Página 1 de 2
Gol 1607 SSA/GRU - Por que tanto combustível?
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 09:01
por Anonymous
Pessoal,
estive agora pela manhã (16/04) no aeroporto de SSA acompanhando a saída do Voo Gol 1607 (SSA/GRU) e tenho uma dúvida.
Dois voos Varig que sairam para SP e RJ minutos antes, mencionaram 3h40 de autonomia, com POB de 121 e 133 respectivamente e cada um alternando o outro aeroporto.
Quando o Gol 1607 (PR-GIC) chamou o solo, ele mencionou 4h25 de autonomina com POB de 151, alternando Galeão.
Por que será que o Gol saiu com 45 minutos a mais de combustível? É uma escolha da empresa ou um procedimento diferente por se tratar do GIC (Winglets)?
PS. Com winglets, esse avião ficou maravilhoso!!!
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 12:12
por B767
Pode ser que:
1, O Payload esteja alta
-e-
2. Comercialmente, a empresa tem um valor preferencial em SSA com o distribuidor. Muitas vezes dependendo de onde fica a proxima escala, vale mais sair "cheio" daquele ponto e nao botar nada na proxima escala.
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 12:23
por Anonymous
A aeronave quanto mais pesada estiver, mais combustível ela consumirá, pois eu acho pouco provável que a empresa encha seus tanques em um aeroporto para não ter que reabastecer em umas das escalas. Eu acho completamente inviável até que me provem o contrário!! Acho que também que o motivo de grande autonomia de Jet-A1 deverá ser por motivo de tráfego no aeroporto de destino e eventuais orbitas que são comuns em São Paulo, que tanto que não passe MLW da aeronave na hora do pouso!!
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 12:57
por B767
Jansen Ferreira;
O que eu coloquei é o que de fato acontece. Do contrário eu nao teria colocado.
Fica óbvia que sua experiencia com operaçoes é limitada.
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 13:11
por Phenom
Essa autonomia nem é tão grande assim. O cidadão resolve alternar BSB por exemplo, quando ele entra na final como número 2 o avião da frente estoura o pneu na pista, pronto ele vai ter que ir pra outra alternativa e já vai ter gastado pelo menos 1 hora pra alternar BSB, e tem que alternar de novo. Tem um milhão de hipóteses, não precisa discutir.
Abraço
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 13:15
por Anonymous
Nossa senhora está parecendo um professor meu que dizia: - Respondo 95% de qualquer pergunta que vocês me fizerem!! Desculpa colega, se eu feri seu "EGO", pelo visto humildade não faz parte de suas ações no dia-a-dia, espero que você melhore e aprenda a aceitar críticas porque ninguém é dono da verdade e outra coisa se você sabe tanto estou pronto para aprender!! Concordo plenamente com o Cmte. Diego!!
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 13:33
por Velásquez
Jansen Ferreira escreveu:A aeronave quanto mais pesada estiver, mais combustível ela consumirá, pois eu acho pouco provável que a empresa encha seus tanques em um aeroporto para não ter que reabastecer em umas das escalas. Eu acho completamente inviável até que me provem o contrário!! Acho que também que o motivo de grande autonomia de Jet-A1 deverá ser por motivo de tráfego no aeroporto de destino e eventuais orbitas que são comuns em São Paulo, que tanto que não passe MLW da aeronave na hora do pouso!!
É totalmente viável e isso acontece rotineiramente, por vários fatores, entre eles a difereça brutal do preço do QAV nas localidades.
Muitas vezes, optamos por determinar a aeroonave decolar com o avião de uma localidade X, full tanque, pagando mais barato (prejudicando um pouco a performance) do que levar um grande prejuízo, pagando um preço mais alto do QAV na próxima escala.
Isso não é pouco provável e sim realidade
Agora não sei se a GOL aplica isso também
Como o próprio amigo Jansen citou, a empresa jamais vai tirar a autoridade do comandante pra decidir o abastecimento final, pois em primeiro lugar vem a segurança, e pra isso, dispensamos a economia.
Abraços
Velásquez
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 13:33
por Anonymous
pra encerrar:
O único momento em que um avião carrega combustível demais é quando ele está em chamas.
Charles Kingsford Smith
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 14:01
por Anonymous
Jansen Ferreira escreveu:A aeronave quanto mais pesada estiver, mais combustível ela consumirá, pois eu acho pouco provável que a empresa encha seus tanques em um aeroporto para não ter que reabastecer em umas das escalas. Eu acho completamente inviável até que me provem o contrário!! Acho que também que o motivo de grande autonomia de Jet-A1 deverá ser por motivo de tráfego no aeroporto de destino e eventuais orbitas que são comuns em São Paulo, que tanto que não passe MLW da aeronave na hora do pouso!!
Bom vamos desmistifar os achismos.
A GOL adota em seus vôos a política de abastecimento econômico. Sempre que o custo do transporte do combustível para a etapa seguinte a que será realizada for menor que o custo do abastecimento no destino a aeronave será abastecida para as duas etapas, desde que as condições meteorológicas assim o permitam.
Exemplo:
PBO aproximado de 38800 Kg
MLW= 58059 Kg
Payload 136 Pax = 12920 Kg
O peso máximo de combustível permitido em um pouso seria de:
58059 - 38800 - 12920 = 6339 Kg
Digamos que o combustível para a alternativa seja de 1300 Kg e que os 10% de reserva são 300 Kg. Neste caso o combustível requerido no pouso seria de:
1300 + 300 = 1600 Kg, o que significa que poderia-se carregar no máximo:
6339 - 1600 = 4739 Kg de combustível extra (abastecimento econômico)
Logicamente se o payload for inferior a 12920 Kg, pode-se carregar mais combustivél extra (abastecimento econômico).
Este cálculo só é valido para a etapa seguinte, ou seja, abastecer a aeronave para efetuar duas etapas sem necessidade de abastecimento intermediário, mesmo que haja disponibilidade para mais combustível.
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 14:40
por Anonymous
Um muito bom obrigado para os meus colegas Velásquez e Noise Jet pelos esclarecimentos e "vocês" realmente me provaram o contrário, de fato eu não sabia que havia diferentes preços em cada etapa, senão, estaria certo!! Pensei que fosse tabelado para todo país!! É isso aí meus colegas estamos para aprender e é desta forma que nós progredimos sem que precise que nehuma pessoa agrida a outra!! Uma coisa é você dizer que é e outra é você provar, explicar como vocês fizeram!!
Velew pela atenção!!
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 15:04
por Le
A explicação dada por Noise Jetfoi boa, porém esqueceu de mencionar o combustível para espera ( 30 min à 1500ft ).
Outrossim, estamos num fórum e aqui ninguém é Papa da aviação, não há a necessidade, quando ao responder uma questão usar termos do tipo: "desvendando achismos"; isto denota um ar de superioridade que aqui ninguém tem; principalmente quando a resposta vem INCOMPLETA.
O legal de tudo, é podermos estabelecer uma relação sem a necessidade de ferir EGOS ou DEPRECIAR algum colega que desconheça determinado assunto.
Basta ter um pouco de humildade, compreendendo que existem outras pessoas que também gostariam de ter suas dúvidas sanadas, mas quando observa como nos tratamos nas respostas que damos nos tópicos, ele evita de perguntar, já com receio da resposta que poderá vir.
Um abraço!
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 15:18
por Le
Jansen, boa tarde!
Estive pesquisando num trabalho sobre tributação no Brasil, e olha o que acabei de encontrando: ICMS GL/RJ 4%, CF 3%, SP/GR 25%, SV 17%;
por aí, já dá pra perceber as dificuldades encontradas pelas empresas em adequar o abastecimento econômico em sua malha.
A complexidade dos incentivos fiscais dado por Estados que buscam aumentar níveis de emprego, afetam toda a economia.
Não daria neste espaço me "alongar", nos detalhes.
Mas basicamente é isto, o custo de combustível que antes havia em seu cálculo o custo de transporte, agora também tem as variáveis de cada aeroporto, que como exemplo a PLU permanece com ICMS de 25% enquanto CNF 3%.
Um grande abraço à todos!
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 18:26
por Anonymous
È verdade amigo Jensen , e apenas complementando , a própria navegação Jeppessen ou Sita já faz um calculo à respeito disso, informando quanto a aeronave gasta a mais a cada mil kg de combustível adicionais, e muitas vezes levando-se em conta as grandes diferenças de preço de combustível nas diferentes cidades brasileiras ou acordos com fornecedores , o vôo com mais combustível torna-se viável. Os DOVs chamam esse procedimento de aproveitamento de combustível.
Troy.
PS È muito comum observar no Galeão por exemplo muita gente abstecendo a mais já que parece que lá o combustível é um dos mais baratos do Brasil.
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 18:56
por Le
Troy escreveu:È verdade amigo Jensen , e apenas complementando , a própria navegação Jeppessen ou Sita já faz um calculo à respeito disso, informando quanto a aeronave gasta a mais a cada mil kg de combustível adicionais, e muitas vezes levando-se em conta as grandes diferenças de preço de combustível nas diferentes cidades brasileiras ou acordos com fornecedores , o vôo com mais combustível torna-se viável. Os DOVs chamam esse procedimento de aproveitamento de combustível.
Troy.
PS È muito comum observar no Galeão por exemplo muita gente abstecendo a mais já que parece que lá o combustível é um dos mais baratos do Brasil.
Troy, boa noite!
Confirma pra mim, se estiver ao seu alcance, onde na navegação sita vêm este cálculo de combustível em razão de valores da localidade.
É que vc faz esta menção acima, e fiquei com dúvida, pois ainda não tinha observado isto.
".....a própria navegação Jeppessen ou Sita já faz um calculo à respeito disso, informando quanto a aeronave gasta a mais a cada mil kg de combustível adicionais, e muitas vezes levando-se em conta as grandes diferenças de preço de combustível nas diferentes cidades brasileiras ou acordos com fornecedores , o vôo com mais combustível torna-se viável. ..."
Só me confirma por que tenho algumas da TAM e não encontrei este cálculo.
Pode ser que tenha na navegação sita de outras empresas, se for, me confirma em qual, valeu?
Um abraço!
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 19:09
por Anonymous
A navegação Jeppesen traz com toda a certeza o aumento de consumo por Ton a mais carregada....a sita não tenho certeza....mas provavelmente deve trazer tbm. Esssa pratica(fuel tankering) é muito mais comum do que a maioria acha, o Galeão é um otimo exemplo...lá o QAV é bem mais baratoem comparação com outros locais.
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 19:54
por Anonymous
Amigo Le, me desculpe , citei erroneamente a navegação da Sita , não tenho certeza sobre ela , a da Jeppessen é certo , aparece:
FUEL BURN ADJUSTMENT FOR 1000KG INCREASE IN TKOFF WEIGHT: XXXkg.
TRoy.
Enviado: Sáb Abr 16, 2005 20:24
por Le
Troy escreveu:Amigo Le, me desculpe , citei erroneamente a navegação da Sita , não tenho certeza sobre ela , a da Jeppessen é certo , aparece:
FUEL BURN ADJUSTMENT FOR 1000KG INCREASE IN TKOFF WEIGHT: XXXkg.
TRoy.
Obrigado, Troy!
Eu já estava pensando que a navegação sita da TAM fosse a única a não possuir estes dados.
De qualquer modo, obrigado!
Enviado: Seg Abr 18, 2005 15:04
por carlos oliveira
Velásquez escreveu:Jansen Ferreira escreveu:A aeronave quanto mais pesada estiver, mais combustível ela consumirá, pois eu acho pouco provável que a empresa encha seus tanques em um aeroporto para não ter que reabastecer em umas das escalas. Eu acho completamente inviável até que me provem o contrário!! Acho que também que o motivo de grande autonomia de Jet-A1 deverá ser por motivo de tráfego no aeroporto de destino e eventuais orbitas que são comuns em São Paulo, que tanto que não passe MLW da aeronave na hora do pouso!!
É totalmente viável e isso acontece rotineiramente, por vários fatores, entre eles a difereça brutal do preço do QAV nas localidades.
Muitas vezes, optamos por determinar a aeroonave decolar com o avião de uma localidade X, full tanque, pagando mais barato (prejudicando um pouco a performance) do que levar um grande prejuízo, pagando um preço mais alto do QAV na próxima escala.
Isso não é pouco provável e sim realidade
Agora não sei se a GOL aplica isso também
Como o próprio amigo Jansen citou, a empresa jamais vai tirar a autoridade do comandante pra decidir o abastecimento final, pois em primeiro lugar vem a segurança, e pra isso, dispensamos a economia.
Abraços
Velásquez
Realmente , abastecer mais onde é mais barato compensa, a vasp sempre fez isso principalmente nos A300 onde sempre havia disponível , afinal o consumo era de 6 ton/hora.
Por exemplo sempre vindo de POA para GRU depois para GIG (VP4194), em GRU quase nunca havia abastecimento, às vezes só completava um pouco, saía de POA com comb. para só abastecer em GIG.
Re: Gol 1607 SSA/GRU - Por que tanto combustível?
Enviado: Ter Abr 19, 2005 11:16
por Anonymous
atairlines escreveu:Pessoal,
estive agora pela manhã (16/04) no aeroporto de SSA acompanhando a saída do Voo Gol 1607 (SSA/GRU) e tenho uma dúvida.
Dois voos Varig que sairam para SP e RJ minutos antes, mencionaram 3h40 de autonomia, com POB de 121 e 133 respectivamente e cada um alternando o outro aeroporto.
Quando o Gol 1607 (PR-GIC) chamou o solo, ele mencionou 4h25 de autonomina com POB de 151, alternando Galeão.
Por que será que o Gol saiu com 45 minutos a mais de combustível? É uma escolha da empresa ou um procedimento diferente por se tratar do GIC (Winglets)?
PS. Com winglets, esse avião ficou maravilhoso!!!
Foi considerado que o 733 além de consumir mais que o 738 ele também voa mais baixo? O que faz consumir mais ainda!
As vezes, o fato da autonomia ser maior não quer dizer que ele carregue mais combustivel.
Enviado: Ter Abr 19, 2005 16:00
por Dirty_wings
Tá. Mas se, pra economizar $$$ ele abastecer o suficiente para 2 etapas + reserva, com lotação de 70% + carga e tiver um problema num dos motores na decolagem??? Tá ferrado, né?
PERGUNTA: Todas as aeronaves de médio/grande porte possuem sistema de alijamento de combustível???
Abraço