Empresas aéreas denunciam "monopólio de fato" da P
Enviado: Qui Abr 14, 2005 23:20
Empresas aéreas denunciam "monopólio de fato" da Petrobras
Quinta, 14 de Abril de 2005, 16h47
Fonte: Agência EFE
As empresas aéreas brasileiras denunciaram hoje, quinta-feira, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o "monopólio de fato" da companhia petrolífera estatal Petrobras, a quem acusam de aplicar preços abusivos para os combustíveis de aviação.
Associações patronais das companhias aéreas comerciais, de táxis aéreos, de uso agrícola e de transporte regional, assim como sindicatos de trabalhadores do setor, enviaram ao chefe de Estado uma carta aberta com vários acusações contra a Petrobras.
A empresa é controlada pelo Estado, mas parte de suas ações estão inscritas nas bolsas de São Paulo, Madri e Nova York.
Seu monopólio no mercado brasileiro terminou no papel há quatro anos, mas de fato se mantém e não há livre concorrência, afirma a carta assinada por oito organizações.
"Desde que foi legalmente abolido o monopólio estatal sobre o petróleo, a realidade contrariou a intenção do legislador e o monopólio deixou de ser só de direito e continua de fato", segundo o documento.
A abertura do mercado interno dos hidrocarbonetos foi mostrada pelas autoridades brasileiras como a bandeira das políticas de modernização econômica num esforço para atrair empresas estrangeiras de prospecção e produção de petróleo.
"Empresas estrangeiras interessadas em importar e comercializar combustíveis em nosso país enfrentam barreiras intransponíveis. Não existe concorrência e a Petrobras pratica em seus refinarias preços que incluem lucros extraordinários" com o querosene e a gasolina de aviação, segundo a carta.
Os aumentos de preços destes combustíveis são aplicados quinzenalmente a níveis muito superiores aos de outros derivados do petróleo.
Essa "discriminação", segundo as empresas do setor aéreo, tornou inviável seu planejamento financeiro.
De janeiro de 1999 a fevereiro de 2005, o preço do querosene de aviação aumentou 896,9%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo.
No mesmo período a gasolina de automóveis subiu 267%, o diesel aumentou 426% e o gás de cozinha, 442%.
Só neste ano o preço do querosene de aviação já aumentou 27,6%.
Entre os signatários da carta estão o Sindicato Nacional das Empresas Aeronáuticas e o Sindicato Nacional dos Aeronautas.
Estas entidades reiteraram que os altos preços do combustível e as altas taxas e impostos são responsáveis pela crise financeira que afeta várias empresas do setor e pelos altos preços das passagens no mercado brasileiro.
Quinta, 14 de Abril de 2005, 16h47
Fonte: Agência EFE
As empresas aéreas brasileiras denunciaram hoje, quinta-feira, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o "monopólio de fato" da companhia petrolífera estatal Petrobras, a quem acusam de aplicar preços abusivos para os combustíveis de aviação.
Associações patronais das companhias aéreas comerciais, de táxis aéreos, de uso agrícola e de transporte regional, assim como sindicatos de trabalhadores do setor, enviaram ao chefe de Estado uma carta aberta com vários acusações contra a Petrobras.
A empresa é controlada pelo Estado, mas parte de suas ações estão inscritas nas bolsas de São Paulo, Madri e Nova York.
Seu monopólio no mercado brasileiro terminou no papel há quatro anos, mas de fato se mantém e não há livre concorrência, afirma a carta assinada por oito organizações.
"Desde que foi legalmente abolido o monopólio estatal sobre o petróleo, a realidade contrariou a intenção do legislador e o monopólio deixou de ser só de direito e continua de fato", segundo o documento.
A abertura do mercado interno dos hidrocarbonetos foi mostrada pelas autoridades brasileiras como a bandeira das políticas de modernização econômica num esforço para atrair empresas estrangeiras de prospecção e produção de petróleo.
"Empresas estrangeiras interessadas em importar e comercializar combustíveis em nosso país enfrentam barreiras intransponíveis. Não existe concorrência e a Petrobras pratica em seus refinarias preços que incluem lucros extraordinários" com o querosene e a gasolina de aviação, segundo a carta.
Os aumentos de preços destes combustíveis são aplicados quinzenalmente a níveis muito superiores aos de outros derivados do petróleo.
Essa "discriminação", segundo as empresas do setor aéreo, tornou inviável seu planejamento financeiro.
De janeiro de 1999 a fevereiro de 2005, o preço do querosene de aviação aumentou 896,9%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo.
No mesmo período a gasolina de automóveis subiu 267%, o diesel aumentou 426% e o gás de cozinha, 442%.
Só neste ano o preço do querosene de aviação já aumentou 27,6%.
Entre os signatários da carta estão o Sindicato Nacional das Empresas Aeronáuticas e o Sindicato Nacional dos Aeronautas.
Estas entidades reiteraram que os altos preços do combustível e as altas taxas e impostos são responsáveis pela crise financeira que afeta várias empresas do setor e pelos altos preços das passagens no mercado brasileiro.