Alencar dá 48 horas para a Varig decidir seu destino
Enviado: Qua Mai 04, 2005 13:01
vice-presidente da República e ministro da Defesa José Alencar telefonou ontem para Ernesto Zanata, presidente do Conselho de Curadores da Fundação Rubem Berta, a dona da Varig, e deu um prazo de 48 horas para que decida o destino da empresa.
Quer dizer: para que decida a quem ela será vendida. Ou se fechará as portas. Caso contrário, a Infraero, como principal credor governamental da Varig, entrará na Justiça com um pedido de falência dela. A Varig deve a Infraero em torno de R$ 200 milhões.
Definitivamente, o governo não intervirá na Varig para não ter que assumir suas dívidas. Seria muito encrenca e o ministro Palocci, da Fazenda, é contra. Lula está irritado com a moleza de Alencar para resolver o problema.
Quando o vice-presidente assumiu o ministério da Defesa em outubro último, a solução para a Varig estava pronta e amplamente discutida dentro do governo. No final de novembro, o governo baixaria uma Medida Provisória liquidando a empresa. Dali a horas, o consórcio Gol-TAM compraria o que sobrasse dela.
Alencar, como "homem de mercado", preferiu buscar uma "solução de mercado" para a Varig. Impôs o Unibanco para coordenar o processo de reestruturação da empresa - o Unibanco, mais tarde, tascou fora.
Então Alencar manobrou para que a Varig fosse vendida ao amigo e empresário baiano Nelson Tanure, atual dono do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil.
O ministro José Dirceu, da Casa Civil, vetou o nome de Tanure. Outros ministros também vetaram.
Como amigo também do empresário mineiro dono da Gol, Alencar pressionou para que a Varig fosse vendida a ele. A Fundação Rubem Berta empurrou o problema com a barriga.
Invocado, Lula apertou Alencar, que telefonou para Zanata, que ainda não sabe se o ultimatum do ministro é para valer.
Tanure continua no páreo para comprar a Varig. Está disposto a investir R$ 90 milhões e a brigar na Justiça para não pagar o resto da dívida da empresa.
FONTE: site www.ig.com.br
Quer dizer: para que decida a quem ela será vendida. Ou se fechará as portas. Caso contrário, a Infraero, como principal credor governamental da Varig, entrará na Justiça com um pedido de falência dela. A Varig deve a Infraero em torno de R$ 200 milhões.
Definitivamente, o governo não intervirá na Varig para não ter que assumir suas dívidas. Seria muito encrenca e o ministro Palocci, da Fazenda, é contra. Lula está irritado com a moleza de Alencar para resolver o problema.
Quando o vice-presidente assumiu o ministério da Defesa em outubro último, a solução para a Varig estava pronta e amplamente discutida dentro do governo. No final de novembro, o governo baixaria uma Medida Provisória liquidando a empresa. Dali a horas, o consórcio Gol-TAM compraria o que sobrasse dela.
Alencar, como "homem de mercado", preferiu buscar uma "solução de mercado" para a Varig. Impôs o Unibanco para coordenar o processo de reestruturação da empresa - o Unibanco, mais tarde, tascou fora.
Então Alencar manobrou para que a Varig fosse vendida ao amigo e empresário baiano Nelson Tanure, atual dono do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil.
O ministro José Dirceu, da Casa Civil, vetou o nome de Tanure. Outros ministros também vetaram.
Como amigo também do empresário mineiro dono da Gol, Alencar pressionou para que a Varig fosse vendida a ele. A Fundação Rubem Berta empurrou o problema com a barriga.
Invocado, Lula apertou Alencar, que telefonou para Zanata, que ainda não sabe se o ultimatum do ministro é para valer.
Tanure continua no páreo para comprar a Varig. Está disposto a investir R$ 90 milhões e a brigar na Justiça para não pagar o resto da dívida da empresa.
FONTE: site www.ig.com.br