveis com as regras internacionais de comércio.
"Não temos informações precisas o suficiente sobre as condições em que o apoio oficial está sendo concedido", disse o Coordenador-geral de Contenciosos do Ministério das Relações Exteriores, Roberto Azevedo. "O governo brasileiro está muito preocupado com esse financiamento e está atento aos desdobramentos que possam decorrer dele", alertou.
O apoio oficial à Bombardier tende a desequilibrar "completamente" as condições de competição entre as companhias, argumenta Roberto Azevedo, ao lembrar que a Embraer não recebeu nenhuma ajuda do governo para desenvolver seus jatos da família EMB-170/90, de 70, 75, 90 e 95 lugares, o tipo de aeronave que a Bombardier pretende, agora, começar a fabricar também.
A canadense discorda da afirmação de que os novos jatos da Embraer são fruto apenas da cooperação privada; argumenta que 80% das exportações da empresa brasileira recebem financiamento oficial (cifra contestada pela Embraer, que tem enfrentado dificuldades para obter financiamento no BNDES, disposto a reduzir sua exposição na empresa).
O esforço do governo do Canadá para dar fôlego à Bombardier ocorre depois que até uma empresa de aviação local passou a comprar da brasileira jatos para seus vôos regionais. Em 2004, quando a Embraer recebeu 132 pedidos firmes de aeronaves, 45 EMB-190 e 15 EMB-175 foram feitos pela Air Canada, que assinou também opção para compra de mais 60 aviões.
Valor Econômico - 16/5/2005
A briga entre Embraer e Bombardier pelo mercado internacional de jatos regionais prossegue, agora, com gestos de cortesia entre canadenses e brasileiros: antes de anunciar que usará US$ 700 milhões, em dinheiro público para financiar o desenvolvimento da nova linha de jatos da companhia canadense, o governo do Canadá comunicou informalmente a decisão, ao governo do Brasil.
As autoridades canadenses não deram detalhes sobre o mecanismo de financiamento oferecido à Bombardier, porém. E a gentileza não reduziu a preocupação das autoridades brasileiras, que ameaçam ir à Organização Mundial do Comércio (OMC), mais uma vez, contra o apoio oficial à Bombardier, caso se constate subsídios no financiamento incompatíveis com as regras internacionais de comércio.
"Não temos informações precisas o suficiente sobre as condições em que o apoio oficial está sendo concedido", disse o Coordenador-geral de Contenciosos do Ministério das Relações Exteriores, Roberto Azevedo. "O governo brasileiro está muito preocupado com esse financiamento e está atento aos desdobramentos que possam decorrer dele", alertou.
O apoio oficial à Bombardier tende a desequilibrar "completamente" as condições de competição entre as companhias, argumenta Roberto Azevedo, ao lembrar que a Embraer não recebeu nenhuma ajuda do governo para desenvolver seus jatos da família EMB-170/90, de 70, 75, 90 e 95 lugares, o tipo de aeronave que a Bombardier pretende, agora, começar a fabricar também.
A canadense discorda da afirmação de que os novos jatos da Embraer são fruto apenas da cooperação privada; argumenta que 80% das exportações da empresa brasileira recebem financiamento oficial (cifra contestada pela Embraer, que tem enfrentado dificuldades para obter financiamento no BNDES, disposto a reduzir sua exposição na empresa).
O esforço do governo do Canadá para dar fôlego à Bombardier ocorre depois que até uma empresa de aviação local passou a comprar da brasileira jatos para seus vôos regionais. Em 2004, quando a Embraer recebeu 132 pedidos firmes de aeronaves, 45 EMB-190 e 15 EMB-175 foram feitos pela Air Canada, que assinou também opção para compra de mais 60 aviões.