Resgate aéreo de Brizola do Brasil para o Uruguai em 1964
Enviado: Qua Jul 30, 2014 21:05
Resgate aéreo de Brizola do Brasil para o Uruguai em 1964.
Fonte: http://piloto-do-presidente.blogspot.co ... tulio.html" onclick="window.open(this.href);return false;
BLOG: Piloto-do-presidente.blogspot.com.b
Brizola permaneceu mais de um mês na clandestinidade em solo gaúcho, toda a informação davam conta de que os militares me matariam, não havia outra alternativa se não o exílio, afirma Brizola.
Pediu aos amigos que levassem a mulher Neusa e seus filhos para Montevidéu. Manoel Leães conta que, em fins de Abril de 1964, estava acompanhando o ex-Presidente João Goulart. Na ocasião Brizola, escondido em Porto Alegre, buscava uma forma de sair do País.
Maneco recebeu em seu apartamento a rua Bolívar Espana com la Rambla em Positos-Montevidéu, um emissário que lhe propôs a missão de resgatar o ex-governador Leonel Brizola.
“Durante dez dias estudei a possibilidade de fazer o resgate na capital gaúcha, por ser muito arriscado, então a alternativa seria o litoral gaúcho”.
“Pedi ao emissário que fosse analisado o movimento da maré alta e baixa, com areia firme poderia pousar com segurança, e na beira da praia teria que estar um caminhão e dois carros no formato de uma cruz, esse seria o sinal que o plano não havia sido descoberto”.
“Leães rasgou uma nota de um cruzeiro ao meio, ficando com a metade e a outra metade seria entregue pelo emissário que traria o plano de resgate de Brizola”.
O deputado Helio Fontoura veranista de Cidreira, foi o encarregado de analisar o melhor horário para Maneco Leães pousar e resgatar Brizola, seria entre 07h30min. e 8:00 horas da manhã, areia estaria firme.
“Passado alguns dias fui avisado a comparecer no hotel Lancaster no centro de Montevidéu, onde Neusa e seus filhos estavam hospedados, já sabendo do que seria peguei o carro de Jango e fui o mais rápido ao hotel, ao chegar Neusa e o emissário Ajadil de Lemos estavam a minha espera, ele portando a outra metade de um cruzeiro e com o plano de resgate”.
“Um dia antes comentei com a minha esposa que viajaria ao interior uruguaio, onde receberia os gados que Jango comprou e manda-los para a fazenda El Rincon”. “Peguei minha família e fomos para Punta del Este, precisava ludibriar os agentes que nos vigiavam, e orientei a minha esposa caso não retorna-se até o final da tarde, ela teria que voltar para Montevidéu e entrar em contato com Jango”.
“Ás 5 horas do dia seguinte, decolei do aeroporto de Punta del Este totalmente as escuras, fui para o interior uruguaio precisava enganar os agentes, teria que chegar a praia de Cidreira as 7:30 e 8 horas. Em 15 de Maio de 1964, Manoel Leães pilotando o Cessna 310 bimotor prefixo PT-BSP, levantou vôo clandestinamente do aeroporto da cidade de Alcahuel, ao decolar sintonizei no VOR a rádio Guaíba, durante o vôo ouvi uma entrevista de uma autoridade do governo comentar que em poucas horas o ex-governador Leonel Brizola estaria preso”.
“Cheguei a pensar que seriam dois os presos, para não ser percebido pelos radares vinha voando baixo, pouco mais de um metro acima das ondas do mar, ao me aproximar do litoral fui para a praia de Cidreira-RS no clarear do dia, ao chegar na praia notei que o plano não correspondia como eu havia combinado, estava faltando um carro, pensei em retornar o plano foi descoberto, mesmo assim resolvi sobrevoar a praia, quando vi Brizola saindo de trás dos cômoros de areia com um capacete branco na mão abanando e vestido com a farda da Gloriosa Brigada Militar do Rio Grande do Sul, emprestada pelo coronel Atílio”.
“Posei na beira da praia e nem desliguei os motores, abri a porta do avião enquanto Brizola entrava e fechava a porta eu já estava decolando e voando baixo em direção ao Uruguai”. Durante o retorno Brizola perguntou: “Maneco olha para trás pra ver se vem vindo algum avião da FAB, eu o tranquilizei não há mais perigo de sermos interceptado já estamos perto da fronteira”. “Pouco depois ultrapassamos a fronteira saindo do território brasileiro, anunciei ao Brizola, já estamos no espaço aéreo uruguaio! Ele apertou minha mão e agradeceu”. “Obrigado Maneco”!
Manoel Leães pousa o avião na cidade de Sarandi Grande a 150 km de Montevidéu, início do seu exílio, é a última operação de Manoel Soares Leães o Maneco em solo brasileiro. Brizola parecia aliviado porque iria se encontrar com a família, a viagem terminou em Solymar um balneário nos arredores de Montevidéu, onde o Ex-presidente João Goulart o esperava.
Quinze anos depois o mesmo Maneco, iria buscar Brizola, em Assunção - Paraguai, no dia 7 de Setembro as 07h::30 min. da manhã, abordo do avião Seneca de prefixo PT-ESO, de João Vicente Goulart, levando o exGovernador e sua comitiva com destino a São Borja RS. As 09h:30min.da manhã, pousa o avião na pista da Granja São Vicente de propriedade do ex-Presidente João Goulart.
Mais de 30mil pessoas o esperavam, com Maneco desembarcaram Neusa e filhos, Sereno Chaise, Wilson Vargas e Pedro Simon, encerrando seu exílio.
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Brizola permaneceu mais de um mês na clandestinidade em solo gaúcho, toda a informação davam conta de que os militares me matariam, não havia outra alternativa se não o exílio, afirma Brizola.
Pediu aos amigos que levassem a mulher Neusa e seus filhos para Montevidéu. Manoel Leães conta que, em fins de Abril de 1964, estava acompanhando o ex-Presidente João Goulart. Na ocasião Brizola, escondido em Porto Alegre, buscava uma forma de sair do País.
Maneco recebeu em seu apartamento a rua Bolívar Espana com la Rambla em Positos-Montevidéu, um emissário que lhe propôs a missão de resgatar o ex-governador Leonel Brizola.
“Durante dez dias estudei a possibilidade de fazer o resgate na capital gaúcha, por ser muito arriscado, então a alternativa seria o litoral gaúcho”.
“Pedi ao emissário que fosse analisado o movimento da maré alta e baixa, com areia firme poderia pousar com segurança, e na beira da praia teria que estar um caminhão e dois carros no formato de uma cruz, esse seria o sinal que o plano não havia sido descoberto”.
“Leães rasgou uma nota de um cruzeiro ao meio, ficando com a metade e a outra metade seria entregue pelo emissário que traria o plano de resgate de Brizola”.
O deputado Helio Fontoura veranista de Cidreira, foi o encarregado de analisar o melhor horário para Maneco Leães pousar e resgatar Brizola, seria entre 07h30min. e 8:00 horas da manhã, areia estaria firme.
“Passado alguns dias fui avisado a comparecer no hotel Lancaster no centro de Montevidéu, onde Neusa e seus filhos estavam hospedados, já sabendo do que seria peguei o carro de Jango e fui o mais rápido ao hotel, ao chegar Neusa e o emissário Ajadil de Lemos estavam a minha espera, ele portando a outra metade de um cruzeiro e com o plano de resgate”.
“Um dia antes comentei com a minha esposa que viajaria ao interior uruguaio, onde receberia os gados que Jango comprou e manda-los para a fazenda El Rincon”. “Peguei minha família e fomos para Punta del Este, precisava ludibriar os agentes que nos vigiavam, e orientei a minha esposa caso não retorna-se até o final da tarde, ela teria que voltar para Montevidéu e entrar em contato com Jango”.
“Ás 5 horas do dia seguinte, decolei do aeroporto de Punta del Este totalmente as escuras, fui para o interior uruguaio precisava enganar os agentes, teria que chegar a praia de Cidreira as 7:30 e 8 horas. Em 15 de Maio de 1964, Manoel Leães pilotando o Cessna 310 bimotor prefixo PT-BSP, levantou vôo clandestinamente do aeroporto da cidade de Alcahuel, ao decolar sintonizei no VOR a rádio Guaíba, durante o vôo ouvi uma entrevista de uma autoridade do governo comentar que em poucas horas o ex-governador Leonel Brizola estaria preso”.
“Cheguei a pensar que seriam dois os presos, para não ser percebido pelos radares vinha voando baixo, pouco mais de um metro acima das ondas do mar, ao me aproximar do litoral fui para a praia de Cidreira-RS no clarear do dia, ao chegar na praia notei que o plano não correspondia como eu havia combinado, estava faltando um carro, pensei em retornar o plano foi descoberto, mesmo assim resolvi sobrevoar a praia, quando vi Brizola saindo de trás dos cômoros de areia com um capacete branco na mão abanando e vestido com a farda da Gloriosa Brigada Militar do Rio Grande do Sul, emprestada pelo coronel Atílio”.
“Posei na beira da praia e nem desliguei os motores, abri a porta do avião enquanto Brizola entrava e fechava a porta eu já estava decolando e voando baixo em direção ao Uruguai”. Durante o retorno Brizola perguntou: “Maneco olha para trás pra ver se vem vindo algum avião da FAB, eu o tranquilizei não há mais perigo de sermos interceptado já estamos perto da fronteira”. “Pouco depois ultrapassamos a fronteira saindo do território brasileiro, anunciei ao Brizola, já estamos no espaço aéreo uruguaio! Ele apertou minha mão e agradeceu”. “Obrigado Maneco”!
Manoel Leães pousa o avião na cidade de Sarandi Grande a 150 km de Montevidéu, início do seu exílio, é a última operação de Manoel Soares Leães o Maneco em solo brasileiro. Brizola parecia aliviado porque iria se encontrar com a família, a viagem terminou em Solymar um balneário nos arredores de Montevidéu, onde o Ex-presidente João Goulart o esperava.
Quinze anos depois o mesmo Maneco, iria buscar Brizola, em Assunção - Paraguai, no dia 7 de Setembro as 07h::30 min. da manhã, abordo do avião Seneca de prefixo PT-ESO, de João Vicente Goulart, levando o exGovernador e sua comitiva com destino a São Borja RS. As 09h:30min.da manhã, pousa o avião na pista da Granja São Vicente de propriedade do ex-Presidente João Goulart.
Mais de 30mil pessoas o esperavam, com Maneco desembarcaram Neusa e filhos, Sereno Chaise, Wilson Vargas e Pedro Simon, encerrando seu exílio.
