Conselho da Varig diz já ter dez propostas
Enviado: Qua Mai 11, 2005 15:31
11/05/2005 - 09h59
Conselho da Varig diz já ter dez propostas
Publicidade
da Folha de S.Paulo
O novo conselho de administração da Varig apresentou ontem ao vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, uma lista com ofertas feitas à aérea. Segundo David Zylbersztajn, presidente do conselho, são "aproximadamente dez propostas".
"Estou satisfeito. Estou vendo solução para a Varig, uma solução maravilhosa para a Varig. Estou muito bem impressionado com tudo e acredito que agora vamos chegar a bom termo", afirmou o vice-presidente após a reunião.
Zylbersztajn disse que a empresa não está pedindo tratamento especial, mas que o governo poderia dar mais prazo na cobrança das dívidas. "A gente espera um processo de boa vontade, porque não se está pedindo nada em termos de favorecimento e de privilégio", afirmou. Ele disse que na semana que vem pode haver novidades a respeito do novo dono.
"Na prática são prazos um pouco maiores, não muito maiores do que os de agora, porque muitas vezes você tem dificuldades muito pequenas e muito momentâneas, que podem ser resolvidas com pequenos ajustes", afirmou ele.
Zylbersztajn descartou a ajuda direta do governo com renúncia de dívidas ou aporte de capital. "Temos pressa. Cada dia que passa é um dia a menos para resolver esse problema. No prazo de uma semana, mais ou menos, podemos ter alguma posição", disse.
O presidente do conselho afirmou que, por ora, o BNDES não participa do processo, mas que isso pode ocorrer no futuro, já com o novo controlador.
O governo decidiu que terá dois representantes para acompanhar e analisar as propostas feitas à Varig. Um deles deve ser o diretor-geral do DAC (Departamento de Aviação Civil), brigadeiro Jorge Godinho, e o outro deve vir da área jurídica do Ministério da Defesa.
Português
Na Varig, há especulações de que pelo menos 2.000 pessoas seriam demitidas no início da reestruturação da empresa. O novo conselho afirma, no entanto, que, por enquanto, os cortes de custos não envolvem demissões. A Varig tem aproximadamente 17 mil funcionários e há quem diga que, com a nova estrutura, apenas 8.000 seriam realmente necessários.
Problema para a nova administração pode vir do colégio deliberante da Fundação Ruben Berta (controladora da aérea), composto por cerca de 160 funcionários da Varig. É a última instância decisória, com poder para destituir curadores da fundação. A administração é escolhida pelos curadores.
Ontem, pessoas ligadas à Varig disseram que a proposta feita por um grupo ligado à empresa Fontidec e a um empresário português, cujo nome seria Pedro Lobo, era apontada como a melhor opção entre as ofertas analisadas pela companhia. Segundo a Folha apurou, o grupo ainda não colocou de fato o cheque na mesa.
Conselho da Varig diz já ter dez propostas
Publicidade
da Folha de S.Paulo
O novo conselho de administração da Varig apresentou ontem ao vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, uma lista com ofertas feitas à aérea. Segundo David Zylbersztajn, presidente do conselho, são "aproximadamente dez propostas".
"Estou satisfeito. Estou vendo solução para a Varig, uma solução maravilhosa para a Varig. Estou muito bem impressionado com tudo e acredito que agora vamos chegar a bom termo", afirmou o vice-presidente após a reunião.
Zylbersztajn disse que a empresa não está pedindo tratamento especial, mas que o governo poderia dar mais prazo na cobrança das dívidas. "A gente espera um processo de boa vontade, porque não se está pedindo nada em termos de favorecimento e de privilégio", afirmou. Ele disse que na semana que vem pode haver novidades a respeito do novo dono.
"Na prática são prazos um pouco maiores, não muito maiores do que os de agora, porque muitas vezes você tem dificuldades muito pequenas e muito momentâneas, que podem ser resolvidas com pequenos ajustes", afirmou ele.
Zylbersztajn descartou a ajuda direta do governo com renúncia de dívidas ou aporte de capital. "Temos pressa. Cada dia que passa é um dia a menos para resolver esse problema. No prazo de uma semana, mais ou menos, podemos ter alguma posição", disse.
O presidente do conselho afirmou que, por ora, o BNDES não participa do processo, mas que isso pode ocorrer no futuro, já com o novo controlador.
O governo decidiu que terá dois representantes para acompanhar e analisar as propostas feitas à Varig. Um deles deve ser o diretor-geral do DAC (Departamento de Aviação Civil), brigadeiro Jorge Godinho, e o outro deve vir da área jurídica do Ministério da Defesa.
Português
Na Varig, há especulações de que pelo menos 2.000 pessoas seriam demitidas no início da reestruturação da empresa. O novo conselho afirma, no entanto, que, por enquanto, os cortes de custos não envolvem demissões. A Varig tem aproximadamente 17 mil funcionários e há quem diga que, com a nova estrutura, apenas 8.000 seriam realmente necessários.
Problema para a nova administração pode vir do colégio deliberante da Fundação Ruben Berta (controladora da aérea), composto por cerca de 160 funcionários da Varig. É a última instância decisória, com poder para destituir curadores da fundação. A administração é escolhida pelos curadores.
Ontem, pessoas ligadas à Varig disseram que a proposta feita por um grupo ligado à empresa Fontidec e a um empresário português, cujo nome seria Pedro Lobo, era apontada como a melhor opção entre as ofertas analisadas pela companhia. Segundo a Folha apurou, o grupo ainda não colocou de fato o cheque na mesa.