TAP também teria interesse na disputa
O Estado de S. Paulo - 12/04/2005
A companhia aérea TAP, de Portugal, teria apresentado um documento em que demonstra interesse em participar das negociações para investir na Varig, disseram fontes próximas às negociações. O documento seria assinado pelo presidente da TAP, Fernando Pinto, que já foi presidente da Varig.
A assessoria da TAP em Lisboa não confirma a informação. Fontes do mercado vêem com desconfiança o eventual interesse da companhia portuguesa, já que em Lisboa comenta-se que o governo tem planos de privatizar a empresa. Um investimento desse porte precisa ainda passar pelo crivo do Banco Central Europeu, que é bastante rigoroso com as despesas públicas dos países que fazem parte da zona do Euro.
Além da carta de intenções da TAP, os principais executivos da Varig e de sua controladora, a Fundação Ruben Berta (FRB), têm propostas dos empresários Nelson Tanure e German Efromovich. Há ainda uma terceira proposta, de um grupo de investidores estrangeiros, com participação de portugueses e suíços.
A proposta de Tanure, que controla o Jornal do Brasil ea Gazeta Mercantil, consiste em um aporte de R$ 90 milhões. Defendida pelo presidente da Varig, Carlos Luiz Martins, a proposta enfrenta resistência do governo e também de funcionários da empresa. Cópias de uma reportagem intitulada 'Capitalismo a la Tanure', publicada em uma revista do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, circula entre os membros do Colégio Deliberante, grupo de 165 funcionários eleitos diretamente que são responsáveis por eleger os sete integrantes do Conselho de Curadores, instância máxima de poder dentro da FRB.
Já Efromovich, dono da companhia regional Ocean Air e da colombiana Avianca, estaria disposto a investir R$ 600 milhões, sendo R$ 150 milhões em um primeiro momento e o resto no médio e longo prazo.
Condições - Ontem, em Porto Alegre, o presidente da FRB, Ernesto Zanata, impôs três condições para negociar com interessados em adquirir o controle da Varig. Durante audiência pública na Comissão de Representação Externa da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Zanata afirmou que a fundação não abre mão da manutenção das operações da bandeira Varig nem da preservação do fundo de pensão Aerus. Além disso, apesar de abrir mão do controle acionário, a fundação quer manter alguma participação acionária para, com isso, continuar cumprindo seu papel social.
O presidente da Varig, que também participou da audiência pública, afirmou que os planos de recuperação da empresa serão mantidos em sigilo. Foi uma resposta ao vice-presidente da Associação de Pilotos da Varig (Apvar), Márcio Marsillac, que o pressionou sobre a existência de um plano de recuperação da empresa.
'Eles (os planos) estão onde deveriam estar. Essa questão não será tratada publicamente', disse Martins. O executivo ressaltou que a Varig é uma empresa privada e tem de tratar de seus assuntos estratégicos de forma sigilosa.
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VOLTAM A FALAR DA TAP NA VARIG
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