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Alguem tem o video de um 727 pousando numa pista de terra?
Enviado: Seg Dez 27, 2004 15:10
por Anonymous
Amigos,
um professor da minha faculdade disse que viu um vídeo de um 727 pousando numa pista de terra na África. Já procurei em toda Internet e não achei nada.
Alguém sabe algo a respeito?
Acho que ele ter confundido o 727 com alguma ACFT russa. Elas são capazes. Dizem que o MIG-29 pode pousar em pistas não preparadas.
[]'s
Enviado: Seg Dez 27, 2004 15:16
por Anonymous
Cmte Seabra,
acredito ser este o vídeo que você está procurando:
http://www.cekool.com/tankers.wmv
73´
Cristiano
Enviado: Seg Dez 27, 2004 15:21
por Anonymous
Nunca vi coisa igual. Sensacional.
TKS Cristiano.
Enviado: Seg Dez 27, 2004 15:56
por Anonymous
O 727 da Transafrik pousa em pistas de terra lá pela Africa.
Enviado: Seg Dez 27, 2004 16:05
por Anonymous
Fico imaginando como ficam os motores desse 727 com tanta poeira...
Os primeiros 737 tiam um acessório que era colocado no trem do nariz para evitar que cascalho e pedras fossem atirados nos motores. Deve ser previsto este tipo de operação para ele tb.
Abraços
Enviado: Seg Dez 27, 2004 16:22
por Anonymous
legal esse 727 off road!!!
mas esse "acessorio" é só uma borda maior nos pneus dianteiros para fazer com que a agua da chuva não levante direto para o motor. o fokker 100 tb tem esse dispositivo
Enviado: Seg Dez 27, 2004 16:32
por Anonymous
Skydroll escreveu:legal esse 727 off road!!!
mas esse "acessorio" é só uma borda maior nos pneus dianteiros para fazer com que a agua da chuva não levante direto para o motor. o fokker 100 tb tem esse dispositivo
Não... É uma espécie de carrinho que fica preso na perna do trem. Vi uma foto em algum lugar. Vou ver se encontro.
Enviado: Seg Dez 27, 2004 16:32
por Anonymous
Enviado: Seg Dez 27, 2004 16:40
por Anonymous
O que a Boeing diz a respeito do 737 Off Road:
737 Gravel Runway Capability
The optional gravel runway capability allows the 737-200 to operate on remote unimproved runways. The gravel kit includes gravel deflectors for the nose and main gears, vortex dissipators for each engine nacelle, and special protective finishes. Low-pressure tires are also required for operation on low strength runways. The special environment of the gravel runway dictates changes in operating procedures and techniques for maximum safety and economy. Boeing Commercial Airplanes and the FAA have specified procedural changes for operating the 737-200 on gravel runways. Organizations interested in operational details are referred to the using airline or to Boeing.
Ainda estou devendo a foto.
Enviado: Ter Dez 28, 2004 11:24
por Anonymous
Enviado: Ter Dez 28, 2004 11:57
por Anonymous
Cmte Seabra escreveu:
Os primeiros 737 tiam um acessório que era colocado no trem do nariz para evitar que cascalho e pedras fossem atirados nos motores. Deve ser previsto este tipo de operação para ele tb.
Nessa foto (um pouco de self plug meu) dá pra ver bem os dissipadores de vortex nos motores do Fab-2115:
Nunca vi os dois 737-200 da FAB com os gravel deflectors nos trens de pouso .
Abraço
Enviado: Ter Dez 28, 2004 12:11
por Anonymous

Incrível!!!
Eu nunca tinha visto um avião transportar água, ainda mais um 727 decolando e pousando em pista de terra e ainda mais com uma ladeira enorme, e como que não entra no motor se eu não vi nenhum gravel deflectors no trem dianteiro, vortex dissipators desviam os detritos das turbinas???
Tá parecendo aquele filme com o Mel Gibson, se eu não me engano o nome é Wings of America, em que ele aterrisa um turbo-propeller em uma ladeira de terra de quase 70º de inclinação......

Enviado: Ter Dez 28, 2004 12:17
por Anonymous
-o gravel kit usado nos 732, como vistos no presidencial, é um jato de ar que impede que entre detritos na turbina.
-o filme se chama air america, o avião se chama alguma coisa com P no inicio, não é pilatus, não lembro...
denoite coloco fotos de perto do gravel kit
Enviado: Ter Dez 28, 2004 12:18
por Dirty_wings
Não sei não, mas acho que a ladeira AJUDA na decolagem...
Abraço
Enviado: Ter Dez 28, 2004 13:10
por Anonymous
A aeronave monomotora-turbo hélice do Air America chama-se: Pilatus PC-6
Enviado: Ter Dez 28, 2004 13:20
por Stephan K.P.
Muito legal a decolagem!
Só fico com uma dúvida...
Caso precise fazer uma RTO nessa pista, o quanto de espaço ele precisaria para parar????? Pista de terra não tem praticamente aderência nenhuma...
Uma pergunta que não é conveniente ser feita pra empresa operadora desse avião: Será que ele pararia
MESMO nessa pista????

Enviado: Ter Dez 28, 2004 13:57
por Anonymous
Aqui estão as imagens do kit do 737-200 para uso em pistas não asfaltadas:
Observem que as portas do nose gear são modificadas:
http://www.airliners.net/open.file/389678/M/
http://www.airliners.net/open.file/686303/M/
Em detalhe:
http://www.b737.org.uk/graveldeflector.htm
O MD-80 também tem:
http://www.boeing.com/commercial/aeroma ... _fig5.html
Interessante que para ACFT equipadas com o kit anti-gravel, a luz anti-colisão é retrátil.
Enviado: Ter Dez 28, 2004 13:59
por Anonymous
É dificil de falar o quanto de espaço ele necessitaria para parar, pois isso depende de um monte de variaveis como peso de decolagem, configuração de flaps etc.... Eu acredito que no manual dessa aeronave possa haver alguma secção especial sobre a operação nestas pistas de terra tais como existe para pistas contaminadas com fluido. O Coeficiente de fricção não deve ser pior que o de pistas com wet e dry snow.
Enviado: Ter Dez 28, 2004 14:08
por Anonymous
Estou pasmo! Eu já ví um filme mostrando um DC8 descer num lago de sal lá em Utah, nos USA. Mas o piso de sal é durinho e não levanta pó nem cascalho. Agora, esse aí............Tô pasmo!
Isso só reconfirma a minha afetuosa preferência pelo magnífico 727. Êta avião maravilhoso! Álém de lindo ele é mais que versátil!
Enviado: Ter Dez 28, 2004 17:16
por Anonymous
Destaque para o depoimento do piloto, no vídeo:
"Na Transafrik nós não tínhamos limites. Nós ganhávamos em função das horas voadas. Quanto mais voávamos, mais ganhávamos. Em determinadas situações, chegávamos a voar 300 horas por mês, o que é completamente inimáginável no mundo da aviação. Me recordo, por exemplo, de ter ficado três dias sem sair do avião. Era um esforço enorme, com o qual eu tive que aprender a lidar. A quantidade de dinheiro que se podia ganhar por hora de vôo era única no mundo. Me lembro de comandantes que chegavam a ganhar vinte mil dólares por mês. Portanto, era gente de reputação internacional. Alguns, dentre eles, tinham servido no Vietnã. Eu aprendi muito com essa gente. Nós voamos em condições muito difíceis, durante toda a minha formação. Ser piloto da Transafrik naquela época, e principalmente naquele país, era símbolo de distinção. Uma coisa quase que mística."
A Transafrik é baseada em Luanda, Angola.
Abração!